Alguns fatores contribuíram decisivamente para que o ex-deputado federal, Valdemar Costa Neto, deixasse o auto-exílio a que vinha se submetendo nos últimos tempos, e voltasse a assumir o comando do Diretório Nacional do PL.

E se é verdade que, mesmo estando sem cargo efetivo dentro da agremiação, Costa Neto jamais deixou de dar as cartas dentro do partido e nas negociações com o governo e outros setores da política federal,  também não se pode negar que o PL vivia uma situação quase surreal: era dirigido oficialmente por um presidente que, na prática, era somente um preposto de Costa Neto, a quem sempre coube a última palavra dentro da legenda.

Até bem pouco tempo, tudo parecia sob o mais absoluto controle do ex-deputado que continuava atuando somente nos bastidores. 

Mas eis que veio um primeiro sinal de descontrole, quando um senador do partido por Santa Catarina, de nome Jorginho Mello, decidiu agir por conta própria e convidar o presidente Jair Bolsonaro para se filiar ao PL. O convite, a princípio, teria agradado ao presidente, a ponto de o partido passar a receber algumas sinalizações vindas diretamente do Palácio do Planalto de que o convite poderia ser aceito.

A experiência, no entanto, dizia a Valdemar que tal comprometimento do partido com Bolsonaro, a essa altura do jogo político, poderia ser, na verdade, um tiro no pé. Afinal, por mais que a filiação pudesse representar benesses para os integrantes do PL junto ao governo, também significaria uma carga cujo peso ainda seria impossível de se avaliar, principalmente em relação à reta final da futura campanha presidencial.

Para colocar as negociações dentro de seus parâmetros e acabar de vez com iniciativas como a do senador catarinense, além de dar ao partido um comando mais pessoal, Costa Neto preferiu trocar as sombras pela ribalta brasiliense, assumindo novamente um cargo que já ocupou por muito tempo, quando o partido ainda engatinhava e ele precisava negociar arduamente para manter o PL vivo e com força política em Brasília.

Costa Neto sempre disse que para sobreviver na política é preciso contar com um partido forte, com representação de respeito  tanto na Câmara quanto no Senado. 

Depois de muito esforço, o PL chegou lá. E, certamente, pensando em ampliar ainda mais o seu poder de fogo é que o ex-deputado se colocou à frente do partido, lugar de onde, na verdade, nunca saiu.

O retorno soa como aviso aos navegantes incautos e mostra queas negociações relativas à sucessão presidencial terão comando único na legenda.

Apenas barulho

O ativista e negacionista Sylvio Marques passou boa parte de terça-feira, com um sistema de som, no Calçadão da rua Paulo Frontin, criticando o fechamento das lojas e convidando as pessoas para um protesto, ontem, diante da Prefeitura e da Câmara Municipal. Além do fechamento do comércio, ele cobrava, em altos brados, “tratamento preventivo” contra a Covid-19, à base de Ivermectina, Cloroquina e outros medicamentos que os cientistas  e médicos infectologistas sempre consideraram inócuos. O resultado de todo esse barulho pôde ser constatado durante o período da tarde de ontem: exatas quatro pessoas compareceram para ouvir os impropérios do Sylvio do Itapeti, condenando também as vacinas. Recebeu a atenção que mereceu.

Bertaiolli, 1º vice

O deputado federal mogiano, Marco Aurélio Bertaiolli (PSD), foi escolhido e empossado, ontem pela manhã, no cargo de 1º vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados, que será presidida por Otto Alencar Filho (PSD-BA). Pelo crivo dessa Comissão deverão passar os principais assuntos relacionados à economia do País, como retomada do crescimento, fortalecimento das micro e pequenas empresas, geração de emprego e abertura de novos postos de trabalho. Bertaiolli, deputado em primeiro mandato, considerou sua eleição uma “grande conquista”. Ele também será membro da Comissão de Saúde, Seguridade Social e Família do Legislativo Federal.

Tratando esgotos

O Consórcio ETE Leste - Mogi foi o vencedor da concorrência para escolha da empresa especializada que ficará encarregada de realizar o projeto executivo e obras de melhorias e ampliação da Estação de Tratamento de Esgotos do Programa + Mogi Ecotietê. A obra, no Parque Centenário, será financiada parcialmente pela Corporação Andina de Fomento (CAF), deverá custar R$ 32.637.774,45. O consórcio vencedor é formado pelas empresas Azevedo & Travassos Infraestrutura e  Infracon Engenharia. A primeira, uma das grandes do País, já atuou na cidade: foi responsável pela implantação do calçadão da rua Flaviano de Melo, nas proximidades do Mercado Municipal, na área central da cidade.