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DESPEDIDA

Professora e espírita, Jacqueline Albiero morre aos 65 anos

Paranaense, Jacqueline Wanderley Albiero tratou um câncer de mama desde outubro de 2020. Ela faleceu nesta terça-feira(26) e deverá ser cremada no Crematório de Vila Alpina, ainda hoje

Eliane José
26/04/2022 às 16:14.
Atualizado em 26/04/2022 às 18:36

De traços físicos e voz marcantes, Jacqueline Albiero ganhou o apelido de "Jacquelinda" (Reprodução/Redes Sociais)

Palestrante espírita, Jacqueline Wanderley Albiero, faleceu aos 65 anos nesta terça-feira (26), em Mogi das Cruzes. Ela se tratava de um câncer de mama descoberto em outubro de 2020. Não haverá velório e o corpo será cremado, como era o desejo da professora aposentada que se formou em Física Aplicada na UMC. A maior parte dessa vida, como acreditava "Jacquelinda", ela residiu na cidade. Era mãe de Mariana, Maria Rosa e Ângelo Albiero Neto (in memoriam).

Resiliente e fiel ao que pregava - a vida após a morte -, Jacqueline se manteve positiva e corajosa durante os meses de tratamento registrados por suas filhas, nas redes sociais, em posts que inspiraram conhecidos a seguirem o "Diário de Uma Acompanhante", escrito por Mariana, com fotografias e depoimentos das etapas cumpridas  até aqui. Detalhe: uma patologia enfrentada durante a pandemia da Covid-19.

Em registro feito ontem (25), Mariana contou aos amigos e seguidores que a família se preparava para se despedir da matriarca que será reconhecida pela partilha dos conhecimentos e estudos de maneira clara e precisa sobre a física, nas salas de aula do Ensino Médio, e a doutrina espírita difundida pelo francês Alan Kardec [1804-1869], em cursos e atividades em centros mogianos.

Nascida no Paraná, ela estudou Física Aplicada em Mogi das Cruzes e coleciona histórias e amigos na cidade (Arquivo)

Entre os familiares, a fortaleza e aceitação no enfrentamento do desafio imposto à saúde e em outros momentos difíceis, como quando recebeu a notícia do acidente fatal do filho, Ângelo Albiero Neto, será uma marca. 

"A coragem de enfrentar desafios, não temer a nada e nem a ninguém" é o aprendizado legado ao  companheiro Francisco Almeida de Souza, com quem ela se relacionava há alguns anos. Ele também é espírita.

Quico, como é conhecido, contou que desde 2020, o diagnóstico do câncer de mama foi avançando, mesmo com tratamentos e cirurgias, em partes do corpo como a cabeça. Há três meses, o quadro de saúde se complicou, e apenas na noite de hoje, ela foi levada ao Hospital das Clinicas Luzia de Pinho Melo, no Mogilar, referência para o tratamento oncológico no Alto Tietê. Ali, o corpo descansou.

No último sábado, Jacqueline recebeu a visita da mãe, Nelsi de Brito, de 91 anos. "Foi o início da despedida", recorda-se, emocionado com mensagens que começam a ser distribuídas aos familiares sobre o caráter e a personalidade marcante de quem era chamada pelos mais próximos como Jacquelinda, com razão: olhos grandes e claros, alta, pele morena, cabelos lisos e dona de traços e voz marcantes, era uma mulher que dificilmente passaria despercebida por onde circulasse. 

Nas aulas de física e outras disciplinas pareadas, em escolas da cidade, foi professora querida, exigente, e com trunfo inegociável: era qualificada para ensinar em meios a cálculos e outras teorias, os fenômenos da natureza e da vida como poucos. O mesmo se deu quando passou a dedicar-se ao ofício da difusão do espiritismo, mesmo antes da morte do filho.

Não sem motivo, o encontro com a doutrina espírita tenha surtido o efeito determinante na vida de Jacqueline, como os companheiros comentam. Para o espíritismo, as leis naturais - causa e efeito, ação e reação, modelam, construóem, mudam o universo. E a concepção de Deus está assim descrita, em obras de Allan Kardec e de estudiosos brasileiros como o médium mineiro Francisco Cândido Xavier {1910-2022) e Divaldo Franco: "Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas".

