Entrar
Perfil
ANÁLISE DE CINEMA

O Diário já assistiu: leia resenha de 'Animais Fantásticos: os Segredos de Dumbledore'

Com elenco atualizado e estética mais cinza e sombria, filme é o mais interessante da franquia até aqui

Heitor Herruso
26/04/2022 às 14:12.
Atualizado em 26/04/2022 às 14:12

'Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore' é uma das opções no cinema de Mogi (Divulgação)

Olá, quer continuar navegando no site de forma ilimitada?

E ainda ter acesso ao jornal digital flip e contar com outros benefícios, como o Clube Diário?

Já é assinante O Diário Exclusivo?
ANÁLISE DE CINEMA

O Diário já assistiu: leia resenha de 'Animais Fantásticos: os Segredos de Dumbledore'

Com elenco atualizado e estética mais cinza e sombria, filme é o mais interessante da franquia até aqui

Heitor Herruso
26/04/2022 às 14:12.
Atualizado em 26/04/2022 às 14:12

'Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore' é uma das opções no cinema de Mogi (Divulgação)

Mais madura, mais adulta, mais cinza, mais séria, mais profunda. A terceira parte da franquia ‘Animais Fantásticos’, derivada de Harry Potter, é tudo isso. Mas o filme, que está em cartaz no Cinemark do Mogi Shopping, também merece outro adjetivo: “melhor”. Afinal, é o mais interessante de toda a trilogia, e muito disso está escondido na promessa do subtítulo: “os segredos de Dumbledore”.

A ideia aqui não é dar spoilers, mas é preciso contextualizar. Em 2016, no primeiro longa, ‘Animais Fantásticos e Onde Habitam’, o mundo conheceu a história de Newt Scamander, “um excêntrico magizoologista que carrega uma maleta cheia de animais mágicos coletados durante suas viagens pelo mundo”. O plot do filme era o seguinte: “as criaturas acabam saindo de sua mala em Nova York, e ele precisa usar suas habilidades para capturá-las”.

É claro que, neste processo, um vilão surgia: Gellert Grindelwald. E sua identidade, passado e presente foi mais explorada no segundo filme, ‘Animais Fantásticos e os Crimes de Grindewald’. Nesta ocasião, o então professor de Hogwarts Alvo Dumbledore iniciava um plano para enfrentar o antagonista.

Mas a batalha, mesmo, começa agora, na terceira parte. Aqui, Dumbledore sabe que o poderoso mago das trevas está se movimentando para assumir o controle do mundo mágico. Não é surpresa que ele é “incapaz de detê-lo sozinho”, como consta na sinopse. Por isso, pede a Newt para “liderar uma equipe em uma missão perigosa, em que eles encontram velhos e novos animais fantásticos e entram em conflito com a crescente legião de seguidores de Grindelwald”.

A pergunta final da sinopse é esta: “com tantas ameaças, quanto tempo poderá Dumbledore permanecer à margem do embate?”. Quem conhece o universo de Harry Potter já pode saber da resposta. Mas isso não tira o brilho da produção, já que estão nela escondidos os vários segredos do misterioso professor.

Boa parte da competência da história pode ser creditada ao fato de Grindewald ter um novo rosto. Enquanto nos primeiros filmes foi Johnny Depp quem deu vida ao vilão, com um cabelo descolorido, visual caricato e cheio de caras e bocas, agora é Mads Mikkelsen  quem o interpreta.

E que interpretação. O Grindewald de Mads é mais sombrio, amedrontador, agressivo e convincente. Sobretudo, é mais humano. E é essa a parte principal. Ele e Dumbledore (em uma versão jovem muito bem vivida por Jude Law) tem uma conexão amorosa, e a entrega é impressionante. De ambos.

Os olhares entre herói e vilão dizem muito e tornam tudo muito real, quase que apagando a memória do público sobre o personagem criado por Depp. Eles se amam, mas estão diametralmente opostos em relação a ideologias. Enquanto o primeiro quer conviver com os não mágicos – ou “trouxas”, como dizem os britânicos neste universo – o segundo quer escraviza-los, por acreditar serem inferiores.

