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Balanço

Saúde de Mogi presta contas relativas ao 2º quadrimestre do ano

De janeiro a agosto, o valor total arrecadado para ser utilizado em ações e serviços públicos de saúde foi de R$ 693.536.567,63, o que representa 76,85% do previsto para o ano, que é de R$ 902.481.400,00.

Larissa RodriguesPublicado em 28/09/2021 às 13:30Atualizado há 19 dias
A Secretaria de Saúde prestou, nesta terça, contas relativas ao 2º quadrimestre do ano / Divulgação - Prefeitura de Mogi
A Secretaria de Saúde prestou, nesta terça, contas relativas ao 2º quadrimestre do ano / Divulgação - Prefeitura de Mogi

Em audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (28), na Câmara Municipal, a Secretaria de Saúde de Mogi das Cruzes prestou contas referentes ao 2º quadrimestre deste ano. A chefe da pasta, Andréia Gomes Vital Godoi, foi acompanhada pela equipe técnica diretiva, que apresentou os levantamentos de cada setor da Secretaria.

Atualmente, a cidade conta com 22 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 13 Estratégias de Saúde da Família, 3 Estratégias de Agentes Comunitários de Saúde, 20 Unidades Especiais – que incluem o Mãe Mogiana, a Cure 192, o Pró-Mulher, a Unica Ambulatorial, Unica Fisio, AACD, AME e outros equipamentos – 7 Unidades de Saúde Mental – que são o Ambulatório Municipal de Saúde Mental, CAPS II, CECCO, CAPS AD, CAPS Infantil e Residência Terapêutica – e também com o Hospital Municipal, que funciona em Braz Cubas, além de 7 Unidades de Pronto Atendimento – que são os Pronto Atendimentos 24 horas do JD. Universo e de Jundiapeba, as UPAs 24 horas do Rodeio e Oropó, o Pronto Atendimento do HMMC (COVID-19), Pró-Criança e Pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia.

Para dar conta de todos os serviços, está previsto que o total das receitas para apuração da aplicação em ações e serviços públicos de saúde será de R$ 902.481.400,00, em 2021. Entre janeiro e agosto – ou seja, somados os dois primeiros quadrimestres – este valor acalçou os R$ 693.536.567,63, o que representa 76,85% da previsão.

“Por mais que esses valores pareçam altos, não são. Porque a demanda é muito grande, principalmente em anos de pandemia, e nós precisamos de muito investimento. Ainda temos até dezembro para usar o restante do orçamento”, disse a secretária de saúde.

Mogi tem hoje convênios com quatro organizações sociais que atuam na administração dos equipamentos municipais, sendo elas a Cejan, a Fundação ABC, a INTS e a Pró-Saúde.

Em relação à atenção primária, os atendimentos diminuíram na comparação entre o 1º e o 2º quadrimestre deste ano. No médico clínico, as consultas caíram de 84.436 para 58.911; no ginecologista e obstetra foram de 37.013 para 31.705; no dentista diminuíram de 20.148 para 16.431. Essa queda, de acordo Danilo Kfouri Ennes, diretor do departamento de rede básica, essa queda se deu pela segunda onda do novo coronavírus, quando agendamentos precisaram ser desmarcados.

“Nós trabalhamos para que os mogianos sejam atendidos da melhor maneira possível e vamos continuar fazendo isso. Infelizmente, ficamos com a agenda represada um ano e meio, então, é claro que existe uma fila grande de espera para consultas e outros procedimentos. O Brasil parou e com a Saúde não foi diferente disso. A gente sabe que a Saúde não espera e, por isso, buscamos maneiras de dar vasão a essa fila existente”, garantiu Andréia.

A secretária de Saúde revelou que a Unica de Jundiapeba tem capacidade de realizar pequenos procedimentos. Como a unidade já conta com uma fila de espera de cerca de 1 mil pessoas, a pasta deverá dar início ao atendimento desses munícipes – fazendo pouco mais de 300 procedimentos por mês – para que até o final do ano essa espera seja finalizada e outros pacientes possam ser atendidos por lá, dando andamento à espera municipal.

No Hospital Municipal, os atendimentos deverão ser iniciados pelas demandas de ginecologia, que se apresentam em maior número. A Santa Casa também está retomando alguns procedimentos.

Vacinação

Sobre a cobertura vacinal da Covid-19, Andréia afirmou que até o final deste ano 100% dos mogianos deverão ter tomado, ao menos, a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Caso o envio de doses continue sendo feita da mesma maneira pelo Governo do Estado de São Paulo, as segundas doses também deverão ser todas aplicadas até dezembro, segundo a secretária.

“Nós também continuaremos com o trabalho de busca ativa por aqueles que ainda não se imunizaram. Começamos esse trabalho em setembro e faríamos somente neste mês. O objetivo principal era completar a imunização e levar o serviço para aqueles que não têm acesso ao agendamento. Mas, como descobrimos que muitas pessoas ainda não tinham tomando nem mesmo a primeira dose, vamos continuar com o trabalho”, afirmou.

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