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ATRASO

Covid-19 afasta colaboradores da Educação e adia retorno do 'Pequenos Músicos'

Aulas deveriam voltar nesta segunda (19), mas sem a diretora Andréa Souza e o maestro Daniel Bordignon, o retorno ficou para a próxima semana, em datas e esquema online ou presencial a ser definido pelas escolas municipais

Heitor HerrusoPublicado em 21/07/2021 às 17:41Atualizado há 3 meses
Divulgação - Sinfônica Mogi
Divulgação - Sinfônica Mogi

Era para o projeto ‘Pequenos Músicos... Primeiros Acordes na Escola’ ter retornado com aulas de musicalização às crianças do ensino municipal de Mogi das Cruzes nesta segunda-feira (19), como O Diário anunciou com exclusividade. Mas a pandemia de Covid-19 atrapalhou novamente os planos. A volta das atividades foi adiada e deve acontecer somente a partir da próxima semana, em datas a serem definidas por cada uma das 21 escolas atendidas, que podem optar pelo regime online ou presencial.

Questionada pela reportagem sobre o que teria motivado o adiamento do início das atividades, previstas para esta semana exclusivamente pela internet, logo após o recesso escolar, a prefeitura esclarece que “o atraso se deve ao afastamento devido à Covid 19 de dois pontos focais para o projeto na Secretaria de Educação, a diretora do Departamento Pedagógico, Andréa Souza, e o responsável técnico pelos processos de musicalização e instrumentalização, o maestro Daniel Bordignon”. Criador do projeto, este último nome segue internado na UTI do Hospital Santana, aos 42 anos.

Com a ausência destes profissionais, outras pessoas foram alocadas para assumirem interinamente a responsabilidade técnica de "viabilizar nesta semana os preparativos e na próxima o retorno das atividades".

Nesta quarta-feira (21), a Secretaria de Educação diz ter entrado em contato com “as 21 escolas atendidas pelo projeto Pequenos Músicos para os preparativos do início das atividades". A novidade trazida pela nota é que agora “cada escola terá autonomia para organizar como se dará as aulas, se de forma remota ou presencial de acordo com as suas especificidades”.

No contato com as unidades de ensino também está sendo “combinada a visita dos coordenadores em cada núcleo do projeto para fazer o processo de rematrícula e limpeza dos instrumentos”. A data de início das atividades será definida por cada escola, a partir da conclusão deste processo.

O ‘Pequenos Músicos’ beneficiava, antes da pandemia, mais de 10,5 mil alunos, com ensino presencial. Agora online, a Pasta garante que “o número de alunos atendidos continua o mesmo”. Já o conteúdo das atividades “tem sido alinhado ao Currículo Municipal, conforme reuniões entre o Departamento Pedagógico e a Associação”.

 Sem resposta

Para além destas questões, O Diário fez outra pergunta à prefeitura, que se manteve em silêncio. Entre janeiro e maio de 2021, quando o contrato do ‘Pequenos Músicos’ era uma pendência, não houve pagamentos aos 70 colaboradores envolvidos na gestão das atividades, sendo 65 professores/músicos e cinco da administração.

Embora no início da polêmica o prefeito Caio Cunha (PODE) tenha dito, em entrevista à TV Diário, que estes pagamentos não eram devidos, já que não havia contrato em vigor, no último mês de junho o maestro Lelis Gerson disse à reportagem que isso ainda era tema de conversas internas.

Mas, diante da falta de resposta oficial, fica a dúvida se ainda há negociações entre a prefeitura e a entidade responsável pela iniciativa, Sinfônica Mogi, para acerto de salários referente a este período.

 O contrato

Após meses de espera, a assinatura do contrato entre a Associação Sinfônica Mogi e a prefeitura, para a continuidade do projeto ‘Pequenos Músicos... Primeiros Acordes na Escola’ efetivamente aconteceu no dia 26 de maio, como contou Lelis Gerson. A parceria vale até o próximo mês de novembro. Enquanto na gestão de Marcus Melo o acordo era fixado em pouco mais de R$ 4,5 milhões anuais, a renovação foi fixada em exatos R$ 2.374.451,48.

Mesmo com essa redução, a assinatura é motivo de comemoração, já que quase não aconteceu. Ao assumir a gestão da cidade, a equipe de Caio Cunha (PODE) entendeu que o projeto precisava passar por uma readequação, considerando o atual cenário de pandemia. Essa atualização demorou a acontecer. Clique aqui para relembrar a polêmica.

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