A Lei Aldir Blanc dá um novo fòlego ao projeto Made in Mogi, cujo objetivo é difundir e promover a música autoral da cidade. Nestas quinta e sexta-feiras, dias 14 e 15, será realizada a terceira edição do festival, online, com a participação de 11 artistas locais, dos mais variados estilos. É de graça, pelo .

Quem abre a programação “Live Cultural” é a dupla Dani Dias & Amanda Araújo, que lançou em 2016 o CD ‘Amaranto’. Eles se apresentarão às 18 horas desta quinta. Na sequência, às 18h45, o palco digital é da Topsyturvy e seu rock “abrasileirado e frenético”. Depois, o show segue com Waldir Vera e suas influências da música brasileira, às 19h30, e se encerra às 20h15, com o som alegre e também romântico de Brenô (com participação de Kaue Moro Caldas, o Kau).

Já na sexta-feira, a agenda é a seguinte: às 18 horas, Valéria Custódio inicia os trabalhos, com os sucessos de seu disco ‘Púrpura’; depois tem Gui Cardoso e suas canções que dão novos tons à MPB, às 18h45. Quem vem depois é Rui Ponciano e seus muitos sucessos, como ‘Pico do Urubu’, às 19h30. E o encerramento é de Léo Zerrah e as canções do álbum ‘Todo Mundo Quer Amar’, às 20h15 (com participação de Daniel Trettel). 

Todos estes nomes foram escolhidos de acordo com um critério de seleção muito particular ao Made in Mogi. Além de ser um festival, a iniciativa também inclui, desde 2019, uma playlist no Spotify, com o mesmo nome. E os selecionados são os artistas que mais ouviram e compartilharam esta lista.

“Temos um grupo no WhatsApp e peço para todos que ouvirem enviarem print, para que eu possa computar. Eu faço a contagem de quem ‘rodou’ a playlist e mantenho acima dela quem mais participou. Além disso, a seleção para o festival é uma forma de recompensação a quem se doa pelo grupo”, explica Daniel Saway, organizador do projeto.

Saway conta também que além das apresentações musicais de 45 minutos – tempo que será preenchido exclusivamente com canções autorais – ele fará pequenas aparições durante as lives, para estimular o bate-papo entre o artista e o público. 

“Fico feliz de poder fazer isso, porque o Made in Mogi incentiva e fomenta a cultura”, comemora ele. “Os artistas gravam CDs e lançam singles, mas às vezes ficam sem saber como tocar o próprio material ao vivo”, continua. 

Para ele, atitudes como um festival composto apenas por músicas originais “dão um gás” e estimulam os nomes da região a divulgar suas faixas até que se tornem conhecidas e passem a ser cantadas pelo público. A ideia é reproduzir a “receita de bolo” que dá muito certo para certos mogianos, como o Rui Ponciano, que coleciona letras reconhecidas dentro e fora da cidade.

Depois desta terceira edição (online, assim como a segunda, realizada em maio de 2020), o que o idealizador pretende é, no futuro, fazer mais eventos. Ele até chega a citar a possibilidade de uma agenda presencial (como a primeira, realizada no Teatro Vasques, uma semana antes do início da pandemia de Covid-19) tão grande que possa ser chamada de “Rock in Rio de Mogi”. 

“Os artistas mogianos são muito bons, e estou planejando um formato com shows completos, com banda”, encerra Saway, que também é músico e por isso procura “respeitar a diversidade cultural e o caráter da obra de cada um, promovendo na interação o mútuo conhecimento pelos artistas participantes e pelo público, não somente dos trabalhos autorais mas também das carreiras artísticas, criando uma força mais abrangente de divulgação e trabalho, e também promovendo diversas ações”.