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PROTESTO

Vereadores repudiam violência contra mulheres

Parlamentares destacaram o assassinato da jovem grávida, encontrada na Volta Fria, e o caso do procurador municipal, que agrediu brutalmente uma colega de trabalho, também procuradora na cidade de Registro

O Diário
23/06/2022 às 18:24.
Atualizado em 23/06/2022 às 18:48

Casos de violência foram relatos por vereadores durante a sessão da Câmara (Divulgação/CMMC)

A Câmara de Mogi aprovou, durante a sessão desta quarta-feira (22), uma moção de repúdio contra casos de violência, como a morte da jovem Cintía Silva dos Santos, 22 anos, cujo corpo foi achado dentro de uma mala à beira da Estrada da Volta Fria. O documento de protesto é de autoria dos vereadores Inês Paz (PSOL), Edson Alexandre Pereira (MDB) e Iduigues Martins (PT).

Na moção, a vereadora Inês, relata o episódio da jovem que desapareceu no sábado (18) e estava grávida. “Quando ainda não tínhamos digerido a triste notícia do assassinato de Cintia, levamos mais um soco no estômago. Isso por causa dos vídeos que circularam por todas as redes, nos quais o procurador municipal Demétrius de Oliveira Macedo, de 34 anos, agrediu brutalmente, sem nenhum pudor, uma colega de trabalho, também procuradora municipal: Gabriela Samadello Monteiro de Barros de 39 anos, na cidade de Registro interior de São Paulo”, diz o documento.

O vereador Iduigues também comentou a violência contra a procuradora em plenário: “O Brasil está chocado com aquele vídeo, com aquelas agressões brutais contra a procuradora na cidade de Registro. O problema é que, infelizmente e lamentavelmente, todos os dias vemos cenas como aquelas, todos os dias ocorrem feminicídios, agressões morais e físicas e parece que isso está se naturalizando. No Brasil estamos normalizando a barbárie”, criticou.

“Como diz nossa propositura é um soco no estômago. Sabemos que no nosso país há uma violência gratuita, que em nada contribui com a nossa evolução. E essa casa repudia esse tipo de ação”, corrobora Edinho.

O assunto chamou atenção de outros parlamentares durante a sessão. “É lamentável termos que fazer mais uma moção, parece que está sempre se repetindo a história de violência contra a mulher. Assistindo ao noticiário só vemos notícias de violência, motorista de aplicativo que não cabendo a cadeira da criança, atropela a solicitante, como ocorreu aqui em Suzano. Nós não podemos mais aceitar esse tipo de violência, que políticas públicas podemos fazer sobre isso?”, questionou a vereadora Fernanda  Moreno (MDB).

Para o vereador Francimário Vieira, o Farofa (PL), é inadmissível que um funcionário do alto escalão da cidade de Registro tenha uma postura violenta diante dos demais servidores públicos. “Eu tenho trabalhado muito junto com nosso deputado e o Tribunal de Justiça de São Paulo para instalação de uma vara específica da violência contra a mulher, aqui em Mogi, para darmos andamento mais rápido aos processos. Temos defendido as causas das mulheres, e precisamos colocar um freio nisso e lembrar que o lugar de agressor é na cadeia”, ressaltou.

A vereadora Malu Fernandes (SD) disse que há diversos tipos de violência que a mulher sofre e muitas vezes são minimizadas. “Muitas vezes a gente ignora as manifestações violentas que antecedem as agressões físicas. E a gente só repudia quando chega a esse ponto de tirar a vida de uma pessoa ou causar traumas profundos”, observou a parlamentar, acrescentando que é preciso falar sobre o que antecede, a violência psicológica.

“Eu não consigo deixar de pensar que uma família bem estruturada, capaz de dar carinho, amor, incutir valores e virtudes numa criança seja capaz de formar um cidadão assim, a não ser que seja um doente psicopata. Mas, o que temos visto são pessoas normais cometendo crimes bárbaros. Precisamos urgentemente de políticas públicas voltadas ao auxílio da estruturação da família, porque é nela que nascem os futuros cidadãos”, finalizou o vereador Johnross Jones (PODE).

O documento legislativo será encaminhado à titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Mogi, Luciana Amat, à presidente da OAB do estado de São Paulo, Maria Patricia Vanzoline Figueredo, à presidente do Conselho da Mulher de Mogi das Cruzes (Comulher)), Vania Pereira, entre outras autoridades.

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