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CULTURA

Praça do Nova Mogilar recebe espetáculo teatral e artístico nesta quarta-feira

Anote na agenda: ‘Embrulhado Concreto em Galhos Secos na Pele do Barro da Cidade’ será encenado às 17 horas, de graça, pela companhia Clara Trupi de Ovos y Assovios em parceria com o artista plástico Maurício Chaer

Heitor HerrusoPublicado em 11/10/2021 às 16:12Atualizado há 16 dias
Divulgação - Mauricio Chaer
Divulgação - Mauricio Chaer

Não é somente de trânsito - com direito a rotatória que vai virar cruzamento - que vive a região do Nova Mogilar. A Praça Assumpção Ramirez Eroles, em Mogi das Cruzes, próxima ao Habib’s, receberá, nesta quarta-feira (13), um espetáculo teatral e artístico. Anote na agenda: ‘Embrulhado Concreto em Galhos Secos na Pele do Barro da Cidade’ será encenado às 17 horas. É de graça, com apoio do Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (ProAC).

A organização é da companhia Clara Trupi de Ovos y Assovios, em parceria com o artista plástico Mauricio Chaer. Juntos, eles apresentam o que é apenas o “primeiro ciclo de estabelecimento da instalação”.

O palco será a escultura contemporânea ‘Figura Tomando Sol’, obra de Chaer, inaugurada em 2011. O monumento é do tempo que o artista trabalhava com ladrilhos. Agora receberá o novo material com que ele tem modelado: galhos secos de mamona.

Já o cenário será formado por “dois compostos plásticos, referenciados em diversos segmentos da arte contemporânea”. 

No primeiro dos compostos, o ‘Muro que deu Flor’, o público poderá enxergar “influências estéticas da arte pública, intervenção urbana, site specific, cerâmica” e outros estilos. E o segundo, consiste na encenação, por Rodrigo Romão Batista, Mauricio Chaer, Thalita Benigno e Nelson Mortol, da performance ‘Guardiões em Capim Santo’, com influência dos “corpos imanentes, danças tradicionais, teatro da ‘acontecência’, paisagens sonoras” e outras referências.

De acordo com a sinopse disponibilizada pela Clara Trupi de Ovos y Assovios, o projeto “trata do restituir das culturas minoritárias, originárias e primitivas no evocado povo caipira”. Isso por meio “da derrubada simbólica das habitações desses espectros étnicos, socioculturais e identitários”. 

Quem for ao local, enxergará “construções primitivas, em pau a pique”. São “muros derrubados, transfigurados em obra como terreiros”, de onde “brotam em ato de renascimento os galhos secos de mamonas em verde limão”. 

Além da arte de Mauricio Chaer, que também pode ser vista em escadas em homenagem às vítimas da Covid-19, a paisagem sonora de Nelson Mortol e a encenação teatral, coordenada pelo dramaturgo Rodrigo Romão Batista, haverá “ritos de efusão das memórias, foices e capim santo, em ofertório a essas ancestralidade todas”. 

Participam ainda Isac Lucas Dias de Santana e Nadir Gonçalves, da montagem. A produção é de Thalita Benigno, e o registro áudio visual, da Rolobcine. Outras informações estão disponíveis nas redes sociais dos artistas envolvidos.

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