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ATOS GOLPISTAS

Psicóloga do CDP de Mogi está entre os presos por ataques em Brasília

Ana Dantas que atuava no Centro de Detenção Provisória, no bairro do Taboão, além de empresário e professora de Mogi estão detidos no DF

O Diário
23/01/2023 às 17:54.
Atualizado em 27/01/2023 às 14:21

Bloqueio de bens de participantes nos atos antidemocráticos será usado na reparação dos danos deixados nos prédios públicos (Marcelo Camargo - Agência Brasil)

(Erramos - Na primeira versão dessa matéria, no primeiro parágrafo, por um erro de grafia, foi publicado Ana Pontes e não Ana Dantas, como sendo o nome da profissional do CDP de Mogi das Cruzes, investigada pela Polícia Federal. O erro foi corrigido e pedimos desculpas à psicóloga Ana Pontes). 

A terceira pessoa da região de Mogi das Cruzes identificada entre os 942 presos provisoriamente por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) após os atos golpistas e violentos registrados na Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro, em Brasília, é a psicóloga Ana Dantas, que, segundo apurou O Diário, atua no Centro de Detenção Provisória, o CDP de Mogi das Cruzes, localizado no bairro do Taboão. Após procedimento administrativo, ela poderá ser afastada do cargo com a suspensão da remuneração.

As demais pessoas investigadas de Mogi das Cruzes são a professora Sheila Mantovanni e o empresário Hedio Minoru Hiratuka, ambos estão presos e são alvo de pedidos feitos pela Polícia Federal para o bloqueios de bens. Além deles, um eletricista, José Romilson Magalhães Faria, também está entre os que respondem pelos atos antidemocrátivos, porém, ele, foi solto em decisão anunciada na sexta-feira, mas responderá pelos crimes. 

Sheila e Hedio também são investigados por suspeita de financiamento dos atos antidemocráticos que tiveram a participação de um grupo de mogianos que partiu em um ônibus e em três carros com destino ao Distrito Federal no final de semana do dia 8 de janeiro. Alguns retornaram para a cidade, outros foram liberados.

A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal não divulga, até o momento, a cidade de origem dos investigados, apenas o estado.

A psicóloga Ana Dantas estava na lista dos detidos e, posteriormente, após as audiências de custódia, consta entre os manifestantes que tiveram a prisão em flagrante convertida a preventiva (veja reportagem aqui).

A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo confirmou que a psicóloga atuava, até então, no CDP mogiano. Ali, ela começou a trabalhar no dia 14 de janeiro do ano passado.

Diante da ausência ao trabalho, o CDP de Mogi instaurou um procedimento administrativo para apurar a situação da profissional, que está recebendo faltas injustificadas por não comparecer à unidade. 

A pasta informou, ainda, que do CDP de Mogi, ela é a única colaboradora que figura entre os participantes dos atos em Brasília (veja nota abaixo).

Há poucos registros da psicóloga em redes sociais, mas em uma plataforma de contatos profissionais aparece o nome da profissional que estudou na Universidade Braz Cubas (hoje, Centro Universitário), com especialização no Instituto de Psiquiatria da UPS.

Ela atua no Governo do Estado, segundo a publicação, há 9 anos.

O Diário não conseguiu um contato com um advogado (a) que esteja representando a psicóloga no processo conduzido pelo STF.

Solto

Um outro integrante do grupo que partiu de Mogi das Cruzes e que foi detido é o eletricista José Romilson Magalhães Faria. Ele foi solto pelo ministro Alexandre de Moraes, mas terá de cumprir medidas cautelares, como o uso da tornezeleira eletrônica e apresentação semanal ao fórum da Comarca de Mogi das Cruzes, segundo afirmou o advogado Delmiro Goveia, que deverá representá-lo na defesa das acusações. 

Segundo apurou O Diário, no ônibus, que foi para Brasília naquela oportunidade, havia moradores de cidades como Suzano, Guararema, Salesópolis, Biritiba Mirim, além de Mogi, onde funcionou um dos acampamentos mantidos por manifestantes que não reconheciam a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições.

Veja a íntegra da nota do governo do Estado:

"A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informa que a servidora em questão trabalha no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Mogi das Cruzes desde 14/01/2022. A unidade instaurou procedimento para apurar o caso. No momento, a servidora está recebendo faltas injustificadas por não comparecer ao trabalho e, assim que a unidade receber a documentação necessária, será afastada do exercício do cargo com prejuízo da remuneração, conforme o artigo do 70 do Estatuto dos Funcionários Públicos Civis do Estado de São Paulo. Na unidade citada, não há outros funcionários que respondam a procedimento apuratório por participação nos atos do dia 8 de janeiro em Brasília".

(Matéria atualizada em 24 de janeiro)


 

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