A trama gira em torno disso. Ou melhor, da tentativa de um em apostar na guerra como o único cenário possível, e do outro de impedir que este seja o futuro. A discussão sobre preconceito é o tema central, e o pano de fundo para este cenário são as eleições.

Dois nomes disputam um importante cargo de chefia em uma entidade equivalente à ONU no mundo bruxo: Liu Tao (Dave Wong) e Vicência Santos (Maria Fernanda Cândido). É isso mesmo. A brasileira Maria Fernanda Cândido, de novelas como ‘Terra Nostra’ e ‘A Força do Querer’ e de tantos projetos nacionais, está no filme. E em um papel de peso.

Maria Fernanda Cândido é Vicência Santos (Divulgação)

Não cabe aqui dizer que caminhos Vicência toma na trama, mas vale mencionar que não tem preço ouvir, no cinema, gritos de ‘Santos, Santos, Santos!’ durante a campanha dela. E Maria Fernanda atua muito bem. Sem defeitos. Assim como não merece críticas negativas a localização do filme. A terceira parte de ‘Animais Fantásticos’ se preocupou em traduzir, na edição, até mesmo mensagens em cartazes e frases escritas em espelhos.

O enredo faz com que os atores apareçam em diferentes localidades. Londres e Butão são algumas delas. E os “animais fantásticos” que justificam o título estão sempre lá. Caranguejos gigantes, criaturas que voam, animais sagrados. Mas embora ainda existam aquelas mais "fofinhas", no geral tudo é cinza. A estética é mais suja do que a apresentada antes, como se já estivesse sendo manchada pelo terror de Grindewald.

A fotografia – que continua bela, embora mais escura - faz com que Queenie Goldstein (Alison Sudol) esteja fria, pálida e distante. Mas também faz com que Credence (Ezra Miller) apareça mais poderoso e finalmente descubra a própria identidade.

Ainda há, contudo, espaço para as bem pontuadas piadas de Jacob Kowalski (Dan Fogler), o padeiro “não bruxo” que agora ganha até mesmo uma varinha. Ele continua sendo o alívio cômico do filme e segue servindo como os olhos do espectador. Afinal, ele também não conhece as magias e truques daquele universo, que, dessa vez, mostra a escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts em detalhes para a audiência.

Este é o filme que mais presta homenagens à saga de Harry Potter. Não é só Hogwarts: o vilarejo de Hogsmeade e outras localidades também estão lá. A caracterização do irmão de Dumbledore e também da casa deste personagem assustam pela semelhança com os longas anteriores.

Por tudo isso, é válido dizer que, neste terceiro filme, a série ‘Animais Fantásticos’ parece ter achado o tom, o ritmo e o elenco corretos - com direito a bem vinda adição de personagens como a professora Eulalie Hicks (Jessica Williams) - para dar vida ao passado do mundo mágico criado por J.K Rowling. E vale dizer que ela segue envolvida na produção, que pode ser vista no Cinemark do Mogi Shopping. Confira abaixo os horários para esta terça (26) e quarta-feira (26):

 Sala 5 – 15h20 (Dublado) | Sala 5 – 18h30 / 21h40 (Legendado) | Sala 6 – 14h40 / 17h50 / 21h00 (Dublado) | Sala 7 – 14h35 (Dublado – Prime) | Sala 7 – 17h40 / 20h45 (Legendado – Prime)

 Sinopse e informações de outros filmes em cartaz estão disponíveis aqui. Já horários para outros dias da semana, informações sobre ingressos e bomboniere estão disponíveis no site do Cinemark. É só acessar e selecionar "Mogi das Cruzes" como a cidade desejada.

Conteúdo de marcaVantagens de ser um assinanteVeicule sua marca conosco
O Diário de Mogi© Copyright 2023É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por