Faz tempo que não temos um momento tão esperançoso como agora, quando se fala em Câmara Municipal. 

Foram eleitos, parece, uns cinco cidadãos diferentes, novatos, que segundo soube, pensam em Mogi dasCruzes. E isso não depende de vínculo partidário

Não tem nenhum documento que transita na Câmara mais portante que a “Peça Orçamentária Anual”. Aliás, a Lei Orgânica do Município diz claramente, que deve ser esse o principal cuidado do do Vereador, participando da sua feitura, das audiências públicas obrigatórias, compatibilizando com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e fiscalizando o seu cumprimento no executivo.

Em 2021, eu recomendaria  como meta para estes privilegiados  cidadãos, que estudassem consistentemente e com afinco, um pouco de “Contabilidade Pública” ou tivessem em seus quadros auxiliares, quem pudesse indicar caminhos para  apresentarem “emendas” as rubricas estabelecidas, com consistência, com argumentos e com bases contábeis para remanejar as dotações e serem melhores adequadas.

Não é possivel que entra e sai legislatura e se continue dotando as secretarias de Cultura e Meio Ambiente com ridículos percentuais em uma receita muito expressiva de R$ 1.8  bilhão.

Isso é retrógrado, mostra quem somos e o que representamos para o nosso município.

E acima de tudo, escancara  o quanto os vereadores “não”estão compromissados com estes segmentos.

Aqui existe uma cultura tão intensa e pródiga, que ninguém se dá conta, porque ninguém a conhece.

Ficam dois ou três heróicos munícipes em um desgaste imenso, secretariando sem respaldo, mendigando promotores, fazendo milagres, às vezes prejudicando a família, para “se queimarem” literalmente, e no fim serem taxados de incompetentes.

E na área do Meio Ambiente, é só ser um pouquinho mogiano pra ver onde estamos localizados, a razão da nossa saúde, prazer, bem estar e comodidade para a nossa família e filhos. Precisam rever isso, imediatamente.

Assim, se tivesse de dizer alguma palavra para estes novatos eu diria: se preparem exaustivamente para proporem “emendas” no Projeto Orçamentário de 2021, para o exercício de 2022”, rompam com essa inércia confortável e idiota de que os números e destinações estejam absolutamente corretos.

Não estão, tenho certeza que sobra muito em outras rubricas para beneficiar o fundamental daquilo  que somos hoje: a natureza e a cultura.

E qie possamos entregar para os nossos filhos, um  Município bem melhor daquele que recebemos ontem e vivemos hoje. Não esqueçamos: O homem é parte intrínseca da natureza e a Cultura as suas raízes.

 

José Arraes é presidente do Instituto Cultural e Ambiental do Alto Tietê (Icati)