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O Diário já assistiu: leia crítica de 'Órfã 2: A Origem'

Embora seja pelos motivos errados, o filme vale a pena, principalmente para quem já assistiu ao anterior, de 2009

Heitor Herruso
17/10/2022 às 17:15.
Atualizado em 18/10/2022 às 14:34
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O Diário já assistiu: leia crítica de 'Órfã 2: A Origem'

Embora seja pelos motivos errados, o filme vale a pena, principalmente para quem já assistiu ao anterior, de 2009

Heitor Herruso
17/10/2022 às 17:15.
Atualizado em 18/10/2022 às 14:34

Em 2009, quando o longa-metragem de terror ‘A Órfã’ foi lançado, a atriz Isabelle Fuhrman, então com 12 anos, convencia como uma adulta “presa” em um corpo de criança. Em 2022, em ‘Órfã 2: A Origem’ - que está em cartaz no cinema de Mogi das Cruzes, no Mogi Shopping - ela tem 25 anos. Sem uso de efeitos especiais, já não convence ao interpretar o mesmo papel. Mas não é culpa dela, e isso não faz com que o filme seja ruim. Pelo contrário. Ele é bom, embora talvez pelos motivos errados.

O primeiro filme se preocupava em criar e fazer crescer o cenário de suspense. Esther, a protagonista, era acolhida por uma família, que pensava estar adotando uma criança. Mas era, na verdade, uma mulher adulta e potencialmente perigosa, que, devido a uma doença, tem físico infantil. Esses fatos eram expostos aos poucos ao espectador, para causar medo, com cenas sangrentas e amedrontadoras.

(Divulgação)

O clima é outro aqui - veja no trailer acima. A prequel (obra que conta alguma história anterior em relação ao material original) expõe Leena Klammer, porque esse é o verdadeiro nome de Esther, logo no começo, como uma assassina que mata a sangue frio. Mas ela não demora a fugir do sanatório em que está, e a tensão que se estabelece então é outra.

(Divulgação)

A segunda família que ela aterrorizou já se conhece, é vivida pelos atores Vera Farmiga e Peter Sarsgaard. Mas quem seriam os primeiros?

Na verdade, a protagonista não escolhe pela família, e sim pela criança. Ela assume o lugar de uma menina que realmente existia, mas estava desaparecida: Esther Albright. Muito ricos, os pais a recebem em uma vida de luxo e a acolhem de diferentes maneiras.

O pai está visivelmente feliz em reencontrar a filha, perdida há quatro anos. Mas a mãe - e também o irmão - não compartilha o mesmo sorriso...

O casal guarda seus próprios segredos, e um detetive tenta provar que a menina não é quem diz ser. Há um enorme plot twist (mudança radical na direção de uma história), que é divulgado pela sinopse: “surge uma reviravolta inesperada que a coloca contra uma mãe que protegerá sua família da 'criança' assassina a qualquer custo, mesmo que signifique sua própria morte e a de todos”.

Para não estragar a surpresa, basta dizer que o espectador mais atento poderia, no início, jurar que o caminho do primeiro filme, em que Esther vai derramando sangue ao mesmo tempo em que se apaixona pelo homem da casa, seria repetido. O roteiro flerta com isso mas é outro, pode acreditar.

Com a trama exposta, resta analisar as atuações. Sem performances excepcionais, ganham destaque grande as expressões faciais da atriz Isabelle Fuhrman. E não é culpa dela, mas simplesmente é preciso de muita suspensão de descrença para enxergá-la como uma criança. Guardadas as devidas proporções, é como assistir a 'Chaves', em que Roberto Bolaños claramente não era um menino de 8 anos.

Mas, novamente, é preciso dizer que isso não torna o filme ruim. Pelo contrário. Por mais que não fosse a proposta, o medo se transforma em uma quase comédia. Adultos que não reconhecem outra adulta, só que pequena, soa estranho. A voz de uma mulher com sotaque russo que finge ser criança, também soa estranha.

A produção, que revela a origem de uma personagem que fez sucesso em sua estreia, se justifica. Mas por essas e outras, como as sempre presentes péssimas decisões de personagens em filmes deste gênero, a sala de cinema é transformada em uma agradável e compartilhada sessão de risadas, em que todos que se perguntam “como ninguém percebe que a menina é do mal?”.

E esse é um genuíno elogio de quem já assistiu. O primeiro filme encanta por construir um thriller mais clássico, que embora não envolva o sobrenatural, explora a violência e a tensão muito bem. Exemplo disso é a família, que como ninguém faria na vida real, decide viver em uma casa acinzentada e isolada, longe, bem longe. Mas o segundo vai por outro caminho, o que surpreende positivamente quem está assistindo, justamente como a sinopse prevê.

É muito justo, portanto, dizer que ‘A Órfã: A Origem’ vale a pena, principalmente para quem já assistiu ao anterior, que se encaixa perfeitamente no final deste. Tem suspense, mas também tem diversão ali, apesar de toda a violência.

O filme está em cartaz no cinema de Mogi das Cruzes, no Mogi Shopping. Os horários das sessões e outras informações estão disponíveis no site do Cinemark. Ah, e continuam sendo exibidos 'Amsterdam' e 'Sorria', que O Diário também assistiu e já publicou críticas.

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