Coragem

Em uma das reportagens mais comentadas da série Entrevistas de Domingo, publicada em 2004, por O Diário, Jacqueline resumiu o conceito da reencarnação e da pluralidade das existências, uma das bases desta doutrina, que une filosofia, ciência e religião: "“Estamos aqui de passagem para cumprirmos um aprendizado porque esta é uma das milhares de existências que temos”, defendeu ela.

Essa filosofia de vida e detalhes da vida de Jesus Cristo, ensinou a centenas de alunos de cursos mantidos pela Entidade Espírita Cáritas, no Socorro, de onde ela se desligou há algum tempo. Atualmente, ela frequentava a Casa da Família Espírita, com sede no bairro do Mogilar.

À repórter Carla Olivo, ela destacou a força que encontrou nesta filosofia e nas atividades religiosas, para superar a morte do filho, em  um acidente automobiilítico, que mobilizou a sociedade mogiana.

Jacqueline era viúva de Angelo Albiero Filho, empresário e ex-diretor da regional do Alto Tietê, do Centro das Industrias do Estado de São Paulo, o Ciesp.

Nascida em Rio Negro, no Paraná, terá o corpo  cremado no Crematório de Vila Alpina, ainda hoje, sem solenidade ou rituais.

Para ela, a maior alegria, em uma palavra, era a família (veja entrevista abaixo), algo desfrutado  pelas filhas Mariana e Maria Rosa e os netos Valentina, Domenica e Caetano, além do companheiro, Quico.

Confira abaixo as íntegra da Entrevista de Domingo publicada em fevereiro de 2004 por O Diário:

"“Estamos aqui de passagem para cumprirmos um aprendizado porque esta é uma das milhares de existências que temos”. A filosofia de vida de Jacqueline Wanderley Albiero, 47 anos, a faz se dedicar há duas décadas à doutrina espírita e com isso conseguir forças para enfrentar a maior tristeza de sua vida: a morte do filho, Angelo Albiero Neto, em um acidente automobilístico no ano de 1996. Adotando esta conduta, ela comanda cursos e palestras voluntárias no Centro Espírita Cáritas, no Socorro, além de se dedicar à Estância Renascer Manuel e Maria, em César de Souza. Também trouxe os ensinamentos ao marido, o empresário Angelo Albiero Filho, e às filhas Mariana e Maria Rosa. Nascida em Rio Negro, cidade do sul do Paraná, ela passou a infância em Curitiba e na Capital de São Paulo e na adolescência, já em Porto Feliz (SP), conheceu o marido, com quem se casou aos 19 anos e mudou-se para Mogi das Cruzes. Formada em Física na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), onde se especializou em Física Aplicada ao Corpo Humano, Jacqueline também estudou, na mesma área, na PUC-SP. Em Mogi, lecionou Matemática e Física nas escolas Camilo Faustino de Melo e Francisco Ferreira Lopes e nos colégios Policursos e Anglo, somando 18 anos de magistério. Em entrevista a O Diário, Jacqueline fala mais de sua vida e da dedicação ao espiritismo.

O Diário - Como foi sua infância?

Jacqueline Wanderley Albiero - Nasci em Rio Negro, uma cidade pequena do sul do Paraná e ainda na infância, meus pais se mudaram para Curitiba, de onde tenho boas lembranças. Depois, viemos morar na Capital de São Paulo e em seguida, meu pai (Moacir) foi convidado para trabalhar em Porto Feliz, no Interior do Estado, onde passei minha adolescência. Tive uma infância muito feliz, ao lado dele, de minha mãe (Nelsi), de minhas cinco irmãs (Rosalva, Consuelo, Fábia, Ana Paula e Juliana) e principalmente, de minha avó materna (Rosa), que era alemã e veio para o Brasil fugindo da 1ª Guerra Mundial. Esta avó era minha paixão porque sempre tive muita afinidade com ela e inclusive, herdei sua constituição física e olhos claros. Ela foi mais do que uma mãe, porque me criou, viajava comigo nas férias e me acompanhava nos carnavais, mesmo porque, minha mãe trabalhava e tinha outras as filhas caçulas para cuidar, já que sou a mais velha das seis. Para se ter uma idéia da minha ligação com esta avó, namorei quatro anos com o Ângelo com ela ao meu lado.

