Entrar
Perfil
CINEMA

O Diário já assistiu: leia a crítica de 'Noite Infeliz'

Em cartaz no cinema de Mogi, filme estrelado por David Harbour é uma divertida, violenta e cheia de palavrões história de Natal, com classificação indicativa de 16 anos

Heitor Herruso
10/12/2022 às 14:22.
Atualizado em 10/12/2022 às 14:58
Olá, quer continuar navegando no site de forma ilimitada?

E ainda ter acesso ao jornal digital flip e contar com outros benefícios, como o Clube Diário?

Já é assinante O Diário Exclusivo?
CINEMA

O Diário já assistiu: leia a crítica de 'Noite Infeliz'

Em cartaz no cinema de Mogi, filme estrelado por David Harbour é uma divertida, violenta e cheia de palavrões história de Natal, com classificação indicativa de 16 anos

Heitor Herruso
10/12/2022 às 14:22.
Atualizado em 10/12/2022 às 14:58

Definitivamente, uma divertida história de Natal. Mas, também definitivamente, uma história violenta e com bastante sangue jorrando, recheada de palavrões e voltada para o público adulto. É assim que ‘Noite Infeliz’, com direito a trocadilho com a clássica canção natalina, entretém ao longo de 105 minutos. Não é para todos os públicos, mas para quem gosta de ação, é boa pedida. E é estreia recente, em cartaz no cinema de Mogi das Cruzes, no Mogi Shopping (veja horários abaixo).

(Divulgação)

A produtora é a 87North, responsável por filmes como ‘John Wick’, ‘Atômica’, ‘Deadpool 2’ e ‘Velozes e Furiosos: Hobbs & Shaw’. Isso diz muito. O trailer que acompanha esta crítica, e também a sinopse a seguir, dão conta do que vem por aí.

“Esqueça a ideia de que ‘tudo está calmo’ durante o Natal. Este é um thriller de férias sombrio. Quando mercenários invadem um complexo familiar de alto padrão, fazendo a família refém na véspera de Natal, eles não estavam preparados para um combatente surpreendente: Papai Noel, que está no local, vai mostrar que não é nenhum santo”.

Esse texto vem acompanhado de uma importante descrição: “contém violência extrema, drogas lícitas”, com classificação indicativa de 16 anos. E é isso mesmo. O protagonista não é um homem vestido de bom velhinho, mas sim ele próprio. Com saco mágico de presentes, renas voadoras e tudo o mais. Pacote completo. Com um extra: está cansado desta época do ano, bebe muita cerveja e não aguenta mais entregar videogames às crianças.

Guardadas as devidas proporções, existe semelhança com o detetive Hopper, de Stranger Things. E pode não ser apenas coincidência. O policial desta série é também um homem de meia idade, que bebe bastante e está cansado. E o ator que o interpreta - e que manda muito bem em ambos os papéis - é o mesmo: David Harbour, que também deu vida ao porradeiro Hellboy em 2019.

(Divulgação)

Logo ele, Papai Noel bêbado e desajustado, é a única esperança de uma criança que se vê refém de um sequestro. É aquela coisa de “lugar errado, hora errada”. O protagonista foi entregar presentes na casa de uma bilionária, justo na noite em que um assalto aconteceria. Ele não sabia, mas seria o único capaz de resolver o crime. Com as próprias mãos.

Sim. Parece estranho e é mesmo. Por isso, vale dar um spoiler: este Papai Noel nem sempre vestiu vermelho e rodou o mundo para atender às boas crianças. Em um passado distante, Noel, com outro nome, tinha outra “profissão”: era um gladiador, recompensado por matar no campo de guerra, usando uma espécie de maça, martelo.

E é por isso que ele consegue eliminar os mais experientes criminosos. Chega a ser infantil às vezes: como um grupo altamente armado não atira para matar? Mas há uma “justificativa” plausível. A proposta é referenciar outras produções natalinas, como ‘Esqueceram de Mim’.

A criança que Noel ajuda faz armadilhas, como Macaulay Culkin fazia. Mas as “traquinagens” são mortais e sangrentas aqui. Aliás, a barba do Papai Noel está quase sempre coberta de sangue. Ele mata muita gente, e gosta disso. Mas o clima é cômico, e lá pelo meio do filme, também se mostra um homem gentil e bondoso.

A dublagem brasileira encaixou tão bem os palavrões que não rir é uma tarefa impossível. E a trilha sonora deixa engraçadas as cenas agressivas. É uma comédia adulta de ação, tendo o Natal como pano de fundo, com direito a mensagem positiva no final e tudo de que se há direito neste tipo de história.

(Divulgação)

Enquanto o streaming aposta em coleções repletas de comédias românticas natalinas, ‘Noite Infeliz’ vai por outro caminho, e oferece proposta diferente. É um filme “sujo” na mesma medida em que é divertido e violento, com exageros gráficos, mas não gratuitos.

Tudo se complementa em uma proposta incomum, que não dá sono ou cansa. Bem ao estilo ‘John Wick’, quando a matança pode parecer, mas não é banal e generalizada. Mas a adrenalina tem um preço alto: ‘Noite Infeliz’ não é palatável a todos. Crianças, nem pensar. Adolescentes, talvez não. O público adulto é o mais indicado.

E o filme está em cartaz no cinema de Mogi, no Mogi Shopping. Os horários estão abaixo e mais informações estão disponíveis no site do Cinemark, onde também é possível comprar ingressos e adquirir itens da bomboniere, para evitar filas no dia da sessão.

 Horários

Sábado (10), domingo (11) e segunda-feira (13): 18h40 / 21h15 (Dublado)

Terça-feira (13): 21h20 (Dublado)

 LEIA TAMBÉM OUTRAS CRÍTICAS ESCRITAS POR O DIÁRIO:

Conteúdo de marcaVantagens de ser um assinanteVeicule sua marca conosco
O Diário de Mogi© Copyright 2023É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por