A nova secretária de Cultura de Mogi, Kelen Chacon, deve ser reunir nesta semana com a classe artística da cidade para “alinhamentos iniciais”. O encontro deve ser na sexta-feira, dia 15, com foco no diálogo e recebimento de demandas dos profissionais desta área.

Esta reunião está conectada a uma das primeiras medidas anunciadas por Kelen e também por Lúcia Gonçalves, secretária-adjunta da Pasta, na última semana de 2020, durante a live de nomeação. A dupla quer divulgar, ainda em janeiro, “um coletivo” formado por pessoas especializadas nos mais variados segmentos artísticos.

Dois nomes já foram confirmados para esta equipe: o rapper e entusiasta das artes urbanas Clayton Gomes, mais conhecido como Acme Sam, e o ator e diretor teatral  Manoel Lucena Mesquita Jr., um dos gestores do Galpão Arthur Netto.

Manoel, aliás, publicou uma “carta Aberta à população de Mogi e à classe artística” para confirmar ter sido convidado “para compor a equipe da gestão municipal da Cultura” (leia na íntegra em undefined).

Neste texto, ele diz que “já na primeira conversa” Kelen Chacon “citou quase todas as pautas da Carta Aberta” construída pela Frente Popular Pela Cultura de Mogi. Este documento pede por “políticas públicas de continuidade para o setor cultural” e virou compromisso da nova gestão ao ser assinado por Caio Cunha (PODE) no dia 21 de dezembro. Entre as pautas estão reivindicações de expansão cultural e continuidade dos projetos já existentes em Mogi. Leia mais sobre o tema.

Nas redes sociais, Manoel também afirma ter sido estimulado a falar “sobre pautas e projetos” em que acredita e que quer “ ver realizados numa futura gestão”.  De acordo com ele, a nova gestora “endossou praticamente tudo”.

“Ela me falou de sua experiência no poder público, na área da educação, disse que a questão da máquina pública é diferente, mas que acredita muito ser possível colocar em prática, por exemplo, pautas de políticas públicas afirmativas para a cultura, melhorar a distribuição e democratização de recursos na cidade, valorizar mais, e formalmente, a cultura popular tradicional e a urbana (leia-se movimento hip hop)”, segue ele.

O relato de Manoel também registra que já houve conversas “sobre planos práticos para a descentralização real da cultura, e para dar continuidade às conquistas do ex-secretário Mateus Sartori, além de avançar em muitos pontos importantes em que a gestão anterior não conseguiu chegar”.

Cultura + Educação

Além de estabelecer um diálogo horizontal com a classe artística, outra prioridade da nova gestão de Mogi é integrar as secretarias de Cultura e Educação. Segundo Kelen Chacon, “a partir do “caminho super-sedimentado que o Mateus (Sartori) deixou” e também do “plano elaborado pelo prefeito e co-prefeita”, será possível seguir com a tal aproximação.

Em live na última semana de 2020, Caio Cunha (PODE) confirmou este interesse. “A gente entende que a Cultura, mais do que ser algo de entretenimento ou lazer, tem muito a ver com quem a gente é, e um dos planos apontados pelo Mateus Sartori é começar a conectar esta área com Educação”.

Nesta mesma ocasião, foram comentados também outros temas relacionados à Cultura, como a já citada carta da Frente Popular pela Cultura, o futuro da Coordenadoria de Turismo e a continuidade da ExpoMogi. Leia mais.