Embora o filósofo do futebol, Neném Prancha, tenha dito que se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminaria sempre empatado, os políticos parecem não concordar. E por mais que digam exatamente o contrário, muitos costumam procurar uma ajuda espiritual extra, principalmente em tempos eleitorais. E aí, vale tudo. De templos católicos e evangélicos, de padres e pastores, até os terreiros com seus pais e mães de santo. Afinal, uma forcinha a mais para a campanha é sempre bem-vinda. Sem contar que a presença do candidato nesses locais  desperta, naturalmente, a simpatia dos habituais frequentadores. Tudo isso para lembrarmos de mais uma das impagáveis histórias de Francisco Quadra Andrez, o Ticão. Ele conta: “Durante a primeira campanha de Estevam Galvão para prefeito de Suzano, eu fechei  o trabalho com um chefe de terreiro de candomblé, no Jardim Revista. O caboclo marcou um dia e lá fomos, eu e o candidato, receber os passes. Era uma sexta-feira chuvosa e o Estevam vestia uma capa que havia comprado dias antes. Entramos no terreiro e colocaram o candidato no meio do salão, de costas para uma centena de velas acesas. Um guerreiro, devidamente paramentado, tirou uma enorme espada e, cortando ar, se aproximou de Estevam, que, assustado, começou a recuar. De repente, ele estava pisando nas velas e sua capa pegou fogo. Aí foi uma correria para apagar as chamas, antes que o candidato ficasse torrado. Tudo foi muito rápido, mas para Estevam pareceu uma eternidade. No carro, de volta, perguntei: ‘Tudo bem agora?’ ‘Tudo bem, Ticão’, respondeu ele, cheirando à vela e pano queimado. ‘Amanhã você vai receber uns passes num terreiro, lá no Rio Abaixo’, lembrei o candidato. ‘Estarei lá’, disse ele, emendando, logo em seguida: ‘Mas não esquece de levar um extintor’”. Ticão, autor do livro “Suzano - A história que você não leu”, não diz  se o atual deputado Estevam voltou a terreiros em outras campanhas.

Honestíssimo

E que ninguém duvide da honestidade de Alberto Nunes Martins, o segundo prefeito da história político-administrativa de Suzano, depois de emancipada de Mogi. Mais um personagem do nosso contador de histórias suzanenses.  Segundo conta Ticão, em seu primeiro dia de trabalho, o prefeito chegou à sede da Prefeitura Municipal  pedalando sua velha bicicleta. No último dia,  Alberto trancou a porta do modesto prédio onde funcionava o gabinete, e foi embora a pé para a sua casa. “Tinham roubado o seu único bem: a sua bicicleta, já bastante gasta e carcomida pela ferrugem”, conta Ticão, em mais uma de suas impagáveis histórias suzanenses. 

mudança de nome

O mineiro Zé Abelha é um especialista em causos de sua terra natal, Minas Gerais. Ele conta que, em Mariana, havia um religioso de nome duvidoso, Cônego Amando, conhecido pela sua verve. Um dia, viajando pelo interior do município, uma de suas acompanhantes caiu do cavalo. A beata, diante do inesperado, tratou de levantar-se o mais rápido possível e, meio sem graça, plerguntou ao Cônego: “O senhor viu a minha agilidade?” E o religioso, bem a seu modo, respondeu, pacientemente: “Minha filha, eu até que vi. O que eu não sabia é que tinha mudado de nome para ‘agilidade’”.E tocou o seu cavalo adiante.

mudança de nome

O mineiro Zé Abelha é um especialista em causos de sua terra natal, Minas Gerais. Ele conta que, em Mariana, havia um religioso de nome duvidoso, Cônego Amando, conhecido pela sua verve. Um dia, viajando pelo interior do município, uma de suas acompanhantes caiu do cavalo. A beata, diante do inesperado, tratou de levantar-se o mais rápido possível e, meio sem graça, plerguntou ao Cônego: “O senhor viu a minha agilidade?” E o religioso, bem a seu modo, respondeu, pacientemente: “Minha filha, eu até que vi. O que eu não sabia é que tinha mudado de nome para ‘agilidade’”.E tocou o seu cavalo adiante.