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HABITAÇÃO

Prefeitura faz trabalho de suporte para desocupação voluntária da Vila São Francisco

Grupo de famílias não pretende deixar a área de forma voluntária

Carla OlivoPublicado em 13/10/2021 às 16:45Atualizado há 2 meses
Justiça aguarda desocupação voluntária de área na Vila São Franscisco / Eisner Soares
Justiça aguarda desocupação voluntária de área na Vila São Franscisco / Eisner Soares

A Prefeitura de Mogi das Cruzes informou nesta quarta-feira (13) a O Diário que segue aguardando os trâmites e prazos da Justiça, após publicação do edital de citação e intimação das famílias que ocupam a área da Vila São Francisco, no dia 22 de setembro de 2021, para que deixem o local de forma voluntária.

Segundo a administração municipal continua sendo realizado um trabalho de suporte à desocupação voluntária da área, com o direcionamento dos ocupantes a seus locais de origem, por meio do custeio de passagens, auxílio com mudanças e oferta de vagas em acolhimentos institucionais. "A administração também seguirá com o trabalho social, com foco em públicos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com deficiência", trouxe nota enviada ao jornal.

Ainda de acordo com a Prefeitura, as ações de oferta de proteção social e empregabilidade foram realizadas pelas equipes da administração municipal ao longo de diversos dias. "A equipe propriamente dita do programa Mogi Conecta esteve de plantão na área nos dias 14 e 17 de julho. Importante lembrar que foi um serviço não compulsório, cuja adesão coube aos próprios ocupantes da área. Ao longo desses dois dias, foram feitos 30 encaminhamentos, sendo seis cadastros durante o plantão, todos sem sucesso, ou por não comparecimento às entrevistas ou por falta de interesse por parte das pessoas nas vagas ofertadas", acrescenta a nota.

Já as ações da Secretaria de Assistência Social, que ainda estão em curso, se estendem por mais de 40 dias, segundo a Prefeitura, que destaca, além do apoio à saída voluntária, a realização de estudo social, inscrições no Cadastro Único e em programas de transferência de renda e entrega de kits com insumos básicos, como água, cestas básicas e cobertores.

O representante do Movimento Ocupa Mogi, Luiz Ricardo Alves, diz que o grupo de famílias, que segundo ele são 270, não pretende deixar a área de forma voluntária e não estaria recebendo apoio da Prefeitura para inscrição em programas de emprego, habitação ou mesmo com alimentação e cobertores.

"Não faz sentido ocupar e depois desocupar sem nenhuma conquista ou ajuda. Estamos lutando juridicamente para permanecer aqui, porque trata-se de uma área desocupada, que foi doada para uma empresa se instalar há mais de 30 anos e que até agora está abandonada, enquanto nós não temos moradia e nem para onde ir. Além disso, a Prefeitura não nos presta nenhum tipo de ajuda com alimentos, cadastramento em programas de emprego ou habitacionais. Nem mesmo as 120 crianças que moram aqui com suas famílias têm direito à escola", relata Alves.

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