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A MOGI DO FUTURO

"Viva Mogi 2" promete concluir o anel viário e outras obras com R$ 330 milhões

Novo financiamento solicitado pela Prefeitura ao CAF, Banco de Desenvolvimento da América Latina deve garantir projetos como um terminal de ônibus em César de Souza

Eliane José
20/03/2022 às 11:00.
Atualizado em 20/03/2022 às 17:48

Novo financiamento solicitado pela Prefeitura de Mogi poderá injetar R$ 330 milhões nos cofres mogianos para obras viárias, de saneamento e mobilidade urbana (Foto: Eisner Soares / O Diário)

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A MOGI DO FUTURO

"Viva Mogi 2" promete concluir o anel viário e outras obras com R$ 330 milhões

Novo financiamento solicitado pela Prefeitura ao CAF, Banco de Desenvolvimento da América Latina deve garantir projetos como um terminal de ônibus em César de Souza

Eliane José
20/03/2022 às 11:00.
Atualizado em 20/03/2022 às 17:48

Novo financiamento solicitado pela Prefeitura de Mogi poderá injetar R$ 330 milhões nos cofres mogianos para obras viárias, de saneamento e mobilidade urbana (Foto: Eisner Soares / O Diário)

A Prefeitura de Mogi das Cruzes está em busca de novo financiamento milionário para o início de um pacote de obras viária (conclusão do anel viário, numa extensão de 8 quilômetros, em duas faixas e duas pistas cada uma delas), de mobilidade urbana (um terminal de ônibus e estradas rurais), saneamento básico (para regiões do Cocuera e Oropó) e meio ambiente (Parque do Brejinho). Esses projetos serão integrados ao programa Viva Mogi (o antigo Mogi+Ecotietê). Se aprovado o pedido de recurso financeiro à Cooperação Andina de Fomento (CAF) - Banco de Desenvolvimento da América Latina, o governo municipal terá acesso a R$ 330 milhões, que se somarão aos R$ 350 milhões autorizados em 2020 para investir na região leste entre Cocuera, Socorro, Nova Mogilar e César de Souza, e apostar no desenvolvimento de perímetro entre as rodovias Mogi-Bertioga, Mogi-Salesópolis e Mogi-Guararema.

Os cofres da Prefeitura de Mogi serão irrigados nos próximos meses e anos - caso seja liberado o financiamento - com R$ 680 milhões.

(Fonte: Prefeitura de Mogi)

Os passos iniciais para a obtenção desses recursos financeiros foram dados com a solicitação, entre outras coisas, a aprovação do Cofiex (Comissão de Financiamentos Externos) do Ministério da Economia, que dá o aval para a solicitação de financiamento internacional - neste caso, ao CAF. Em outubro passado, uma carta consulta ao órgão federal foi aprovada. Nesta semana que passou, 10 técnicos do banco latino-americano de escritórios de Brasília e de Montevidéu realizaram uma visita a Mogi das Cruzes para conhecer os planos, os locais das intervenções e dar encaminhamento à análise do pedido.

(Fonte: Prefeitura de Mogi)

O governo municipal segue o mesmo percurso cumprido para a liberação dos recursos da primeira fase do Viva Mogi, assinado em setembro de 2020, com a liberação de US$ 69,4 milhões para a execução das propostas executivas e processos de licenciamentos ambientais de intervenções como parques, avenidas e a ampliação da capacidade da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de César de Souza, instalada ao lado do Parque Centenário - o primeiro serviço, de fato, já em execução.

 Os primeiros módulos para o uso do recurso estimado em R$ 350 milhões estão em processos de busca de autorizações ambientais e preparo de licitações. Esse é o caso do início da construção dos parques ao lado do rio Tietê, que se conectarão ao Centenário (que será, inclusive, ampliado na margem direita do Tietê), na região das avenidas Antonio Almeida e Waldemar Costa Filho.

(Fonte: Prefeitura de Mogi)

Anel viário

Esse dinheiro, com chance concreta de ser liberado e engordar o erário, vai tirar da gaveta os quilômetros finais do anel viário que tem ponto inicial na avenida Pedro Romero, entre César e o Rodeio, e prossegue pela Ponte Grande e Braz Cubas, terminando na Mogi-Bertioga.

