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ARTIGO

Proteção sem contraindicação

"A CoronaVac renovou a fé do brasileiro. Na fila do Sus, filhos fizeram o caminho inverso levando os pais para a vacinação mais importante do século"

Ricardo MadalenaPublicado em 13/07/2021 às 20:01Atualizado há 15 dias

O ano acabava de começar - o brasileiro estava esperançoso - pesquisa Datafolha registrava que 68% ansiava que 2021 seria melhor do que o ano que passou. Nos primeiros 17 dias o país somava 14.892 óbitos por coronavírus, ante 194.976 de 2020. 

Era o domingo da esperança. Na TV não tinha partida de futebol e nem os tradicionais programas de auditório que estavam esvaziados pela pandemia. Era a reunião da Agência Nacional da Vigilância Sanitária, a ANVISA, que jogava luz sobre as notícias falsas contra a Coronavac e a AstraZeneca. Era a voz da ciência determinando: vacina sim. 

Naquela mesma tarde assistimos a enfermeira Mônica Calazans recebendo a primeira dose de imunização contra o coronavírus. E já se passaram 176 dias, ou seja, quase 6 meses, e 323 mil óbitos a mais. Assistimos neste meio tempo a falta de kit intubação e cilindros de oxigênio, condenando brasileiros a morte.  A segunda onda foi extremamente letal. A perspectiva positiva de 2021 estava sendo apagada. 

Sentimos, infelizmente, o duro golpe do mau exemplo e do desprezo pela vida de quem deveria justamente defendê-la a começar tomando a vacina para reparar os danos da negação. Pelo contrário - a aposta tem se mantido na malfadada divisão - mesmo que isso custe a morte de entes queridos das famílias brasileiras. Um triste destino. 

Na contramão desta escuridão São Paulo através do Instituto Butantan e contando com 100% de apoio do governo estadual e da Assembleia Legislativa - tem liderado a trincheira da vida ancorada pela ciência. União contra a escuridão. A Coronavac renovou a fé do brasileiro. Na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) filhos estrearam o ano fazendo o caminho inverso e naquela ocasião levando os pais para a vacinação mais importante do século. 

Aliás recordo ao nascimento dos meus filhos que antes mesmo de terem o registro oficial com o nome passado em cartório tiveram primeiro a carteira de vacinação. 

Em 14 de maio chegou a minha vez - tomei a primeira dose de vacina contra o coronavírus e na fila - conheci a Tatá e a Tânia que se uniram ao coro dos que defendem a vida e pediam maior celeridade na imunização  

Agora São Paulo avança mais.  Com 30 milhões de doses extras de Coronavac se antecipou em 26 dias a vacinação de todos os adultos do Estado com a primeira dose até 20 de agosto e a partir do dia 23 deste mesmo mês - atendeu nosso pedido através do ofício de n. 739/21 e incluiu os adolescentes de 12 a 17 anos.

Estamos construindo histórias pelo exemplo. Lideramos o bom debate com a união de estado, municípios e parlamento. Vacina para todos já. Esperança para dias melhores, sempre. Esse é o caminho. 

Ricardo Madalena é deputado estadual e líder da bancada do Partido Liberal na Alesp

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