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ARTIGO

Estamos no limite

Tivemos uma abertura gradual da economia, seguindo os ditos protocolos, porém, isso resultou em um repique no número de mortes e casos, com a situação se agravando

Diego Capua Publicado em 05/05/2021 às 16:00Atualizado há 1 mês

Que passamos por um momento extremamente complicado na área de emprego e renda, isso ninguém pode negar. Quem está empregado certamente vive sob o receio de que a qualquer momento a derradeira notícia de uma demissão possa chegar e aqueles que estão na busca de uma recolocação sentem as dificuldades em achar uma vaga, posto que, devido ao recente recrudescimento das medidas de distanciamento e redução da atividade econômica, a oferta de vagas também acaba por ficar mais restrita.

De certo, uma parte desses problemas já eram imaginados no ano anterior, porém, ninguém contava com a intensidade que que essa situação estaria agora em 2021, posto que, quando do início da quarentena, em meados de março de 2020, a esperança era de que em poucos meses a situação estivesse controlada e a vida tivesse voltado ao normal aos poucos.

Mas não voltou. 

Tivemos uma reabertura gradual da economia, seguindo os ditos protocolos, porém isso resultou em um repique no número de casos e mortes, com a situação ficando mais grave aqui do que em algumas outras partes do mundo. 

Apesar de cada um dos lados de nossa sociedade tentar jogar a culpa em um ou outro político, a culpa, sem sombra de dúvidas, é das pessoas que frequentaram festas clandestinas, se aglomeraram ou não tomaram os cuidados indicados por médicos e sanitaristas.

Agora virão as consequências mais sérias. Governo Federal, Estados e Munícipios estão em uma situação que beira a calamidade. Gastos enormes foram feitos e, agora, com a manutenção da crise, outro serão necessários, porém, o caixa está ainda mais vazio. Sem condições financeiras, o país, em geral, não terá condições de dar subsídios ou incentivos da forma necessária, para que economia inicie um crescimento mais virtuoso. 

Com isso o aumento no nível de empregabilidade demorará a acontecer e mais empresas continuarão a margear a falência. 

Se tivermos uma terceira onda, preparem-se. O que aconteceu até hoje não será nada, pois fatalmente o Brasil inteiro irá quebrar, com o desemprego, a desindustrialização e a pobreza atingindo níveis nunca vistos. Estamos na beira de um precipício.

Ah, mas todo mundo sabe disso! Que bom! Se todos sabem, vamos parar de defender políticos de estimação, seja ele da esquerda, direita, de cima ou debaixo e vamos fazer o que nos compete.

 Mesmo com a reabertura, evite participar de aglomerações, só vá em locais em que você possa ficar distante de outros e não participe de festas clandestinas. Ou você sossega o faixo e para de brigar por quem não merece e se cuida, ou logo, quase todos passaremos fome, menos seu político. 

Diego Capua é advogado

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