A eleição de Vítor Emori como o segundo vereador mais votado da futura bancada do PL na Câmara Municipal acabou por se transformar, para muitos, numa surpresa da eleição passada. Ao conquistar 2.519 votos, Emori ficou atrás somente do veterano vereador Clodoaldo de Moraes, com 3.164 votos. Mas ultrapassou outro candidato já com lastro, o vereador Francimário Farofa Vieira, 2.336 votos, e também o suplente que finalmente conquistou uma vaga de titular, Mauro Mitsuro Yokoyama, o Mauro do Salão, que alcançou 2.335 (um voto a menos que Farofa). O que poucos sabem é a história que antecedeu a candidatura de  Emori ao Legislativo no pleito passado. Quando o PL decidiu que o atual presidente da Câmara, vereador Sadao Sakai seria indicado para vice de Marcus Melo, foi dito a ele que precisaria encontrar alguém para ocupar a sua vaga na Câmara. Alguém de sua confiança e que fosse bom de votos. Sadao teria pensado em alguém mais próximo de sua própria família. A esposa e irmãos rejeitaram a ideia . E foi então que o presidente decidiu optar pelo cunhado, Vitor Emori, que trabalha a seu lado, há algum tempo, no escritório de contabilidade que Sadao mantém no bairro do Shangai. Bem relacionado e  com familiares ligados à comunidade nipônica do bairro do Cocuera, Emori entrou de cabeça na campanha, mas não esperava a ajuda extra que partiu de seu cunhado. Sadao se empenhou como poucos na busca pelos votos, promovendo reuniões e buscando transferir o seu eleitorado fiel para o indicado para seu lugar na Câmara. Ou seja, Sadao buscou unir o útil ao agradável, pois ao mesmo tempo que promovia reuniões para pedir votos para si e para seu colega de chapa, o prefeito Marcus Melo, também aproveitava os encontros para apresentar o seu possível “substituto” na Câmara.  Como muitas dessas reuniões contavam até mesmo com a presença do prefeito, Vitor Emori acabou sendo duplamento beneficiado. E o término da contagem dos votos, na noite do domingo do primeiro turno mostrou que a estratégia adotada por Sadao Sakai, aliada ao esforço pessoal do candidato, não só havia garantido a eleição de Emori, como também colocado o estreante  entre os dois primeiros mais votados da legenda do PL, que foi, junto com o PSDB, a que mais vereadores elegeu no pleito passado: quatro representantes de cada partido estarão na futura legislatura. Quanto a Sadao Sakai, o resultado que levou a eleição de prefeito e vice para o segundo turno não deu tempo sequer para comemorações. Mal terminou a apuração e, imediatamente, teve início uma nova maratona de reuniões para pedir votos, para ele e Melo.

Ausências notadas

Há quem diga que possa até ser preocupação com os riscos de contaminação pelo novo coronavírus, ou até mesmo resultado  direto  da correria pelo segundo turno. Mas não tem passada despercebida de antigos funcionários da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes a ausência dos vereadores eleitos pela primeira vez no pleito passado, nas dependências do Legislativo. Em eleições passadas, era comum a presença constante dos novatos buscando os primeiros contatos, até para se inteirarem de detalhes do Regimento Interno, que é uma espécie de “bíblia” para se entender melhor o funcionamento da Câmara. Tais ausências têm causado estranheza.

Apoio do padre cantor

O padre cantor Alessandro Campos é o mais novo personagem da corrida sucessória do segundo turno para a Prefeitura de Mogi. Está circulando em redes sociais o vídeo  gravado por ele se posicionando em relação ao pleito. A princípio, o religioso católico  lembra do alto índice de abstenção registrado durante o primeiro turno, “por medo da pandemia”, e exorta os mogianos a comparecerem ao pleito do próximo domingo, destacando a importância da participação de todos nos destinos da cidade. “Vamos votar naquele que é o mais preparado para conduzir a nossa cidade para um futuro melhor, que o prefeito Marcus Melo. Domingo não se esqueça: número 45”, diz. o religioso, ao final do vídeo.

Resposta de Caio

Também por vídeo, o candidato Caio Cunha (PODE) respondeu duro às críticas do médico, vereador e pastor evangélico, Péricles Bauab (PL).  “É um grande absurdo ele falar que vou estimular a doutrinação nas escolas. Sou contrário a qualquer tipo de doutrinação, seja ela ideológica , de orientação sexual ou de estímulo da sexualidade”. Caio também citou o presidente do Conselho de Pastores, Miraídes Pena, que estaria enviando mensagens ligando o candidato ao PT. “É um absurdo  dois pastores de nossa cidade usarem de sua influência  e da mentira contra mim para beneficiar o candidato que eles apoiam. É uma vergonha isso que vocês estão fazendo, mentirem para o povo. Eu me envergonho de vocês. Vocês queimam o filme de Jesus”,  disse o candidato.