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MÚSICA

O sucesso de Raffa Augusto, cantor sertanejo que se considera mogiano

É de Mogi o intérprete de hits como ‘Euzinho’, ‘Pra Mudar Minha Vida’, ‘Sogrão’ e ‘Me Ame Mais’. Juntas, as canções do sertanejo somam mais de 10 milhões de visualizações

Heitor HerrusoPublicado em 23/04/2021 às 15:22Atualizado há 18 dias
Divulgação - Leve Press

O cantor Raffa Augusto pode ter nascido em São Paulo, mas se considera mogiano. Foi aqui que estudou, na Escola Estadual Washington Luís, período em que andava muito pela rua Dr. Paulo Frontin, onde os pais têm uma loja. Mais do que isso, quando ainda não tinha milhões de visualizações na internet, começou fazendo shows em “todos os bares e pizzarias da cidade”. Agora é reconhecido em todo o país, inclusive por grandes nomes do meio, como Zezé di Camargo.

É inegável o sucesso de Raffa, que aos 29 anos tem orgulho de ser morador de Mogi, onde vive ao lado da esposa, Cristiane, e do filho, Pedro Augusto, de 5 anos. Recentemente entrou para o top 100 de artistas mais tocados em rádios com a canção ‘Pra mudar minha Vida’. E se você gosta de sertanejo, é provável que já tenha ouvido os versos de ‘Euzinho’, clipe mais recente, que em oito dias já foi ouvida quase um milhão de vezes no .

O sertanejo é fenômeno na internet - No , 10 milhões de visualizações. No Spotify, quase 100 mil ouvintes mensais e mais de três milhões de plays. E milhares de outros seguidores no , e TikTok

Mas quem é ele? É Rafael Augusto, nascido em São Paulo, onde morou até os 14 anos, quando toda a família se mudou para Mogi. É um menino que veio de uma família que adora música e que ouvia o melhor do romântico em casa, principalmente Roberto Carlos. É um rapaz que se encontrou no sertanejo de Zezé di Camargo e Luciano, Bruno e Marrone, Chitãozinho e Xororó e outros. É um homem que ouviu o conselho da mãe, Mariá: “se quer ser algo, seja com excelência”. 

Mariá, aliás, é a maior incentivadora de Raffa, tendo o estimulado a estudar canto e violão. E o pai, Aloísio, é o maior parceiro, o ajudando com o transporte dos equipamentos de som no início da carreira, que começou cedo, “aos 11 anos, de forma despretensiosa”.

Não demorou muito para que o primeiro convite para cantar, no casamento da irmã, abrisse portas. E portas grandes. Aos 13 anos o artista entrou para o quadro ‘Jovens Talentos’, do Programa Raul Gil. Aos 15, começou a se apresentar em bares e restaurantes. 

Aos 18, quando deixou o reality show, fez uma escolha. “Entendi a música como a minha missão”, diz o cantor. Com a experiência que adquiriu ao longo dos anos em que foi visto e ouvido por todo o Brasil, passou a fazer covers, de todos os estilos. Mas algo o chamava para o sertanejo. 

“Eu tinha que fazer do Oiapoque ao Chuí, desde Zé Ramalho a Geraldo Azevedo”, lembra Raffa, que sonhava emplacar as próprias composições. Quando nomes como Jorge e Mateus, João Neto e Frederico e Luan Santana explodiram, decidiu arriscar. Passou a colocar uma canção autoral nos shows. Depois duas, e três. Até ter um CD próprio, em 2015.

“Sempre acreditei no meu trabalho. Sempre acreditei que poderia dar certo e que chegaríamos em lugares altos. E por sempre acreditar, nunca disse ‘não’ para as oportunidades”, explica Raffa, que conseguiu, três anos depois, alcançar uma das mais esperadas metas: o primeiro DVD. 

‘É Tudo Nosso’, porém, não era só um show gravado ao vivo. Era um espetáculo com a participação especial de grandes nomes: Zezé di Camargo, Solange Almeida, Thaeme e Thiago, Mano Walter e Trio Villa Baggage.

Quando o produtor musical enviou o material a Zezé, Raffa duvidou que o ídolo ouviria. Mas ouviu. E gostou. E cantou junto. “Foi uma experiência única. Ele fez parte da minha infância e adolescência, e esse encontro estava nos meus sonhos mais distantes”. É com Zezé que ele divide os microfones em ‘Me Ame Mais’, que acumula 5,1 milhões de plays no YouTube.

Com um padrinho como esse, não demorou para que outros artistas de renome participassem do projeto. E assim foi feito o DVD, que teve músicas lançadas de maneira fracionada até 2020. De Mogi, Raffa passou a tocar no Nordeste, no interior de São Paulo e em muitos outros pontos do Brasil.

E então veio a pandemia. O sertanejo fez muitas lives, mantendo a conexão com o público. E nos bastidores, estruturou uma equipe para poder alçar voos ainda mais altos. “Fiz muitos comerciais, propagandas, lives. Intensifiquei a marca e a figura Raffa Augusto. Investir no digital me trouxe hoje ao meu melhor momento”, diz ele, que tem forte presença nas redes sociais. Ao todo, são mais de 10 milhões de visualizações.

A nova fase inclui também novas músicas. Em fevereiro, Raffa gravou um DVD com seis inéditas. A primeira delas, ‘Euzinho’, foi lançada há oito dias e já registra ótimos números. Além destes materiais, o “mogiano” vem lançando singles. Um deles é ‘Sogrão’, em parceria com MC Bruninho. E a O Diário, promete mais lançamentos “surpresa” para os próximos meses.Lições de Zezé

“Vem cá”, disse Zezé di Camargo. “Como as pessoas te chamam?”. A resposta foi “de Raffa”. E seguiu-se a constatação, vinda de um ídolo. “Pois é, esse é teu nome artístico. As pessoas, mesmo sem te conhecer, estarão próximas a você”. Foi um dos ensinamentos que Zezé di Camargo passou a Raffa Augusto, na época da gravação de ‘Me Ame Mais’.

Igualmente importante. foi a lição: “uma coisa é fazer sucesso, e outra é ser sucesso”, dita por um dos filhos de Fransico. A mensagem penetrou. Mais do que bons números de audiência, Raffa dá mais importância para a qualidade das letras.

O que o inspira, seja em uma letra agitada ou calma, é o amor. O sertanejo falou com a reportagem durante a tarde, e na noite anterior, diz ter “acordado de madrugada para compor”. “É algo natural. As coisas vêm na minha cabeça e me tiram o sono”, diz ele.

Apesar de ser um cantor solo, Raffa tem banda e uma equipe técnica fixa. E hoje também tem um time com pelo menos 15 pessoas, que cuidam de assessoria de imprensa, gestão de mídias sociais, inserção em rádios e mais. É um time pautado “na estratégia”, garante o cantor.

Um dos membros deste time é Marcelo, irmão de Raffa, que atua na “parte empresarial”. O pai, Aloísio, também está sempre presente. Uma das passagens que representa o apoio da família é quando pai e filho saíram juntos, com caixas de som e tudo mais em cima de um pequeno caminhão, para um show. 

“A cada 10 ou 15 quilômetros tínhamos que colocar gasolina. Não estávamos entendendo, e quando fomos ver, o tanque estava furado”, lembra Raffa, que se recorda do carinho da família, que não o desanimou, mesmo que ele tenha perdido praticamente todo o cachê em combustível. 

 

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