Em reunião com a Frente Popular Pela Cultura de Mogi, formada por artistas e outros profissionais do setor, na última sexta-feira (15), a secretária de Cultura de Mogi, Kelen Chacon, se mostrou aberta ao diálogo e disse que não está nos planos da atual gestão a extinção de qualquer projeto estabelecido por Mateus Sartori.

Além da apresentação formal da Frente, entre as pautas do encontro houve uma devolutiva de Kelen sobre a 'Carta Aberta por Políticas Públicas de Continuidade para Cultura em Mogi das Cruzes', assinada por Caio Cunha em 21 de dezembro.

LEIA TAMBÉM: Diversa e versátil: a cultura mogiana em 2020

Os participantes também pediram pela antecipação de projetos e ações imediatas pensadas pela nova administração municipal e pela elaboração da agenda de reuniões regulares entre movimento popular e gestão pública.

A O Diário, Kelen disse que este “primeiro contato entre Secretaria de Cultura e a Frente Popular” foi uma oportunidade para que todos pudessem se apresentar e mostrar suas demandas. “Meu intuito maior foi ouvir e iniciar um processo de diálogo, que servirá como base para o desenvolvimento das nossas ações. Ainda estamos estruturando nosso trabalho, portanto essa interação é fundamental para traçarmos diretrizes”.

Para a secretária, é importante “dar amplo atendimento às muitas necessidades dos trabalhadores da arte e da cultura, seja em caráter emergencial ou então em médio e longo prazo, a partir de políticas perenes de fomento e engajamento, que deem condições efetivas de trabalho para esses profissionais”.

O que ela busca é “a valorização da cultura, independentemente de gênero, raça, cor, etnia, religião, orientação sexual, classe social e posicionamento político”, já que “a grande missão do poder público é atender a população”.

Segundo a Frente, Kelen manifestou durante o encontro essa intenção de “construir uma política mais efetiva” no sentido de que seja “perene” e “permanente”. Um dos pontos principais destacados pela chefe da Pasta é estabelecer atendimento “de forma descentralizada”, dismistificando a imagem de que só há em Mogi “um centro histórico, branco e de classe média”.

Kelen falou também sobre a importância do resgate de tradições culturais e da força que devem ter mulheres e membros da comunidade LGBTQIA+ em sua gestão.

O primeiro ponto a ser questionado por membros da Frente foi a continuidade da Lei Aldir Blanc na cidade. “Estamos pensando em possibilidades legais de ampliar o prazo para apresentar as contrapartidas”, adiantou Kelen, que buscou tranquilizar os artistas e trabalhadores da Cultura: “Não temos nenhuma premissa de extinguir qualquer projeto estabelecido na gestão do Mateus (Sartori)”.

Outro questionamento foi sobre a sequência ao Plano Municipal de Cultura e ao Programa Diálogo Aberto. “O Diálogo Aberto continua, e nenhum tipo de projeto ou programa será alterado”, cravou a secretária, cuja intenção é ampliar a ação, para que seja “mais horizontal” e envolva “mais pessoas”.

Presente na carta, a solicitação pela ampliação dos fomentos municipais (Lei de Incentivo à Cultura – LIC e Programa de Fomento à Arte e Cultura de Mogi – Profac) também foi abordada. Kelen prometeu uma reunião com o setor de Finanças para ver esta questão.