O Diário - Como você conheceu o Angelo?

Jacqueline - Nosso primeiro contato foi no noivado dele com uma outra moça de Porto Feliz. Eu era amiga da irmã da noiva e fui convidada para a festa da qual participaram quase todos os moradores da cidade. Dancei a noite toda, brindei dando ‘viva` aos noivos e neste dia, se alguém me falasse que eu iria me casar com aquele homem, que era 8 anos mais velho do que eu, juro que não acreditaria, mesmo porque, na época tinha apenas 13 anos. Passaram-se dois anos, ele desmanchou o noivado e quando eu tinha 15 anos nos encontramos novamente e começamos a paquera. Namoramos durante quatro anos, me casei com o Angelo aos 19 anos, em Porto Feliz, e depois vim morar em Mogi. Minha família ficou lá, mas aos poucos, minhas irmãs foram se casando e deixando a cidade. Hoje, ninguém mora mais em Porto Feliz, mas sempre nos encontramos, aqui em casa, principalmente no Natal, com exceção da caçula, Juliana, que mora na Austrália. Temos uma ligação forte e somos muito unidas, mesmo porque, sou a irmã mais velha, a primeira a casar e a ter filhos, então me sinto um ponto de união da família toda. Adoro recebê-los, assim como meus amigos e confesso, minha casa parece com um hotel, um clube, onde sempre nos encontramos para momentos muito felizes.

 O Diário - Qual sua primeira impressão quando chegou a Mogi?

Jacqueline - Foi horrível porque estava vivendo minha primeira experiência longe da minha família e da casa em que morávamos e vivia sempre cheia de gente. Vim sozinha para Mogi, sem conhecer ninguém e por isso foi muito difícil. Minha sorte é que consigo me adaptar facilmente a tudo e logo fui fazendo novas amizades por aqui. Uma amiga da minha mãe tinha uma prima muito divertida e simpática que morava em Mogi. Era a dona Juraci Longo, que tinha uma boutique na Rua Professor Flaviano de Melo, onde passava todas as tardes conversando com ela, que foi me apresentando as primeiras pessoas em Mogi. Como naquela época morava no Edifício Rio Negro, bem próximo dali, não saía da boutique e por isso, tive oportunidade de conhecer muita gente.

O Diário - Você é formada em Física. Por que a escolha por esta área?

Jacqueline - Sempre fui muito interessada nas questões envolvendo a descoberta do universo e gosto de pesquisa e ciências. Desde os tempos do ginásio já adorava Matemática e aos 15 anos comecei a dar aulas particulares desta disciplina para os alunos que iam mal na escola. Mas quando cheguei ao colegial e conheci a Física, me apaixonei de vez. Iniciei o curso superior de Física na PUC-SP, onde estudei por dois anos, e depois me transferi para a UMC, onde me formei. Sempre que podia, também fazia especializações na área, como na época em que estudei Física Aplicada na USP e Física Aplicada ao Corpo Humano na UMC. Também pretendia fazer pós-graduação em Física no ITA (Instituto de Tecnologia Aeronáutica), em São José dos Campos, mas nesta época descobri que estava grávida da Maria Rosa, que tem 6 anos de diferença da Mariana.

 O Diário - Quando você começou a lecionar na Cidade?

Jacqueline - Quando ainda estava cursando a faculdade já comecei a lecionar Matemática na escola Camillo Faustino de Melo, no Socorro. Depois também fui professora de Física do Colégio Policursos e do Anglo. Na escola Francisco Ferreira Lopes fiquei como professora efetiva de Física durante 15 anos após ser aprovada em concurso e ao todo, me dediquei ao magistério durante 18 anos.

O Diário - Você se arrependeu de deixar a profissão?

