Entrar
Perfil
114 ANOS

Praça de Mogi ganha internet e luz solar na celebração da imigração japonesa

Uma missa campal, neste domingo, às 10 horas, marca as comemorações dos 114 anos da chegada do navio Kasato-maru ao Brasil, em junho de 1908

Eliane José
17/06/2022 às 16:49.
Atualizado em 17/06/2022 às 19:04

Obras são realizadas na Praça do Imigrante Japonês, construída quando o Brasil comemorou os 50 anos da chegada dos primeiros imigrantes ao Brasil (Divulgação/Bunkyo)

Uma missa campal em comemoração aos 114 anos de imigração japonesa no Brasil será realizada neste domingo, às 10 horas, na Praça do Imigrante, em Mogi das Cruzes, considerado um dos marcos da chegada dos primeiros imigrantes na cidade. Para a cerimônia, uma parceria foi selada entre o Bunkyo de Mogi das Cruzes e três empresas - uma das novidades será a instalação de internet gratuita e de luz solar para iluminar o monumento conhecido pela obra assinada pelo artista holandês Antonio Josephus Maria de Van de Wiel.

A praça está localizada na avenida Voluntário Fernando Pinheiro Franco, no Jardim Santista, e a missa, aberta à comunidade, será conduzida pelo lo frei Luiz Claudio de Avelar, da Paróquia São Maximiliano Kolbe.

O monumento do Imigrante Japonês foi construído em 1969 e marca a trajetória de sucesso iniciada pelas primeiras famílias japonesas que implementaram o cultivo de frutas e hortaliças na região rural da cidade, em regiões como o bairro do Cocuera, e  projetando nacionalmente a agricultura de Mogi das Cruzes, ainda hoje destacada como um dos principais cinturões verde do estado e do país.

Essas famílias cultivavam as terras para o sustento próprio e trouxeram novas técnicas de cultivo que levaram a cidade a ser reconhecida como importante produtora de itens como verduras e frutas (pessego, caqui e nêspera), além do reconhecimento pela pesquisa e inovação de técnicas no campo.

As gerações seguintes também se destacaram e destacam na economia e na sociedade da cidade nas áreas de indústria, comércio, educação, prestação de serviços, arte e até na política, com a eleição de presidentes de entidades locais, vereadores, vice-prefeito, prefeito e deputado representantes da comunidade japonesa.

Cultura

A direção do Bunkyo de Mogi das Cruzes, associação dedicada à manutenção da cultura e tradições da comunidade nipobrasileira, é a responsável por fazer manutenções periódicas na Praça do Imigrante Japonês, "por se tratar de um espaço público" que exige serviços de zeladoria constante.

Obras são realizadas na Praça do Imigrante Japonês, construída quando o Brasil comemorou os 50 anos da chegada dos primeiros imigrantes ao Brasil (Divulgação/Bunkyo)

A entidade firmou uma parceria com o Grupo RM/Remote Innovation para os serviços de zeladoria e segurança 24 horas, com a Conectmax para oferecer internet gratuita no local e a AJ Solar que fará a iluminação da praça por meio do uso de energia solar. "São parcerias importantes porque ajudarão a manter o espaço, que é um patrimônio da cidade, sempre revitalizado e seguro. As empresas manterão a praça sempre pintada, com um jardim com flores e luzes em led, alimentadas por energia solar. Além disso, teremos como diferencial a Internet, que nem todos os espaços públicos têm à disposição", afirma Frank Tuda, presidente do Bunkyo de Mogi das Cruzes.

Obra

O monumento do Imigrante Japonês é uma criação do artista Antonio Josephus Maria de Van de Wiel, inaugurada no dia 7 de setembro de 1969 para comemorar, à época, os 50 anos da imigração japonesa em Mogi.

Uma curiosidade são os rostos usados para esculpir o casal confeccionado em bronze. Trata-se do tradicional médico Nobolo Mori e Mônica Kagawa. Eles foram convidados pelo artista, para representarem o povo japonês, porque eram alunos  dele, na época em que a obra foi esculpida.

Ainda neste ano, a imigração japonesa no município merecerá comemorações orquestradas pelo Bunkyo.

A Praça do Imigrante está localizada na Avenida Voluntário Pinheiro Franco, no Jardim Santista, em Mogi das Cruzes.

 História

A chegada do navio Kasato-maru marca a imigração japonesa no Brasil. Em 1908, em abril, partiu do porto de Kobe (Japão) a embarcação com destinado ao Brasil.

Em maio, cinco intérpretes (Junnosuke Kato, Akira Mine, Takashi Ninei, Unpei Hirano e Motonao Ohno) chegam a Santos (SP), vindos de uma viagem iniciada na via Sibéria, na Rússia, para tratar da recepção do grupo.

Com 781 japoneses, em junho, o navio aporta em Santos (SP) no dia 18.

Esta data é considerada o início da imigração japonesa no Brasil.

Dali, o grupo foi transportado em um trem especial para a Hospedaria dos Imigrantes, na cidade de São Paulo.

A partir do  25 até 6 de julho, eles foram divididos e encaminhados para seis fazendas do interior de São Paulo. 

(Fonte: Nisskey-Shimbum)

Conteúdo de marcaVantagens de ser um assinanteVeicule sua marca conosco
O Diário de Mogi© Copyright 2022É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por