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ANÁLISE DE CINEMA

O Diário já assistiu: leia resenha de 'Doutor Estranho no Multiverso da Loucura'

Filme compensa enredo fraco com cenas de ação repletas de efeitos especiais que agradam o público infanto juvenil

Heitor Herruso
31/05/2022 às 16:38.
Atualizado em 31/05/2022 às 16:56

'Doutor Estranho no Multiverso da Loucura' (Divulgação)

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ANÁLISE DE CINEMA

O Diário já assistiu: leia resenha de 'Doutor Estranho no Multiverso da Loucura'

Filme compensa enredo fraco com cenas de ação repletas de efeitos especiais que agradam o público infanto juvenil

Heitor Herruso
31/05/2022 às 16:38.
Atualizado em 31/05/2022 às 16:56

'Doutor Estranho no Multiverso da Loucura' (Divulgação)

14 anos – e mais de 20 filmes depois de ‘Homem de Ferro’ - a produção que em 2008 estreou o Universo Cinematográfico Marvel (UCM)- é natural que a fórmula esteja um pouco cansada. Ainda assim, ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’, que está em cartaz no cinema de Mogi das Cruzes (veja horários abaixo) é uma boa opção para quem busca se divertir com a família ou com os amigos no cinema.

Está no título a maior verdade sobre o filme. A sequência de ‘Doutor Estranho’, lançada em 2016, é realmente uma loucura. O Diário já assistiu e adianta: o enredo não é o ponto forte da produção, mas o brilho do filme está na criatividade e nas cenas de ação repletas de efeitos especiais.

Para entender a história, é fundamental ter visto o primeiro filme do personagem, lançado em 2016. Também é recomendável ter assistido às duas últimas aventuras dos Vingadores, de 2018 e 2019, e se possível as séries mais recentes da Marvel disponíveis no Disney+.

Consta na sinopse que “após derrotar Dormammu e enfrentar Thanos nos eventos de ‘Vingadores: Ultimato’, o Doutor Estranho, Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), e seu parceiro Wong (Benedict Wong), continuam suas pesquisas sobre a Joia do Tempo”.

Contudo, “um velho amigo que virou inimigo coloca um ponto final nos seus planos e faz com que Strange desencadeie um mal indescritível, o obrigando a enfrentar uma nova e poderosa ameaça”.

Não é mistério, para quem acompanha o UCM, que o longa está ligado à série ‘WandaVision’, e também guarda relações com ‘Loki. Por isso, dizer que a Wanda Maximoff, a Feiticeira Escarlate, é a vilã, não é um spoiler tão pesado assim.

É necessário determinar este papel de antagonista para que seja possível entender que ela, isolada desde os eventos vistos na produção para o streaming, tem um objetivo em mente: se conectar com os filhos. Para ela, não há preço que não valha a pena ser pago para isso. A maternidade significa e representa tudo, mesmo que para alcança-la seja preciso destruir incontáveis mundos.

Esse sentimento de busca a qualquer custo gera lutas empolgantes, em cenários como cidades, templos, bases espaciais, ruínas e muito mais. Sempre, como já é marca registrada do herói-título, com muitos portais e efeitos visuais de espelho que enchem os olhos.

Vale lembrar que, a realidade e normalidade dos filmes Marvel está atualmente em colapso, devido ao feitiço que o Doutor Estranho lançou em ‘Homem Aranha: Longe de Casa’ (2021). Tudo está conectado.

Na ocasião, ele  trouxe os vilões do teioso para o mundo dos Vingadores, abrindo assim as portas do que é chamado de “multiverso”. Em resumo, a partir daí as histórias passaram a explorar outras realidades.

É por isso que, em ‘Multiverso da Loucura’, o público vê um “Doutor Estranho do bem”, mas também um “Doutor Estranho do mal”, além de uma outra versão do herói que morre. Da mesma forma, existem cenários imaginativos, como uma Nova York invertida, onde as pessoas andam quando o semáforo fica vermelho, ao invés de verde, ou então um mundo inteiramente feito de tinta.

Dirigido por Sam Raimi (sim, o mesmo diretor da clássica trilogia do Homem Aranha, dos anos 2000), este novo episódio das aventuras Marvel é extremamente visual. Tudo é muito colorido, ou muito chamativo, ou muito bem coreografado, o que compensa o enredo mais fraco e cansativo, que parece mirar muito mais no público infanto juvenil do que nos adultos, como tem feito a concorrente DC Comics.

Embora ainda presentes, as já tradicionais piadas estão mais leves aqui. Talvez para dar lugar a aparição de personagens e referências vindas diretamente dos quadrinhos. Com isso, o filme ganha um ar diferente dos demais. Está bem distante da comédia de ‘Thor: Ragnarok’ (2017) ou do humor de ‘Guardiões da Galáxia’ (2014), e apresenta elementos inclusive de suspense e terror, com pequenos sustos na tela e cenas manchadas de sangue.

O veredito é o mesmo de ‘Os Eternos’, que O Diário também assistiu e produziu a uma análise: aos fãs do UCM, ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’ é um filme obrigatório. Já aos grupos de amigos, especialmente para os adolescentes, é uma boa pedida, assim como para as famílias que gostam de ir ao cinema.

 Horários – ‘Doutor Estranho no Multiverso da Loucura’

Cinemark do Mogi Shopping - Avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, 1001

Terça-feira (31/05) – Sala 1: 18h20 / 21h10 (Dublado e 3D) | Sala 3: 13h10 / 16h00 / 18h50 / 21h40 (Dublado)

Quarta-feira (01/06) – Sala 1: 15h30 / 18h20 / 21h10 (Dublado e 3D) | Sala 3: 13h10 / 16h00 / 18h50 / 21h40 (Dublado)

 Horários para outros dias da semana, informações sobre ingressos e bomboniere estão disponíveis no site do Cinemark. É só acessar e selecionar "Mogi das Cruzes" como a cidade desejada.

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