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ESPECIAL MOGI 462 ANOS

Região da avenida Fumio Horii deve se transformar em nova cidade até 2050

Empreendimentos como prédios de apartamentos, comércios e parque estão previstos entre a Vila São Francisco e Jundiapeba

Carla Olivo
01/09/2022 às 10:37.
Atualizado em 01/09/2022 às 10:37

Avenida Fumio Horii, que inicialmente se chamava avenida das Orquídeas, deve receber condomínios de apartamentos, estabelecimentos comerciais e serviços, além de equipamentos públicos nas próximas décadas (Foto: arquivo / O Diário)

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ESPECIAL MOGI 462 ANOS

Região da avenida Fumio Horii deve se transformar em nova cidade até 2050

Empreendimentos como prédios de apartamentos, comércios e parque estão previstos entre a Vila São Francisco e Jundiapeba

Carla Olivo
01/09/2022 às 10:37.
Atualizado em 01/09/2022 às 10:37

Avenida Fumio Horii, que inicialmente se chamava avenida das Orquídeas, deve receber condomínios de apartamentos, estabelecimentos comerciais e serviços, além de equipamentos públicos nas próximas décadas (Foto: arquivo / O Diário)

A região da avenida Fumio Horii, antiga avenida das Orquídeas, entre a Vila São Francisco, em Braz Cubas, e as proximidades da estação ferroviária de Jundiapeba, deve se transformar em uma ‘nova cidade’ até 2050.

Às margens da via inaugurada em julho de 2019 e que se tornou alternativa - já bastante utilizada - à movimentada SP-66, antiga estrada São Paulo-Rio de Janeiro, está planejada a implantação de um grande loteamento onde deverão ser construídos vários condomínios de apartamentos. 

Para atender aos novos moradores, a região também deverá contar com a instalação de  estabelecimentos comerciais e de serviços, equipamentos públicos, obras de infraestrutura, parque e áreas verdes para preservação ambiental, além do acesso facilitado à estação ferroviária Braz Cubas, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

“A área da avenida das Orquídeas será uma nova cidade, em um horizonte até 2050, quando Mogi deve atingir 750 mil moradores em função deste grande loteamento da família Horii e do empreendimento da Helbor, na Fazenda Rodeio, que já está mais adiantado. Estes serão os dois principais vetores de crescimento de Mogi das Cruzes nas próximas décadas”, explica o secretário municipal de Planejamento e Urbanismo, Cláudio Rodrigues. 

Segundo ele, a área que compreende as margens da avenida das Orquídeas até o limite com o rio Jundiaí, de propriedade da família Horii, deve ser dividida em lotes grandes, com cerca de 3 mil metros quadrados cada um, para a construção de vários prédios de apartamentos. 
“O pré-projeto ainda não foi oficialmente apresentado na Prefeitura. Atualmente, são realizadas prospecções, com um olhar mais à frente e direcionado a projetos âncoras, para que a médio prazo possa ser desenvolvida uma cidade multifuncional neste local, reunindo empreendimentos residenciais, comerciais e de serviços”, destaca o secretário.

Neste caso, o adensamento urbano, também na visão de Rodrigues, deve ocorrer mais próximo à estação de trem, com o objetivo de atender ao conceito de centralidade. “Desta forma, esta porção da linha férrea acabará sendo qualificada, com uma nova centralidade para aquelas regiões, tanto da avenida das Orquídeas, como também de Jundiapeba”, avalia.

Outra novidade prevista para aquela nova área é a implantação de um parque de lazer - o segundo naquela região (o primeiro é o Leon Feffer) para receber os moradores, e também de áreas verdes, atendendo as exigências dos licenciamentos para a localidade. 
A doação da área de 15 mil metros quadrados, pela família Horii, para a construção do Santuário Nossa Senhora Desatadora dos Nós (leia mais na página ao lado) já é o primeiro passo do amplo projeto de ocupação desta parte da cidade. “É um olhar muito estratégico para aquela região que, no futuro, poderá contar até com um novo hospital, empresa de tecnologia e outras, porque este é o horizonte que o município precisa”, diz Rodrigues.

Ainda na avaliação do secretário, não é viável ter apenas projetos para a construção de novas moradias nestes locais. “O nosso grande desafio é proporcionar o desenvolvimento econômico, gerando renda e receita no município, porque senão Mogi voltará a ser apenas uma cidade dormitório”, alerta.

Enquanto estes projetos não saem do papel, o que também é resultado das consequências da pandemia de Covid-19 no cenário econômico, uma parte considerável da margem direita da avenida aberta há três anos, para quem segue no sentido Mogi-Suzano, já tem se transformado em área de lazer, principalmente aos finais de semana e também nos feriados. 

Nestes dias, quem passa de carro pela via pode ver dezenas de grupos de pessoas, inclusive alguns vindos de outras cidades da região do Alto Tietê, que se reúnem nos terrenos vagos ao lado da avenida e ciclovia para a realização de atividades esportivas e de lazer familiares. A programação inclui soltura de pipas, brincadeiras com bola e outras, piquenique e até churrasco. 

Além disso, moradores das proximidades da avenida também costumam frequentar esta área, que conta com sombras proporcionadas por várias árvores e é cercada pela vegetação, para a prática de atividades esportivas e convívio ao ar livre.

Santuário marca o início da ‘nova cidade’

Santuário provisório de Nossa Senhora Desatadora dos Nós recebe milhares de pessoas nas missas de cura e libertação (Foto: arquivo / O Diário)

O Santuário provisório de Nossa Senhora Desatadora dos Nós, às margens da avenida Fumio Horii - antes avenida das Orquídeas -, em Braz Cubas, marca o início da ocupação da área que deve se transformar em uma ‘nova cidade’ até 2050, com a construção de condomínios de apartamentos, instalação de estabelecimentos comerciais e serviços, além de equipamentos públicos.

Desde a inauguração, em 19 de maio último, o santuário tem reunido milhares de pessoas, vindas em caravanas de outras cidades do estado de São Paulo e também da Bahia, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro, para acompanhar as missas de cura e libertação comandadas pelo padre Jonatas Pereira Diniz, todas as quintas-feiras, às 19h30, e sábados, às 19h. Aos domingos, acontece a celebração convencional, às 18h. 

As missas são realizadas em um galpão de mil metros quadrados, fechado e com lonas nas laterais e no teto, instalado na área de 15 mil m², cedida pelos empresários Fumio Horii e Hissao Horii para construção do santuário definitivo, que tem projeto arquitetônico doado pelo arquiteto Ciro Pirondi, diretor da Fundação Oscar Niemeyer, ambas a partir da intermediação do presidente da 17ª Subsecção da OAB de Mogi, Dirceu do Valle. 

“A proposta é construir, além da igreja principal, duas capelas, uma em louvor a São Francisco de Assis, padroeiro da ecologia, e outra a Santo Ivo, padroeiro dos advogados, promotores e juízes. O local também contará com projetos sociais para a comunidade. Enquanto isso, visitamos famílias da Vila Estação e de outros locais vizinhos, levando alimentos e oração”, diz o padre. 

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