Além de ouvir os três singles já disponíveis no Spotify e demais plataformas digitais, há outras maneiras de experimentar ‘Vive’, o novo álbum do Juliana Rodrigues Trio, que será lançado no próximo dia 15. Está disponível no YouTube , com depoimentos que mostram a sinergia entre os integrantes do grupo, Juliana Rodrigues (piano e direção geral), Abner Paul (bateria) e João Benjamin (baixo). E está marcada, para o próximo dia 14, uma live especial, também pelo , com músicos convidados para celebrar o projeto.

Cinco episódios já estão disponíveis, e o último será lançado no dia 9. O trio parte da explicação sobre o conceito geral do disco, que é marcado pelos improvisos e acasos da vida. Tudo começou quando, no palco do , no Paraguai, eles resolveram experimentar a liberdade e a criatividade de seus sons.

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Na sequência, há capítulos sobre essas faixas, que ganharam o público antes mesmo de serem gravadas em estúdio. São elas: ‘Entre as Estrelas e o Chão’, homenagem de Juliana para o próprio pai, Fábio; ‘Quatro por Meia Dúzia’, som “malemolente” que se prova ser um chá-chá-chá e também “um latin meio Bolero”; e ‘Afro BA’, com atmosfera envolvente, complexa e dançante, inspirada em ritmos da cultura africana.

Depois, ‘Sobre Vive’ explica as “faixas com discurso”. São duas, ambas emocionantes e carregadas de significados importantes ao trio; ambas inspiradas na técnica ‘Som da Aura’, do compositor Hermeto Pascoal. São, portanto, falas transformadas em melodia.

Em ‘Origem’, que abre o disco, o piano de Juliana acompanha o discurso de sua avó materna, Elisa, que conta as dificuldades vividas por ela própria, migrante de origem humilde nos tempos em que “era tudo diferente”.

Outro discurso pode ser ouvido na impactante ‘Mataram Mais Uma de Nós’. Aqui, as falas são lamentos de Talíria Petrone pelo assassinato de Marielle Franco, que também tem voz na faixa. É um protesto, uma manifestação artística, uma declaração política feita pelo trio.

O episódio final da minissérie documental se debruça sobre as “faixas solo”. Há pelo menos uma para cada integrante. Juliana toca homenagens para sua mãe, Roselene, em ‘Camarim, figurino e cenário’ e também em ‘Como se Fosse a Cura’; regado à kalimba e bateria, Abner Paul faz em ‘Sol’ um tributo à sua mãe, Solange; e em ‘Pro João’, João Benjamin exibe uma genuína manifestação de amor ao filho.

‘Sobre Vive’ deixa claro que o CD é fruto de sentimentos muito íntimos e da sinergia entre os três artistas, abordando o que “é caro” a eles: a relação familiar de cada um. Isso está expresso em todos os aspectos, inclusive na arte do encarte físico, que transforma as letras em pássaros voando livres.

Outras informações sobre o álbum estão disponíveis no site oficial da Juliana Rodrigues e também nas redes sociais - , e .