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ARTIGO

Trânsito confuso

"Se a mobilidade deve ser para todos, e a circulação segura, o desafio permanece no centro de Mogi das Cruzes que continua com o trânsito confuso"

Laerte SilvaPublicado em 10/07/2021 às 15:50Atualizado há 25 dias

O bem-estar dos habitantes de uma cidade depende da atenção que o poder público dê às demandas da população, e a mobilidade urbana é um tema relevante. A desorganização do trânsito pode impor prejuízos ao comércio, atrapalhar a vida do estudante e do trabalhador nos seus deslocamentos e dar espaço para conflitos entre os pedestres e os veículos.

O plano diretor de uma cidade é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana, e refere, de uma maneira geral, ao conjunto organizado e coordenado dos modos de transporte, de serviços e de infraestruturas que garantam os deslocamentos de pessoas e cargas no território de um município, cuidando das ações para tratar adequadamente os logradouros públicos, estacionamentos, estações e suas conexões, sinalização, equipamentos, etc.

A acessibilidade, a circulação das pessoas e veículos particulares e coletivos, a convivência com bicicletas e motos é sempre um desafio para qualquer município, pois os pontos de conflito espalham-se em vários bairros, é preciso sensibilidade para identificá-los, tratá-los e uma boa e atuante fiscalização para coibir irregularidades e aplicar medidas que encerrem ou reduzam o impacto disto tudo.  É algo permanente, que não se encerra numa sinalização aérea ou de solo.  A cidade é um organismo vivo.

No caso de Mogi das Cruzes basta ir ao centro da cidade em um sábado, como no último final de semana em que foi possível constatar que a Rua Paulo Frontin estava cheia de veículos estacionados em toda a via, alguns carros em movimento literalmente no meio dos pedestres, tudo isto sem que houvessem agentes ordenando a bagunça. 

O entorno do Mercado Municipal, e isto também não é nenhuma novidade, estava com os pedestres disputando as vias com os veículos, em perigosa circulação, igualmente sem qualquer agente ordenando o espaço. 

No passado já foram efetuadas intervenções para por ordem na região, todavia, o drama continua. Mesmo com toda atenção que os estabelecimentos comerciais e de serviços merecem, pois movem a economia local e dão emprego, a verdade é que a região não comporta tantos carros. Por tal razão o debate novamente se faz necessário para discutir uma ordenação melhor ou instituir a proibição de circulação de carros no local. 

Se a mobilidade deve ser para todos, e a circulação segura, o desafio permanece no centro de Mogi das Cruzes que continua com o trânsito confuso.   

Laerte Silva é advogado

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