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PEDÁGIO NÃO

Vereador Osvaldo Antonio da Silva assina carta de número 30 contra pedágio

Diariamente, desde 1º de maio, o jornal traz uma carta escrita por liderança ou representante da sociedade civil de Mogi das Cruzes e cidades do Alto Tietê

O DiárioPublicado em 14/06/2021 às 19:00Atualizado há 2 meses
Foto: divulgação / CMMC
Foto: divulgação / CMMC

O vereador Osvaldo Antonio da Silva (Republicanos), da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, assina a carta publicada nesta terça-feira (15) por O Diário endereçada ao Governo do Estado de São Paulo com argumentos contrários à instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra.

Diariamente, desde 1º de maio, o jornal traz uma carta escrita por liderança ou representante da sociedade civil de Mogi das Cruzes e cidades do Alto Tietê, apontando os prejuízos que a praça de cobrança poderá provocar ao município e à região.

O texto não tem interferência editorial do jornal e apresenta as justificativas e defesas do próprio convidado que utiliza o espaço para expor seus argumentos contra o pedágio.

Ao Governo do Estado

Venho por meio desta carta aberta lembrar que os mogianos estão no caminho certo. O caminho da luta! 

Mogi das Cruzes é uma cidade que prospera em inúmeros aspectos, exemplo disso, nossa agricultura é um modelo de sucesso e referência. Somos uma cidade unida composta por milhares de munícipes trabalhadores, honestos, empenhados e dedicados a contribuir para o crescimento e desenvolvimento da cidade. 

As cidades vizinhas que nos rodeiam e seus habitantes também são beneficiados com o nosso progresso, afinal todos acabam ganhando em vários aspectos, como: empregabilidade, acessibilidade, investimentos, etc.

E por falar em benefícios, o que um pedágio em Mogi traz de vantagem para a nossa cidade? Nada, óbvio.  Mas quero mostrar alguns motivos suficientes para que isso não aconteça:

1º: o pedágio afeta diretamente o bolso dos mogianos que diariamente precisam se locomover para trabalho, estudo, ir ao mercado ou hospital. Alguns bairros de baixa vulnerabilidade, como a Chácaras Guanabara, também são extremamente prejudicados com essa implementação, pois aprofunda a desigualdade social e dificulta a locomoção para área central da cidade.

2º: O pedágio implantado em Mogi vai direcionar o dinheiro do mogiano para melhorias em locais distantes, ou seja, retorno zero para Mogi. 

3º: O pedágio influencia na empregabilidade, encarecendo o custo do transporte para algumas empresas, como o Distrito Industrial do Taboão, que será diretamente impactado por essa decisão.

4º: O pedágio prejudica os agricultores que usam a rodovia para transportar e abastecer os comércios da região, aumentando o custo do frete e consequentemente interferindo no valor final da mercadoria. 

Poderia continuar citando inúmeras situações, mas a finalidade dessa carta e deste movimento é que o governador João Doria não feche os olhos para nossa cidade e não se esqueça que os munícipes e a evolução de Mogi das Cruzes são mais importantes do que qualquer interesse político. Pedágio Não!

Atenciosamente,  

Osvaldo Antonio da Silva Vereador (Republicanos) da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes

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