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Médica, negra e bissexual: conheça Mariana, de ‘Falas de Orgulho’

Conheça uma das personagens de ‘Falas de Orgulho’, especial que a TV Diário exibe em 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBT

Imprensa GloboPublicado em 15/06/2021 às 08:47Atualizado há 1 mês
Divulgação - TV Globo
Divulgação - TV Globo

Aos 26 anos, Mariana Ferreira entrou na igreja de véu e grinalda. Casou-se com o segundo namorado que teve na vida e realizou o “sonho de princesa” que permeia a mente de muitas jovens. “Naquela época, não achava que me relacionar com uma mulher seria uma opção. O que a gente aprende desde cedo é justamente o oposto. E eu fiz tudo bem ‘certinho’”, explica a médica de 35 anos. Mariana é uma das personagens de ‘Falas de Orgulho’, especial que a TV Diário exibe em 28 de junho, Dia Internacional do Orgulho LGBT, logo após ‘Império’.

Foi somente depois de passar por uma grande perda que Mariana passou a se questionar qual era a vida que queria viver e se abrir para explorar seus desejos e vontades.

“Quando perdi meu irmão, estava terminando o meu casamento. Eu achava mulheres interessantes, mas nunca tinha me relacionado. Eu tive uma educação bem machista e o meu círculo de pessoas próximas era completamente cis-heteronormativo, inclusive no meu trabalho”, conta ela que é médica ginecologista e obstetra.

Mariana foi a primeira da sua família a entrar em uma faculdade. De origem humilde, filha de pai metalúrgico e mãe empregada doméstica, ela viu nos estudos uma forma de mudar a sua realidade. Formada por uma das universidades de maior renome no país, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a médica conta como se reconhecer bissexual mudou a sua profissão.

“Acho importante me reconhecer em um grupo. Além da questão da luta por direitos, me possibilitou também a ajudar outras pessoas. Eu atendo várias mulheres lésbicas, bis, homens trans e ouço muitas queixas desses pacientes que, por muitas vezes, passam por constrangimentos em atendimentos ginecológicos”, diz.

Sobre seus relacionamentos com homens e mulheres, Mari pondera os pesos e medidas que advêm da sua sexualidade “Tem uma questão em ser bissexual: sempre que você está com um homem, as pessoas te veem como hétero. E isso afeta quando você está se relacionando. Quando eu estava com meninas, por exemplo, muitas vezes não me sentia confortável para beijar ou dar as mãos na rua. Coisa que não passo quando estou com meninos.”, finaliza.

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