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ARTIGO

Lembrar para não desistir

"Vemos verdadeiros larápios pairarem sobre nossas cabeças como falsos salvadores da pátria. Temos que aguentar “renan” posando de defensor do brasil"

Diego Capua Publicado em 07/07/2021 às 15:52Atualizado há 27 dias

Quem às vezes não pensa em desistir, deixar de lado toda essa maluquice que é o mundo atual pois, enquanto alguns criam as mais absurdas divisões de nosso povo, outros aproveitam o momento de desunião e conseguem, com isso, saírem das sombras para voltar ao protagonismo e nos dar a sensação de que aquele que tem a esperança de algo melhor é um integrante de um grupo leviano.

Desde 2013, quando se iniciou um grande levante popular, chegamos a ter sopros de mudanças quando vimos diversos políticos envolvidos em corrupção irem para atrás das grades, empresários tendo que devolver fortunas aos cofres públicos e empresas envolvidas em esquemas ilegais serem desmanteladas, entretanto, devido a mais uma escolha equivocada, acabamos por ter mais uma pessoa despreparada no comando do país, o que auxiliou para que quase tudo se perdesse.

Hoje vemos verdadeiros larápios pairarem sobre nossas cabeças como falsos salvadores da pátria. Temos que aguentar “Renan” posando de defensor do Brasil após vários anos envolvidos em denúncias dos mais diversos esquemas de corrupção que aconteceram nos últimos 20 anos. Lula se mostrando como uma vítima e bradando como uma suposta opção para salvar o país, mesmo após a existência de inúmeros esquemas de desvio de dinheiro público e por ser o responsável por criar uma bolha de insustentabilidade.

Será que essa luta passada foi toda em vão e em razão de todas as mazelas do atual governo, ficou mostrado que o Brasil é um país em que o crime compensa e que não temos salvação?

Espelhemo-nos na história. Há 89 anos, brasileiros foram à luta em razão da opressão de um governo golpista. Como dito, à época, pelo poeta e soldado Guilherme de Almeida: “Não houve distinção de cor política nem de credos religiosos, nem de condições, nem de idade, nem de nacionalidade. Nem mesmo de sexo, porque a mulher foi tão forte quanto o homem nessa luta”. 

Com essa base e pensamento, brasileiros de São Paulo se levantaram em 1932 para exigir eleições e nova constituição, lutaram por meses na busca de um justo ideal que exigiu o sangue de muitos. Infelizmente, sem apoio, as forças constitucionalistas sucumbiram, porém, mesmo com essa derrota inicial, com o tempo, muitas das bandeiras da Revolução acabaram por serem implementadas nos anos seguintes, atécom nova constituição, o que ocorreu em 1934.

Isso nos mostra que não devemos perder as esperanças. Lutas justas podem terminar em uma aparente derrota, mas ela é capaz de criar uma chama que uma hora vencerá a escuridão. Sigamos o exemplo daqueles que lutaram por uma constituição em 1932 e não vamos esmorecer com essa aparente derrota. Que possamos manter acesa a chama da esperança.

Diego Capua é advogado

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