Entrar
Perfil
MAESTRO LUIZ DE GODOY

Maestro mogiano que vive na Alemanha se apresenta na Catedral de Santana

Luiz Guilherme de Godoy comandará a Orquestra Sinfônica da USP, membros da Ocupação Cultural Jeholu, solistas vocais e os Meninos Cantores de Hamburgo, no dia 23 de junho, às 19 horas, com entrada gratuita, pela 4ª edição do Festival Sesc de Música de Câmara

O Diário
07/06/2022 às 17:59.
Atualizado em 07/06/2022 às 19:05

Maestro Luiz Guilherme Godoy irá reger o seu primeiro concerto em Mogi das Cruzes, no interior da Catedral de Santana, junto com os Meninos Cantores de Hamburgo (Divulgação)

Olá, quer continuar navegando no site de forma ilimitada?

E ainda ter acesso ao jornal digital flip e contar com outros benefícios, como o Clube Diário?

Já é assinante O Diário Exclusivo?
MAESTRO LUIZ DE GODOY

Maestro mogiano que vive na Alemanha se apresenta na Catedral de Santana

Luiz Guilherme de Godoy comandará a Orquestra Sinfônica da USP, membros da Ocupação Cultural Jeholu, solistas vocais e os Meninos Cantores de Hamburgo, no dia 23 de junho, às 19 horas, com entrada gratuita, pela 4ª edição do Festival Sesc de Música de Câmara

O Diário
07/06/2022 às 17:59.
Atualizado em 07/06/2022 às 19:05

Maestro Luiz Guilherme Godoy irá reger o seu primeiro concerto em Mogi das Cruzes, no interior da Catedral de Santana, junto com os Meninos Cantores de Hamburgo (Divulgação)

Com realização bienal pelo Sesc São Paulo desde 2014, a 4ª edição do Festival Sesc de Música de Câmara será realizada entre os dias 9 e 26 de junho sob a curadoria de Claudia Toni e Cristian Budu (em 2020 devido à pandemia de COVID-19 o festival não foi realizado). Entre as atrações, o destaque fica com a apresentação do maestro mogiano Luiz Guilherme de Godoy, na Catedral de Santana, como o jornalista Darwin Valente já havia antecipado na coluna Informação, de O Diário.

O grande evento contará com oito atrações que irão circular na cidade de São Paulo, e pelas cidades de Mogi das Cruzes e Guarulhos, na região da Grande São Paulo; e Jundiaí, Sorocaba e Ribeirão Preto, no interior. 

Carregando...

Em Mogi das Cruzes, a apresentação será no dia 23 de junho, às 19h, na Catedral de Santana, com entrada gratuita, e marcará o encontro do maestro mogiano Luiz de Godoy com o público de toda a região. 

Com grande destaque pela carreira internacional, o maestro - a convite do Sesc - pela primeira vez vai reger um concerto na cidade onde nasceu. 

Godoy comandará a Orquestra Sinfônica da USP (Brasil), membros da Ocupação Cultural Jeholu (Brasil), solistas vocais e os Meninos Cantores de Hamburgo (Alemanha), coro do qual é regente titular e que vem ao Brasil especialmente para participar do evento.

A apresentação, sob regência do mogiano radicado na Europa, traz à catedral de Mogi das Cruzes o bicentenário da Independência com a Missa de Santa Cecília, do Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), escrita em 1826 para solistas vocais, coro e orquestra, e que é raramente executada. 

Esta é uma das mais importantes efemérides brasileiras de 2022 que está contemplada no Festival Sesc de Música de Câmara. A outra é o centenário da Semana de Arte Moderna, que será lembrado no concerto do Quarteto Carlos Gomes, que interpreta o Quarteto n.3 de Villa-Lobos, uma das obras do compositor carioca que foram apresentadas no célebre evento e poderá ser assistida em outras unidades do Sesc.

Além da homenagem à Semana de Arte Moderna, o Quarteto Carlos Gomes estreia What has been will be again, do paulistano Alexandre Lunsqui. A lista de encomendas  se completa com um arranjo de Corta-Jaca, de Chiquinha Gonzaga, feito pelo compositor Rodrigo Morte e que estará no repertório do quinteto Carion – cuja apresentação quebra com o rigor tradicional da música de concerto, com integrantes tocando sem partitura e se movimentando pelo palco.