Jacqueline - Não, porque o ensino estava muito ruim e o papel do professor não era mais o mesmo dos tempos em que iniciei no magistério e já não havia aquele respeito, disciplina e educação em sala de aula. Se os alunos não se interessavam mais nem pelo português, quanto mais pela Física. Além disso, o salário não compensava e minha casa estava em construção só que eu e o Angelo não tínhamos tempo de administrar a obra, que passava a maior parte do tempo somente nas mãos dos pedreiros. Então, como já não estava mais satisfeita com as aulas, decidi assumir a obra e se não fosse isso talvez ainda não teríamos terminado esta casa, que era nosso sonho. Mas lecionar foi uma experiência muito válida, adorava o que fazia e dava aulas com amor. Quando percebi que isso já não estava mais acontecendo, decidi que estava na hora de parar porque todo trabalho deve ser feito com dedicação, vontade e amor, ou seja, é essencial gostar daquilo que se faz, mesmo ganhando pouco.

O Diário - Há 20 anos você atua no Centro Espírita Cáritas. Como é este trabalho?

Jacqueline - Lá continuo exercendo meu lado de orientadora e educadora durante as aulas de educação mediúnica e estudos da doutrina espírita, que ministro há 20 anos. Comecei a freqüentar o Cáritas para tomar passes com uma amiga que me levou até lá na época em que fiquei grávida da Maria Rosa. No início, confesso que fui a contragosto, mas comecei a fazer o tratamento espiritual e nunca mais o deixei. Costumo dizer que me encontrei e que a grande coisa que fiz nesta existência foi a descoberta do espiritismo. Isso valeu mesmo. Depois, passei a ler, estudar, pesquisar e fazer cursos nesta área, então, as pessoas me convidavam para dar aulas, trabalhar nas tarefas e fazer palestras. Além disso, também participo do Coral do Cáritas e esta atividade me deixa muito realizada porque sempre gostei de música, já que estudei piano desde os 7 anos até me casar.

O Diário - Você já conhecia a doutrina espírita?

Jacqueline - Não, sempre tive uma formação católica, fui batizada, fiz primeira comunhão, crisma e me casei na Igreja, mas a doutrina espírita veio completar este meu interesse pela descoberta do universo, que antes já havia me levado à Física. Sempre quis saber o porquê das coisas e com isso, meu interesse científico ficou completo, já que o espiritismo também é uma ciência. O melhor de tudo é que trouxe isso para meus filhos e marido.

O Diário - Neste ano você estará envolvida em algum novo trabalho?

Jacqueline - Já fui professora em vários cursos e agora vou me dedicar ao Aprendizes do Evangelho, uma nova opção, que será uma grande experiência para mim. Lá no Cáritas não existe monotomia e sempre há algo novo para se fazer. Nestas atividades, procuro sempre transmitir a mensagem de continuação da vida, na qual acredito muito. Estamos aqui de passagem e para cumprirmos um aprendizado porque esta é uma das milhares de existências que temos pela frente. Quando se acredita nisso é possível encarar os problemas de uma outra forma e, inclusive, por causa desta minha postura, muitas pessoas que já perderam filhos me procuram para pedir ajuda.

O Diário - Como você enfrentou a perda de seu filho, vítima de acidente automobilístico em 1996?

Jacqueline - Sabe como continuar a viver e ser feliz mesmo tendo enfrentado esta dor terrível? Consigo isso porque sei que não perdi meu filho e que ele não morreu. Está apenas vivendo em outra dimensão, diferente daquela em que estamos hoje, e continua sua caminhada. Porém, sinto que está mais perto do que nunca e sabemos que ele faz parte da nossa vida. Temos fotos dele na sala, quartos, escritório, e mesmo a saudade sendo grande, este pensamento de continuidade da vida nos traz conforto porque acreditamos que há vários outros estágios a serem cumpridos.

O Diário - Então, o envolvimento com o espiritismo foi essencial para que a família conseguisse superar esta dor?

Jacqueline - Deus foi muito bom para mim porque em 1996 já estava freqüentando o Cáritas há mais de 10 anos e tinha dado tempo para que eu me preparasse. Fico muito preocupada quando isso acontece a alguém que não tem este mesmo preparo porque a dor e o sofrimento são fortes demais. Aqui em casa, se não fosse esta conduta, o estrago teria sido maior porque um acontecimento como este consegue desestruturar toda a família, porém, no nosso caso, ficamos bem mais unidos para que um pudesse dar força ao outro.