A meta será interligar a rota para o litoral até a Mogi-Salesópolis, no chamado Trecho Sul, com 4,1 quilômetros, ao longo da estrada Jinishi Shigueno; e, desse ponto em diante, no Trecho Sudeste, abrir outros 3,9 quilômetros do acesso que irá se conectar à avenida Presidente Castello Branco, envolvendo inclusive uma área de 600 metros com a passagem sobre o Rio Tietê, e fechando o círculo viário ao chegar em César de Souza (rota para a Mogi-Guararema). 

A ligação entre esses dois pontos, pretende conter o gargalo do trânsito de César. Tão importante quanto isso, será desenvolver uma grande faixa da região da cidade onde estão bairros como o Caputera e estradas vicinais do cinturão verde de Cocuera - assim como ocorreu com a via perimetral.

A Prefeitura planeja erguer o terceiro terminal de ônibus municipal, em César, nas proximidades da linha ferroviária - a cidade segue reivindicando ao  Estado a extensão da linha de trem de passageiros entre Estudantes e o distrito que já recebeu milhares de moradores e seguirá como destino de empreendimentos residenciais e comerciais.

Agro e turismo

Com os investimentos, a gestão anuncia os projetos de saneamento básico com coletores-tronco na região do córrego Oropó e adutora de água entre o Cocuera e o Conjunto Toyama; além da melhoria das estradas vicinais do Cocuera.

Aposta para fomentar a economia por meio da agricultura e do turismo rural será a instalação de um Centro de Tecnologia para estimular a produção rural.
O prefeito Caio Cunha (PODE) resumiu, no site da gestão municipal, essa etapa: “O Viva Mogi vem avançando e se tornou uma marca da Prefeitura que agrega valores permanentes, como a qualidade de vida da população e a reconexão dos cidadãos com o município. Este novo conjunto de obras complementa o Viva Mogi e trará investimentos, progresso e geração de empregos”.

Entre as novidades está o Parque do Brejinho

A segunda etapa do Viva Mogi almeja concretizar a visão estratégica do Plano Diretor com obras estruturantes para o desenvolvimento urbano, social e econômico e que serão realizadas no pós-pandemia, como afirma o arquiteto Claudio de Faria Rodrigues, secretário municipal de Planejamento. “Trata-se de uma linha de ações que a gestão municipal adota para potencializar de Mogi das Cruzes e instalar a cidade em um novo patamar de regional e estadual como referência por promover o desenvolvimento sustentável”.

Além dos projetos já em andamento com licenciamentos próximos de serem aprovados, segundo ele, a etapa futura do Viva Mogi irá complementar obras como a interligação da nova avenida paralela à via Ricieri José Marcatto, em César (chamado corredor leste) ao anel viário que poderá ser finalizado com a extensão de 8 quilômetros da via perimetral, com duas pistas e duas faixas, no mesmo modelo existente entre César de Souza e o Residencial Rubi.

Rodrigues afirma que, além do anel viário, esses projetos miram o desenvolvimento do meio ambiente, saneamento básico e setores econômicos como a agricultutra e turismo rural de Cocuera (veja matéria nesta página).

Há objetivos, por exemplo, como a criação de ciclovia, a inserção digital dessas regiões com a conectividade à internet e sistemas que irão modernizar e dar maior segurança às estradas vicinais que ganharão 500 postes de iluminação em LED.

Na área agrícola e do turismo rural, essa fase busca vitaminar o empreendedorismo em Cocuera e áreas ainda não desenvolvidas que abarcam o entorno do traçado o anel viário, que ligará bairros como Caputera, Cocuera e César de Souza (ao lado da avenida Castello Branco).

Entre as novidades, está a interligação da Apa do Rio Tietê, por meio da atenção ao Brejinho de César de Souza, um corredor ambiental de rica diversidade - ali, surgirá o Parque do Brejinho.

“O plano tem uma estratégia ambiental com o objetivo de preservar a Apa do Rio Tietê, onde a passagem de pássaros e outras espécies compõem as florestas urbanas da cidade, com maciços vegetais que serão conectados e protegidos”, diz o secretário.

Esses estudos e promessas de foram apresentados durante três dias aos representantes do CAF que realizaram uma missão de avaliação técnica em Mogi das Cruzes, e foram recebidos por secretários, vereadores e o prefeito Caio Cunha.

Além dos dados sobre as obras, os visitantes conheceram esses pontos e puderam recolher impressões que, agora, serão avaliadas pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina. A aprovação, espera-se, poderá ser mais ágil porque a Prefeitura de Mogi viveu essa mesma experiência quando aprovou a primeira fase do Viva Mogi. 

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