A canção de câmara também faz sua estreia nesta edição do Festival com o Sampaensemble, que interpreta diferentes trios combinando voz, piano, clarinete, flauta e violoncelo. Formado especialmente para o evento, o grupo é integrado pela meio-soprano Joyce Tripiciano, o pianista Ricardo Ballestero, a violoncelista Heloisa Meirelles, o flautista Renan Mendes e o clarinetista Bruno Ghirardi.

Já os violonistas do Maogani trazem para o Festival a música popular, feita com um caráter camerístico particular e próprio do Brasil, num repertório que vai de Villa-Lobos e Ernesto Nazareth a Gilberto Gil e Milton Nascimento.

Outra marca registrada do Festival, uma programação voltada para crianças e adolescentes, está presente com o conjunto paulista Baderna Moderna. Especialmente concebido para a ocasião, o espetáculo Tem música nos meus olhos, é feito por músicos brasileiros e tem a proposta de apresentar a música contemporânea a crianças.

A programação do Festival Sesc de Música de Câmara se completa com ações educativas que incluem mediações antes de cada concerto; ciclos de debates; vivências para crianças e workshops.


O Festival
Com um elenco diverso e programas inéditos, o Festival experimenta uma fórmula já praticada internacionalmente: reunir cameristas brasileiros residentes no Brasil e no exterior, intérpretes estrangeiros e jovens músicos profissionais. 

Os espetáculos serão protagonizados pelo quinteto de sopros dinamarquês Carion; o ensemble de cordas Ilumina; o quarteto de violões Maogani; o conjunto Sampaensemble; o Quarteto Carlos Gomes; a orquestra de câmara São Paulo Chamber Soloists com Gabriele Leite e Cristian Budu como solistas; Baderna Moderna, conjunto de câmara que faz um programa especial para crianças e famílias; e um espetáculo que reúne Osusp, o Coro dos Meninos Cantores de Hamburgo, o coletivo vocal Jeholu e solistas sob a regência de Luiz de Godoy.

Em sua quarta edição, o Festival Sesc de Música de Câmara reafirma a relevância dos processos colaborativos entre instrumentistas e compositores nacionais e estrangeiros, trazendo uma diversidade de repertórios, formação e origem dos grupos.  Para o diretor do Sesc São Paulo Danilo Santos de Miranda, “a dimensão educativa dessa iniciativa avigora-se com os debates, vivências e atividades formativas para distintos públicos, incluindo um concerto concebido para crianças, buscando o desenvolvimento de uma escuta mais qualificada. Outro aspecto é a ampliação do fomento de obras nacionais, essencial para o estímulo à criação da música de concerto contemporânea brasileira”. Com essa realização, o Sesc reafirma seu compromisso com a democratização cultural – processo que orienta suas ações institucionais.

“As escutas que colecionamos em tempos de reclusão absoluta e as inúmeras conversas que fomos estabelecendo com os artistas foram acolhidas no conjunto de concertos que queríamos apresentar nesta edição”, afirma a curadoria. “Fomos então esboçando repertórios e elencos marcados pela diversidade, expressa pela convivência de diferentes gerações de músicos, por sua nacionalidade, pela maior participação feminina, pela presença de intérpretes e autores negros e por um repertório bastante marcado por trabalhos contemporâneos. De outro lado, focamos nas experiências de artistas que têm ousado na forma de se apresentar, expandindo a experiência do concerto por meio do uso mais flexível do espaço cênico, o que permite uma apreciação mais ampla da própria música.”

Como em sua edição anterior, o Festival Sesc de Música de Câmara segue encomendando obras a compositores brasileiros. Nesta edição, três novas obras e um arranjo serão estreados. A São Paulo Chamber Soloists, que interpreta o Concerto n.3 de Beethoven em versão para quinteto de cordas e piano (com Cristian Budu como solista), estreia uma obra de João Luiz Rezende Lopes para violão e cordas, com solo de Gabriele Leite. Já o Ilumina, que integra jovens intérpretes a solistas experientes de várias partes do mundo, apresenta pela primeira vez Iluminuras, de André Mehmari, bem como toca outras peças de autores e autoras contemporâneos. A iluminadora e diretora Aline Santini faz a direção do espetáculo.  

