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PEDÁGIO NÃO

Prefeito Zé, de Guararema, assina carta de número 29 contra pedágio em Mogi

Diariamente, desde 1º de maio, o jornal traz uma carta escrita por liderança ou representante da sociedade civil de Mogi das Cruzes e cidades do Alto Tietê

O DiárioPublicado em 11/06/2021 às 12:47Atualizado há 2 meses
Foto: arquivo pessoal
Foto: arquivo pessoal

Neste sábado (12), o prefeito José Luiz Eroles Freire (PL), o Zé, de Guararema, assina a carta publicada por O Diário endereçada ao Governo do Estado de São Paulo com argumentos contrários à instalação do pedágio na rodovia Mogi-Dutra.

Diariamente, desde 1º de maio, o jornal traz uma carta escrita por liderança ou representante da sociedade civil de Mogi das Cruzes e cidades do Alto Tietê, apontando os prejuízos que a praça de cobrança poderá provocar ao município e à região.

O texto não tem interferência editorial do jornal e apresenta as justificativas e defesas do próprio convidado que utiliza o espaço para expor seus argumentos contra o pedágio

Ao Governo do Estado

Venho por meio desta relatar que há aproximadamente dois anos, a região do Alto Tietê vive uma incerteza a respeito do seu destino, que deixa a cidade de Mogi das Cruzes, e todas as outras que com ela fazem divisa, aflitas.

Trata-se da possibilidade da instalação de uma praça de pedágio na rodovia SP-88, popularmente conhecida como Mogi-Dutra. Via esta que serve como um dos principais acessos para a nossa região.

Compartilho da preocupação da administração municipal e da população de Mogi das Cruzes no tocante aos potenciais malefícios que podem vir a se tornar realidade com a instalação da praça de pedágio e, por isto, me posiciono contrário à instalação do mesmo.

O posto de cobrança, tal como vem sendo anunciado pela imprensa, seria prejudicial em diversos âmbitos para o desenvolvimento da região do Alto Tietê, incluindo Guararema, município em que estou no cargo como prefeito.

Com a instalação do pedágio – a princípio desenhado para o km 45 da rodovia citada –, a região do Alto Tietê certamente vivenciaria uma considerável alta no preço de produtos, desde itens alimentícios até de matéria-prima. Guararema, assim como os outros municípios, seria afetada diretamente com este cenário. 

Quando considerada a realidade das empresas instaladas na cidade, é possível visualizar outro empecilho que viria a ser causado com o posto de cobrança. O escoamento de produtos seria prejudicado, uma vez que sabemos da importância do município de Mogi das Cruzes para a  logística operacional de diversas empresas instaladas em Guararema.

Se pelo lado econômico tal proposta cria uma barreira, no aspecto social há outro problema. Compartilhando o receio do município de Mogi das Cruzes, me mostro aflito com as famílias que moram às margens da rodovia que utilizam a via como caminho entre a região central de Mogi das Cruzes e suas casas. Para estas famílias, a instalação do posto de cobrança seria um desafio complexo e custoso para ser superado, uma vez que já foi exposto que essas pessoas não teriam desconto nas tarifas.

Diretamente relacionado a Guararema, o turismo, uma das principais fontes de renda do nosso município, também pode ser prejudicado, já que existe uma rota turística executada, muitas vezes, por pessoas que deixam a capital, passam por Mogi das Cruzes e vêm sentido Guararema.

Por fim, solicito ao senhor governador João Doria que considere os potenciais efeitos negativos gerados a partir da instalação de um posto de cobrança em uma das principais vias do Alto Tietê.

Respeitosamente,

José Luiz Eroles Freire (Zé)

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