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O Diário já assistiu: leia a crítica de 'Mundo Estranho'

Nova animação da Disney apresenta em cores vibrantes uma aventura de exploração empolgante e divertida, marcada por um conflito de gerações que reflete os tempos atuais

Heitor Herruso
29/11/2022 às 16:43.
Atualizado em 29/11/2022 às 17:21
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O Diário já assistiu: leia a crítica de 'Mundo Estranho'

Nova animação da Disney apresenta em cores vibrantes uma aventura de exploração empolgante e divertida, marcada por um conflito de gerações que reflete os tempos atuais

Heitor Herruso
29/11/2022 às 16:43.
Atualizado em 29/11/2022 às 17:21

Em cartaz no cinema de Mogi das Cruzes, no Mogi Shopping, a nova animação da Disney, ‘Mundo Estranho’, apresenta em cores vibrantes uma aventura de exploração empolgante e divertida, marcada por um conflito de gerações que reflete os tempos atuais. O Diário já assistiu e atesta que vale a pena ir acompanhar a história da família Clade.

(Divulgação)

Logo no começo, o filme explora o clássico tema do filho que não quer seguir os passos do pai. Jaeger Clade é o maior aventureiro de que se tem notícia, sendo mestre em desbravar novas terras. Nessas aventuras, ele leva o filho, Searcher, que não tem a menor pretensão de ser um explorador. 

Searcher encontra uma planta que emite energia, e decide apostar nela, ao invés de ir “para além das montanhas” com o pai, que vai sozinho. Com isso, ele dá início a uma nova era para Avalonia, já que a cidade encontra naquele vegetal uma fonte de energia.

Três gerações da família Clade reunidas em uma cena (Divulgação)

A partir daí, a comunidade passa a ter carros voadores e energia elétrica baseada na planta, Pando. 25 anos se passam e a telona mostra Searcher já estabelecido como um grande fazendeiro, com uma família que merece aplausos por encaixar representatividade de maneira natural. 

Mas não há tempo para que o público se acostume e a calmaria dura pouco. Callisto Mal, líder de Avalonia, pousa nas Fazendas Clade para informar que as plantas estão perdendo poder, e com isso, a energia - e o futuro - está ameaçada. Contrariando a si próprio, Searcher aceita a missão e vai mais uma vez explorar, para descobrir o que está acontecendo.

É preciso entrar em uma nave, que descerá até o subsolo, a partir de um buraco que surgiu no chão, para entender o que se passa no mundo. Mas Searcher agora é vítima de uma rebeldia muito similar a que fez com que enfrentasse o pai, Jeager, no passado. Seu filho, Ethan, o segue e ainda leva o cachorro. E a esposa, Meridian, vai atrás para tentar resgatar a família.

(Divulgação)

É assim que nasce o tom divertido da coisa toda: uma família de fazendeiros não preparados para o combate passa a integrar uma perigosa missão que promete mudar o destino de Avalonia.

O logo de ‘Mundo Estranho’ lembra muito o de ‘Indiana Jones’, e há coerência nisso. As primeiras cenas da nova animação da Disney mostram os Clades em estilo de história em quadrinhos, como os bons exploradores que são. E a vida real dos personagens confirma o que as páginas revelam. Queira ou não, tudo é sobre explorar um universo desconhecido.

Ao entrar no buraco que surgiu no solo, a nave cai em um outro universo, um “mundo estranho”. Lá é diferente, com paisagens em tons vibrantes de rosa e roxo.

Para Ethan, que está acostumado a brincar com este tipo de aventura em um jogo de cartas com os amigos e o crush, Diazo, é tudo maravilhoso. Mas para Searcher, é difícil voltar a explorar. 

A dica é observar como tudo funciona. No final do filme isso será explicado, mas se o espectador prestar atenção, pode matar a charada antes. O tal “mundo estranho” é mais do que os olhos podem ver, e entre velhos e novos conflitos de pai e filho, isso fica claro.

Como dito acima, além de um conflito geracional que expressa o que a sociedade grita atualmente, há representatividade negra e LGBTQIAP+ no filme, de maneira brilhantemente natural. E também há uma grande mensagem ambiental. É preciso salvar Avalonia, assim como é preciso salvar a Terra.

Filme aborda a relação entre pai e filho (Divulgação)

Desde momentos contemplativos à variadas cenas de ação com direito a perseguições, lança chamas e monstros que tentam devorar humanos, tudo tem uma beleza estonteante. E é difícil descrever o cenário, que tem certo tom abstrato até que se descubra o que de fato significa. Há criaturas fluorescentes, animais gentis e criaturas hostis, como uma grande e inexplorada selva (veja no trailer que acompanha esta crítica).

Para resumir, seja pelo visual incomum para uma animação Disney ou pelo enredo, que sai do lugar comum de príncipes e princesas e se fixa em uma realidade alternativa que guarda muitas semelhanças com a vida real, vale a pena assistir. E é pedida para toda a família, com classificação livre e várias sessões.

Para conferir os horários das exibições de ‘Mundo Estranho’, é só entrar no site do Cinemark e selecionar Mogi das Cruzes como a cidade desejada. Lá também é possível comprar ingressos e itens da bomboniere.

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