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ENTREVISTA

Poucas horas antes de concerto, maestro Luiz de Godoy se diz emocionado em revisitar Mogi

Durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (23), ele disse que ficou comovido ao rever a Serra do Itapeti, as ruas do Centro e a Catedral de Santana, onde se apresentará logo mais às 19 horas

Heitor Herruso
23/06/2022 às 16:38.
Atualizado em 23/06/2022 às 17:47

Na Catedral de Santana, maestro Luiz de Godoy conversou com os repórteres e se mostrou "comovido" (Heitor Herruso)

Quando chegou em Mogi das Cruzes, o maestro mogiano Luiz de Godoy, que é radicado na Alemanha, ficou emocionado e nostálgico. A vista da Serra do Itapeti, por exemplo, o comoveu. Esta á uma das falas dele durante entrevista coletiva à imprensa da cidade nesta tarde de quinta-feira (23), poucas horas antes da apresentação que acontecerá na Catedral de Santana, pelo Festival Sesc de Música de Câmara.

Os ingressos foram distribuídos na própria igreja e já esgotaram. A coletiva também foi realizada lá, cenário simbólico para receber o músico que, mais tarde, regerá a Missa de Santa Cecília, obra composta em 1826 pelo padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830). A O Diário, ele comentou a expectativa para a apresentação. Será a estreia em Mogi, sua cidade natal.

“Quando passei pela profissionalização, foi difícil ocupar espaços, estar nos palcos da cidade. Talvez seja só sina do ‘santo de casa’, mas isso fica na história passada”, disse ele, que espera, a partir de hoje, inaugurar uma nova fase.

Maestro Luiz de Godoy está “comovido”. E ele não diz isso da boca para fora: os olhos não mentem. “Estou assim o dia todo. Vendo a Serra (do Itapeti), foi difícil segurar a emoção. Tentei explicar aos meninos o que isso significa, quantas coisas boas a cidade tem para oferecer. Quantas belezas naturais, quantas ruas do Centro. Nesse processo de mostrar tudo isso, estou ficando bem nostálgico. E esse sentimento prevalece”, disse.

Os “meninos” a quem ele se refere são os Meninos Cantores de Hamburgo, da Alemanha. Assim como membros da Osusp, da Ocupação Cultural Jeholu e também os solistas Erika Muniz (soprano), Tatiane Reis (soprano), Juliana Taino (contralto), Mar Oliveira (tenor) e David Marcondes (baixo-barítono), eles o acompanharão nesta noite, a partir das 19 horas.

Os garotos, aliás, falaram durante a coletiva. Um deles, que começou a cantar para seguir os passos da mãe, que também o fazia, em uma casa de ópera na Alemanha, diz ter visto, por meio das igrejas do Centro da cidade, como o complexo do Carmo, como o Brasil coleciona muitas histórias em “apenas 500 anos de história”.

Já outro disse que se vê na trilha dos passos do mestre Luiz de Godoy e também quer ser maestro. Ele espera que o sol brasileiro, que nesta quinta-feira brilha no céu mogiano, dê energias para o concerto desta noite, que já está com ingressos esgotados.

Os outros artistas estavam descansando no momento da coletiva. Além de lidar com questões como o fuso horário, eles precisam se poupar para dar tudo de si durante o programa que será executado na Catedral de Santana.

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