O presidente da Câmara abre a sessão e logo convoca para a tribuna o vereador Zé da Mula, que mal inicia o discurso e é interrompido com um aparte de seu colega Anderson Cueca. A discussão  começa a ganhar fôlego, quando entram em cena, subitamente, dois outros vereadores, Casquinha do Angaturama e Edson Oh Glória. Essa situação fictícia poderá ocorrer, na futura legislatura, na Câmara de Santa Isabel, no Alto Tietê, envolvendo os vereadores José Martins (PSD), Anderson Chagas (PL), Josias Mendes (DEM) e Edson Fontes (PRTB), todos eleitos ou reeleitos no último domingo. Em comum, todos eles têm os apelidos nada ortodoxos, pelos quais são conhecidos e que levaram para as urnas no pleito passado. Mas não é só Santa Isabel. Poá também elegeu Diogo Pernoca, o Diogo Reis (PTB); o engenheiro Pateta, ou Vinícius Bernardo (Rede). Em Biritiba Mirim, a futura Câmara terá o motorista Marquinhos Tucaninho, ou Marcos de Almeida, que não é tucano, mas do Republicanos. E também o Raposão, ou Leonardo Molina (PL). E se o prefeito de Biritiba, Carlos Alberto Taino (PL), disputou a eleição como Inho, a Câmara de Ferraz de Vasconcelos terá o Inha (PODE), que se cbama Flávio de Souza..Lá também estará o Teteco, ou Alexandre Silva (PSC); e o Dei, ou Denerval Jardim, do PL; além do Fábio Wuhalla, de sobrenome Farias (PSL), possivelmente um fã do personagem de Golias na tevê. Itaquá elegeu para a Câmara o Dr. Edson da Paiol  (PODE); o Cantor Sidney Santos (PP), além de Mário Charutinho (Lúcio da Silva), do PODE, e que não é parente de outro Charutinho que foi candidato em Mogi e não se elegeu. Itaquá também tem o Mané Barranco (PP), que é Manoel Messias, o Diego Estilo Raro Cabeleireiro (Avante),  que não necessita de maiores explicações; além do Cowboy Edimar (Candido de Lima), do MDB. E se para a Câmara de Suzano foi eleito Maizena, o Marcos dos Santos (PTB), em Guararema, o Legislativo terá o trio Tiu, Dé e Dú, respectivamente Claudinei Oliveira (PROS),o mis votado, André de Oliveira (PSB) e Eduardo Moreira Franco (PL); além da Fatinha do Parque Agrinco, a Fátima Pereira de Souza (PROS). Mas a Câmara de Mogi das Cruzes também não fica atrás em termos de apelidos pouco comuns. Por aqui foi reeleito Francimário Vieira de Macedo, o Farofa, do PL, que irá ganhar a companhia de John Ross, que se chama Johnross Jones Lima, nome pouco comum em Vila Velha  (ES), onde nasceu; e ainda Bi-Gêmeos, ou Milton Luís da Silva (PSD), que tem um irmão gêmeo e tinha o apelido de Bidu. Daí...

Troca de casas

Prefeito de Mogi, Marco Bertaiolli foi ao bairro de Varinhas verificar o asfaltamento da Avenida Ricieri Bertaiolli, a principal do local. Desceu do carro todo feliz e logo recebeu a bronca de uma moradora, inconformada  com a velocidade dos veículos na nova via. “Se morrer alguém, quero ver o que o senhor vai fazer”. Chateado, ele continuou andando até outra mulher lhe dar nova bronca. Dizia que ele  havia asfaltado a via porque era a principal e deixado sua rua cheia de barro e pó. Bertaiolli ouviu e, não teve dúvida. Mandou chamar a primeira mulher: “É o seguinte: você vai para a casa dela e ela prá sua casa. Assim, você  fica com asfalto e ela com a rua de terra.” A proposta não foi aceita. 

Das gerais

Newton Cardoso, governador de Minas, ficou conhecido pela sua cultura, que o transformava num poço de histórias hilárias, como conta o consultor político Gaudêncio Torquato. Ele lembra uma performance de  “Newtão”, como era conhecido, num palanque de campanha: “Minas sempre se preocupou com a criaçao de bovinos e equinos. Agora eu vou cuidar da produção de porquinos”. Num outro comício , em Betim, próximo da Capital Belo Horizonte, Newton também se empolgou e foi fundo: “O problema de Minas é a falta de fé . Vamos, portanto, juntar a minha fé, a sua fé, as nossas fezes, para salvar o estado mineiro”. Adversário de Hélio Garcia, que o antecedera no comando do governo mineiro, ele teria se negado a entrar no helicóptero oficial enquanto não passassem a chamá-lo de “newtoncóptero”...

Corra, gari, corra...

Waldemar Costa Filho, prefeito, recebeu um grupo de garis que lhe pede aumento . Justificam dizendo que corriam mais de 70 km por noite, atrás do caminhão do lixo. Waldemar ouviu e duvidou. “Se vocês correrem de Mogi a São Paulo, que são 50 km, o aumento sai”. Os garis toparam , mas jamais imaginaram que o fiscal da tal corrida seria o próprio prefeito, em seu Fusca. No começo da noite de sábado, lá foram eles, Mogi-Dutra acima, em busca do sonhado reajuste do salário. O grupo abriu o bico na chegada à Ayrton Senna. Waldemar trouxe de volta os que couberam no Fusca e mandou um carro buscar o restante do grupo. A noite terminou num rodízio de pizzas, no distrito de  César de Souza. Todo mundo comeu à vontade, mas o aumento de salário? Nem pensar... 

Histórias de WCF

Quatro vezes prefeito de Mogi das Cruzes, Waldemar Costa Filho tinha um jeito muito próprio de governar. Amado por muitos, odiado por outros tantos, ele foi responsável direto por colocar a cidade  na rota do desenvolvimento ao construir as rodovias Mogi-Dutra e Mogi-Bertioga. Seu comportamento pouco comum  deixou muitas histórias ainda lembradas.