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MUSICALIZAÇÃO INFANTIL

Projeto 'Pequenos Músicos' é renovado e deve abrir matrículas em breve

Novo contrato firmado entre a Associação Sinfônica Mogi e a Secretaria Municipal de Educação vale por seis meses; data para inscrições deve ser definida na próxima semana

Heitor HerrusoPublicado em 26/06/2021 às 15:46Atualizado há 1 mês
Projeto atende, com aulas de musicalização, cerca de 10,5 mil crianças do ensino municipal de Mogi / Divulgação - Sinfônica Mogi
Projeto atende, com aulas de musicalização, cerca de 10,5 mil crianças do ensino municipal de Mogi / Divulgação - Sinfônica Mogi

Após meses de negociações, está renovado o contrato entre a Prefeitura de Mogi e a Associação Sinfônica Mogi para o desenvolvimento das atividades do projeto ‘Pequenos Músicos... Primeiros Acordes na Escola’. O documento, no entanto, é diferente dos outros anos. O novo acordo vale apenas para seis meses, e, portanto, tem valores reduzidos.

Mesmo que seja com novas regras, é motivo de comemoração a assinatura do contrato, já que, entre dezembro de 2020 e maio de 2021 houve indefinição sobre o tema. Ao assumir a gestão da cidade, a equipe de Caio Cunha (PODE) entendeu que o projeto precisava passar por uma readequação, considerando o atual cenário de pandemia. Essa atualização demorou a acontecer. Clique aqui para relembrar a polêmica.

Com o retorno das atividades oficializado em maio, o último mês foi de planejamento. E agora se aproxima o momento de abertura das matrículas e rematrículas para alunos interessados em participar da formação de bandas. Vale lembrar que, embora as cerca de 10,5 mil crianças  atendidas pelo ensino municipal, tenham acesso às aulas de musicalização, há apenas aproximadamente 2.800 vagas para os grupos que participam de apresentações em eventos e festivais.

De acordo com o supervisor do projeto, Sérgio Tavares da Silva, foi realizada, nesta última semana, “uma reunião com o pessoal do departamento pedagógico da Secretaria de Educação”. Neste encontro ficou definida a necessidade de “adaptações” para o atual “momento do ensino”, quando não são todas as escolas que voltaram ao regime presencial.

Ainda segundo Sérgio, uma nova conversa entre poder público e entidade vai ser marcada para a próxima semana. O foco será “definir a estratégia de retorno para as aulas remotas e híbridas”. A partir disso será iniciado o “processo de matrícula e rematrícula para o ensino sinfônico” e começarão a ser preparadas as “atividades de musicalização” para o efetivo retorno do projeto voltar às escolas.

 O contrato

A assinatura do prefeito efetivamente aconteceu no último dia 26 de maio, segundo conta à reportagem o maestro e diretor artístico da Associação Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes, Lelis Gerson. A parceria entre as partes vale até o próximo mês de novembro.

Na última atualização sobre o caso, O Diário já havia mostrado que o texto só seria aprovado mediante uma série de mudanças. Entre elas, o valor. Enquanto na gestão de Marcus Melo o acordo era fixado em pouco mais de R$ 4,5 milhões anuais, a renovação foi fixada em exatos R$ 2.374.451,48.

A situação é parecida com a do Museu Guiomar Pinheiro Franco, que tem futuro incerto após o anúncio de que a prefeitura vai encerrar o contrato de parceria para manutenção do solar remanescente do final do século XVIII, de propriedade particular

Lelis Gerson já confirmou, em entrevistas anteriores, que 90% do total é utilizado para pagamentos relacionados a recursos humanos, e o restante fica reservado para manutenções, como a dos instrumentos. Ao todo, 70 profissionais estão envolvidos no projeto, sendo 65 professores/músicos e cinco da administração.

Toda esta equipe ficou sem receber qualquer repasse referente ao projeto 'Pequenos Músicos... Primeiros Acordes na Escola' em 2021. O pagamento dos salários retroativos ainda é, de acordo com o maestro, objeto de conversas e negociações internas.

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