Em um 2020 todo diferente e fora de qualquer projeção, a mensagem de final de ano também é diferente. Sem confraternizações - uma decisão necessária para a segurança de todos nós – a oportunidade de celebrar a vida é compartilhada de outras maneiras.

Esse ano desafiou a todos, exigiu medidas extremas, colocou a tecnologia de vez na rotina das pessoas e mostrou que não temos controle de nada diante da vida. Nos negócios, foi preciso amargar prejuízos, rever planos e aprender na marra a encontrar caminhos alternativos. 

Os números da economia e do mercado de trabalho mostram que, depois do grande baque entre os meses de abril e junho, o desempenho do terceiro trimestre propiciou a recuperação de parte das perdas.  

O PIB brasileiro cresceu 7,7% em relação ao 2º trimestre de 2020. A indústria total registrou avanço de 14,8% e a indústria de transformação alta de 23,7%. 

A projeção da  Fiesp/Ciesp (Federação e do Centro da Indústria do Estado de São Paulo) para esse ano é de uma queda de 4,5% do PIB. 

Para 2021, no entanto, acredita-se num crescimento de 4%. Para tanto, é fundamental a realização da reforma tributária e de reformas fiscais que garantam a sustentabilidade do teto dos gastos e do equilíbrio das contas públicas, como a Reforma Administrativa e a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) Emergencial. 

Em São Paulo, em especial, temos que lutar bravamente contra a decisão do governador João Doria e do secretário estadual da Fazenda e Planejamento Henrique Meirelles, de aumentar o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) para um amplo conjunto de bens e serviços.

 Medida esta que vai impactar o preço final dos produtos e, consequentemente, comprometer o bolso dos consumidores, além de ampliar as chances das empresas se mudarem para outros estados, causando alta no desemprego.

Enfim, sobrevivemos a 2020 e é preciso manter as forças porque 2021 também não será fácil. Enquanto as vacinas não estiverem disponíveis, continuaremos a enfrentar os impactos do coronavírus em todo o mundo, além das dificuldades inerentes ao Brasil e ao Estado de São Paulo. Inclui na conta, ainda, os desafios das novas gestões municipais.

Por isso, deixe se contagiar pelo espírito natalino. Renove a fé, o otimismo e a esperança neste Natal para que, com harmonia, sabedoria e serenidade, possamos fazer de 2021 um Ano Novo diferente e muito melhor.

José Francisco Caseiro é diretor do Sistema Fiesp/Ciesp nas cidades da região do Alto Tietê (ciesp@ciespaltotiete.com.br