MENU
BUSCAR
ARTIGO

Mogi, a capital da indústria no Alto Tietê

Em Mogi, o setor respondeu por 17,02% dos empregos, paga salário médio de R$ 3,5 mil, o maior dentre todas atividades

Rafael CervonePublicado em 24/05/2021 às 17:09Atualizado há 21 dias
Divugação
Divugação

Neste Dia da Indústria, 25 de maio, cabe destacar a importância da atividade na área de representação da Diretoria Regional do CIESP do Alto Tietê. São mais de 500 empresas do setor, muitas de grande porte, numa atividade fabril diversificada, abrangendo os segmentos automobilístico, siderúrgico, extração mineral, gesso, couro, alimentício, mobiliário e químico, dentre outros.

Em Mogi das Cruzes, cidade-sede, o setor é responsável por 17,02% dos empregos formais, paga salário médio de R$ 3.578,06, o maior dentre todas as atividades. As estatísticas demonstram o quanto é importante trabalhar para o fomento da indústria. A agenda de fortalecimento de sua competitividade é relevante para o País, pois as nações que conseguiram dobrar sua renda média num período de apenas 15 anos foram aquelas que elevaram a participação do setor a um patamar acima de 20% do PIB. Por isso, precisamos vencer as barreiras que continuam dificultando seu avanço, como o atraso do marco legal, insegurança jurídica, burocracia, impostos exagerados, baixa disponibilidade de crédito e os fatores referentes do “Custo Brasil”.

Não podemos mais perder tempo. Na década recém-terminada, de 2011 a 2020, o mundo cresceu 30% e o Brasil, apenas 3%. Por isso, teremos de realizar em plena crise da Covid-19 o que negligenciamos há muitos anos, a começar pelas reformas estruturais, principalmente a tributária e administratival.

Os números são incontestáveis: apesar de representar 11% do PIB, responde por mais da metade das exportações de bens, 69,2% do investimento empresarial em P&D, 33% da arrecadação de tributos federais, 25% do total nacional de impostos e 31,2% da arrecadação previdenciária patronal; emprega 20,4% dos trabalhadores brasileiros.

Porém, o setor enfrenta grave perda de competitividade. Produzir no Brasil custa anualmente R$ 1,5 trilhão a mais, cerca de 22% de nosso PIB, do que na média dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Precisamos reagir de imediato, inclusive mobilizando as empresas, por meio de nossas entidades de classe no Estado de São Paulo – o CIESP e a FIESP –, para influenciar a modernização das leis que regem a economia e a adoção de uma política industrial eficaz e duradoura.

É fundamental capacitar os recursos humanos atuais e as futuras gerações para as mudanças em curso. 

Nesse aspecto, a educação, ainda precária no Brasil, tem missão relevante, fator que demonstra o significado do Sesi-SP e do Senai-SP, vinculados à FIESP, como exemplos de excelência no ensino.

Os desafios são muitos. Porém, trabalhando com união e sinergia em torno de nossas entidades de classe, teremos melhores condições de construir um ambiente de negócios mais favorável. Apesar das dificuldades, celebramos este Dia da Indústria com esperança e a certeza de que o setor será protagonista de um novo e próspero Brasil.

Rafael Cervone é vice-presidente da Fiesp/Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo).

ÚLTIMAS DE Colunistas