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RELIGIOSIDADE

Tradições da Festa do Divino passam de geração a geração

Com mais de 400 anos de história, o evento mogiano também carrega as memórias das famílias da cidade

Mariana Acioli
27/05/2022 às 15:11.
Atualizado em 28/05/2022 às 20:18
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RELIGIOSIDADE

Tradições da Festa do Divino passam de geração a geração

Com mais de 400 anos de história, o evento mogiano também carrega as memórias das famílias da cidade

Mariana Acioli
27/05/2022 às 15:11.
Atualizado em 28/05/2022 às 20:18

A Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes, que teve abertura nesta quinta-feira (26), reuniu fiéis que já há dois anos não podiam frequentar o evento em razão das restrições da pandemia. Agora, retomando as tradições anteriores à Covid-19, a cidade pode, mais uma vez, ter as ruas enfeitadas pelas bandeiras durante a passeata e a abertura do Império, na praça Coronel de Almeida.

(Crédito: Mariana Acioli)

A praça, ponto central de Mogi, esteve lotada daqueles fiéis que são frequentadores de décadas da festa e também daqueles que foram conhecer pela primeira vez o evento histórico do município.

Este é o caso de Adriano Galluci Garcia, que se mudou para a cidade há pouco tempo e esse ano acompanhou de perto a abertura da Festa do Divino. “É a minha primeira vez acompanhando desde o início, mas já fazia alguns anos que ouvia falar dessa festa e ficava curioso. Hoje foi muito emocionante e pretendo continuar acompanhando os próximos dias”, comentou, animado, segurando uma bandeira do Divino Espírito Santo ainda nova.

Histórias como a de Adriano são comuns, mas há também inúmeras contadas por devotos que, passando à frente a tradição, não ficam sem celebrar a data.

“Já tem mais de 20 anos que frequento a festa e tenho incentivado minha família também a vir. Minha neta até pediu uma bandeira para ela, disse que ia fazer”, contou a aposentada Daisy de Oliveira Lourdes que, enquanto falava a O Diário, segurava a sua bandeira de 15 anos.

A devota, assim como muitos religiosos, durante a pandemia, mantiveram as rezas em casa, sem deixar de celebrar o Espírito Santo, como ela mesma descreveu. “Esse ano estamos voltando e, graças a Deus, com saúde. Estamos eufóricos por esse momento e durante a pandemia sentimos muita falta”, ressaltou.

Assim como Daisy, Marlene Fernandes Rodrigues, outra aposentada e frequentadora da festa, é uma das fiéis que têm passado a tradição da festividade mogiana à frente. “Cheguei a Mogi por volta de 1984 e, desde essa época frequentava casas junto da minha amiga que era rezadeira, agora eu estou como rezadeira desde 2010”, releva.

Como a maioria dos que estava presente, Marlene tinha uma bandeira em mãos. “Essa toalhinha com que é feita a bandeira era do meu avô, Joaquim, que há muitos anos frequentava a festa e era devoto fervoroso”, conta, enquanto mostrava a bandeira bordada com retalhos recentes.

“Há quatro anos, eu estava precisando enfeitar a bandeira para poder participar da alvorada. Ele estava em casa e fez isso por mim. Pouco tempo depois, ficou internado durante dois meses. Enquanto nem os médicos acreditavam, hoje ele está bem e trabalha”, relembrou Marlene. “Eu chorava todos os dias, mas acreditava que ele ainda voltava para casa”, falou com os olhos encharcados de emoção.

Para Marlene, diferente de alguns devotos que participavam das atividades online nas edições da Festa do Divino que aconteceram nos últimos dois anos, a tecnologia não foi uma boa aliada, o que contribuiu para aumentar as expectativas para esse retorno. “Eu não conseguia, como rezadeira, participar dos eventos online, então encontrava com o meu grupo de rezadeiras na Capela da Nossa Senhora dos Remédios e de lá, ligava para algumas famílias avisando que estaria intercedendo por elas naquele dia”, compartilhou a fiel.

Agora, como enfatiza Marlene, esse ano é de agradecimento pelo retorno com saúde e junto das pessoas queridas, já ansiando pelos próximos dias da festa que, apesar de algumas apresentações e a quermesse ainda estarem de fora, não enfraqueceram a fé daqueles que já têm o evento como mais do que uma tradição na vida.

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