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ARTIGO

Facada nas costas

"A população do Alto Tietê, particularmente de Mogi das Cruzes, está decepcionada com a postura do governador"

Laerte SilvaPublicado em 21/05/2021 às 16:31Atualizado há 25 dias

Segundo declarou em entrevista ao Portal UOL, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) arrepende-se “amargamente” de ter votado no presidente Jair Bolsonaro em 2018, por conta das atuais posições políticas e decisões adotadas pelo mesmo, especialmente em relação ao combate à pandemia.

Pois bem, na mesma medida a população do Alto Tietê, particularmente de Mogi das Cruzes, está decepcionada com a postura do governador João Doria em relação ao projeto da Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo)  lançado no edital de concessão de rodovias no chamado lote Litoral Paulista,  e que incluiu originalmente a instalação de uma praça de pedágio na Rodovia Mogi-Dutra, utilizada diariamente por milhares de pessoas, em local que dividiria a Cidade.

Surpreendeu à todos que numa mal ajambrada entrevista, uma semana atrás, o diretor-geral da Artesp, Milton Persoli, mais confundindo do que esclarecendo, acabou informando que o presente de grego é pior, pois além da ideia original de uma praça de pedágio na Mogi-Dutra, a rodovia Mogi-Bertioga igualmente amplamente utilizada para fins de lazer e trabalho também receberia uma praça paraa cobrança  pela passagem pelo acesso.

Tanto a Mogi-Dutra como a Mogi-Bertioga são rodovias consolidadas, a primeira com duplicação ocorrida alguns anos atrás e a segunda sem um tratamento ou atenções de peso que justifiquem a colocação do ponto de arrecadação, aliás,  em uma via não duplicada.

Para além do fato de que, se houve mudança do projeto nova consulta pública deveria ser efetuada trazendo-se apontamento do impacto das obras, há uma questão que não pode ficar à margem disso tudo, que é a posição manifestada pela população de Mogi das Cruzes em várias ocasiões, em ostensivos protestos e declarações de lideranças da Cidade, associações e políticos que procuraram o Governo de São Paulo e apresentaram a contrariedade fundamentada em vários pontos negativos relativos a instalação.

Pois bem, com tudo isto, em relação ao governador chegamos ao mesmo entendimento de Doria para dizer de arrependimento. Isto proque, ele eleito na Cidade e região. A

Apresentada a ele a oposição quanto ao pedágio, o governador não interferiu e não assumiu resolver a demanda, deixando o assunto nas mãos da Artesp, a qual vai jogar goela abaixo o projeto aos mogianos. A movimentação política ainda não produziu resultados. A população deve ficar unida contra a instalação de pedágio na Cidade, pois a situação política é como uma facada nas costas para não esquecer por ocasião das urnas. Pedágio não! 

Laerte Silva é advogado

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