O Diário - Houve alguma outra grande tristeza em sua vida?

Jacqueline - Não há nada pior para uma mãe do que perder um filho e costumo dizer que uma pessoa que passa por isso vence até uma guerra e está pronta para encarar qualquer outro sofrimento.

O Diário - O que você faz para se distrair?

Jacqueline - Uma vez por semana, jogo tranca com minhas parceiras, que são amigas mais velhas do que eu, como a Dona Leila Caran Costa, Eneida Tiossi, Kioko Mori e Valéria Alabarce. Mesmo porque se não nos encontramos desta forma, fica difícil porque temos programas e compromissos diferentes, até por causa da diferença de idade. Adoro isso e digo sempre que é uma graça jogar tranca com esta turma. Também gosto muito de ler, principalmente sobre a doutrina espírita como os livros do Divaldo Pereira Franco, do Chico Xavier, além das leituras obrigatórias por causa dos cursos do Cáritas, que são os livros de Alan Kardec. Sua obra, ‘O Evangelho Segundo o Espiritismo’ é meu livro de cabeceira, aquele que sempre abro antes de dormir e em todos os momentos. Além disso, sou apaixonada por filmes, sendo que ‘E o Vento Levou’ marcou muito porque o assisti ainda na adolescência, em Porto Feliz. Também gostei de ‘Forrest Gump’, ‘Amor Além da Vida’, entre outros, já que costumo assistir a filmes todas as semanas, seja em casa ou no cinema.

O Diário - E música?

Jacqueline - Sou fã de carteirinha do Roberto Carlos, já assisti a vários shows dele e sou daquelas que correm para pegar a flor que ele distribui ao final de cada apresentação. Sou apaixonada pelo Roberto desde a época da Jovem Guarda, tenho todos os seus CDs e também os discos de vinil.

O Diário - Quais seus planos?

Jacqueline - Ainda quero me dedicar a algum projeto ao lado do Angelo porque agora sinto que estou mais tranqüila, a Mariana já se formou em Administração de Empresas e se sai bem trabalhando na Tática, empresa do Angelo. Além disso, a Maria Rosa também está encaminhada e entrou na Faculdade de Direito. Então, agora quero ficar mais próxima dele e de suas atividades. Também adoro viajar e essa é minha outra paixão. Gosto de conhecer lugares, de ir a Punta Del Leste e inclusive, fizemos uma viagem inesquecível quando completamos 25 anos de casamento. Comemoramos nossas bodas de prata em um navio que saiu de Veneza e passou pela Grécia e Turquia. Foi tudo tão lindo que quando vejo estas cidades na televisão até me emociono.

O Diário - Além do Cáritas, você desenvolve outros trabalhos voluntários?

Jacqueline - Também sou voluntária da Estância Renascer Manuel e Maria e cantadora oficial de bingo de todos os eventos da entidade desde sua fundação, há quatro anos. Ajudo no afogado, feijoada, organização de eventos como as noites italiana, portuguesa e espanhola, festas de natal e gosto muito deste contato com os velhinhos. O trabalho voluntário traz uma grande satisfação e acredito que esta é a verdadeira realização do ser humano porque o contato com as pessoas de diferentes personalidades nos faz crescer, trabalha nossa tolerância e também a aceitação.

O Diário - Qual sua maior alegria?

Jacqueline - Minha família, que é muito alegre e divertida porque apesar de todos os problemas e dificuldades conseguimos passar muitas coisas boas para as meninas, que têm uma ótima cabeça, são tranqüilas e aceitam tudo muito bem. Também sou feliz por viver em Mogi das Cruzes, cidade da qual não admito que falem mal e defendo com unhas e dentes porque é aqui que meus filhos nasceram e a considero como sendo a minha terra. Fiz grandes amizades com pessoas importantes na minha vida, que fazem parte do meu dia-a-dia e nem imagino como seria viver sem elas.

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