As duas mais importantes efemérides brasileiras de 2022 estão contempladas no Festival Sesc de Música de Câmara. O centenário da Semana de Arte Moderna será lembrado no concerto do Quarteto Carlos Gomes, que interpreta o Quarteto n.3 de Villa-Lobos, uma das obras do compositor carioca que foram apresentadas no célebre evento. Já o bicentenário da Independência estará presente através da execução da Missa de Santa Cecília, do Padre José Maurício Nunes Garcia (1767-1830), mais importante compositor brasileiro de sua época. Escolhida pelo regente paulista radicado na Europa Luiz de Godoy, a obra, escrita em 1826 para cinco solistas vocais, coro e orquestra, é raramente executada.

No Festival, Luiz de Godoy comanda a Orquestra Sinfônica da USP, membros da Ocupação Cultural Jeholu, solistas vocais e os Meninos Cantores de Hamburgo, coro do qual é regente titular e que vem ao Brasil especialmente para o evento.

Como em sua edição anterior, o Festival Sesc de Música de Câmara segue encomendando obras a compositores brasileiros. Nesta edição, três novas obras e um arranjo serão estreados. A São Paulo Chamber Soloists, que interpreta o Concerto n.3 de Beethoven em versão para quinteto de cordas e piano (com Cristian Budu como solista), estreia uma obra de João Luiz Rezende Lopes para violão e cordas, com solo de Gabriele Leite. Já o Ilumina, que integra jovens intérpretes a solistas experientes de várias partes do mundo, apresenta pela primeira vez Iluminuras, de André Mehmari, bem como toca outras peças de autores e autoras contemporâneos. A iluminadora e diretora Aline Santini faz a direção do espetáculo.

Além da homenagem à Semana de Arte Moderna, o Quarteto Carlos Gomes estreia What has been will be again, do paulistano Alexandre Lunsqui. A lista de encomendas  se completa com um arranjo de Corta-Jaca, de Chiquinha Gonzaga, feito pelo compositor Rodrigo Morte e que estará no repertório do quinteto Carion – cuja apresentação quebra com o rigor tradicional da música de concerto, com integrantes tocando sem partitura e se movimentando pelo palco.

A canção de câmara também faz sua estreia nesta edição do Festival com o Sampaensemble, que interpreta diferentes trios combinando voz, piano, clarinete, flauta e violoncelo. Formado especialmente para o evento, o grupo é integrado pela meio-soprano Joyce Tripiciano, o pianista Ricardo Ballestero, a violoncelista Heloisa Meirelles, o flautista Renan Mendes e o clarinetista Bruno Ghirardi.

Já os violonistas do Maogani trazem para o Festival a música popular, feita com um caráter camerístico particular e próprio do Brasil, num repertório que vai de Villa-Lobos e Ernesto Nazareth a Gilberto Gil e Milton Nascimento.

Outra marca registrada do Festival, uma programação voltada para crianças e adolescentes, está presente com o conjunto paulista Baderna Moderna. Especialmente concebido para a ocasião, o espetáculo Tem música nos meus olhos, é feito por músicos brasileiros e tem a proposta de apresentar a música contemporânea a crianças.

A programação do Festival Sesc de Música de Câmara se completa com ações educativas que incluem mediações antes de cada concerto; ciclos de debates; vivências para crianças e workshops.
 

Acompanhe
No dia 15/06, quarta, às 18h, no canal do Centro de Música Sesc no YouTube youtube.com/cmsesc o maestro Luiz de Godoy conversa com a pesquisadora Lígia Ferreira sobre importância da Missa de Santa Cecília na história da música brasileira e sua relação com a produção internacional do mesmo período. Na ocasião, explica o processo de construção da abordagem decolonial para o concerto que integra a programação do Festival Sesc de Música de Câmara 2022. A classificação é 14 anos.
 

Quando: 23/06, às 19h. Onde: Na Catedral de Sant’Ana (Praça Coronel Benedito de Almeida, s/nº, Centro, Mogi das Cruzes) | Entrada: Gratuita | 
 

Confira detalhes da programação completa em www.sescsp.org.br/musicadecamara.

Conteúdo de marcaVantagens de ser um assinanteVeicule sua marca conoscoConteúdo de marcaConteúdo de marca
O Diário de Mogi© Copyright 2022É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por