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Posto de saúde interrompe o trabalho após furto de cabos

Moradores do bairro Chácaras Guanabara são prejudicados, já que o atendimento no Programa Saúde da Família (PSF) foi suspenso, sem previsão de retomada; furtos e vandalismo se tornam rotina em Mogi.

Darwin Valente
12/11/2022 às 13:33.
Atualizado em 12/11/2022 às 13:37

Marginais invadiram o PSF da Chácara Guanabara para furtar cabos de energia elétrica (Divulgação - Prefeitura de Mogi)

Mais uma unidade da área de Saúde da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes foi alvo das ações de vândalos e ladrões, fato que está se tornando corriqueiro, nos últimos tempos.

Dessa vez, o alvo dos marginais foi a unidade do Programa Saúde da Família (PSF) Chácaras Guanabara, que está com atendimento suspenso por falta de energia elétrica, desde a madrugada da última sexta-feira (11), quando marginais invadiram o local para furtar cabos de energia elétrica.

Sem dispor de energia, o posto ficou sem as principais atividades e a população daquela região foi a grande prejudicada, enquanto a Secretaria de Saúde lamentava o ocorrido e informava que a manutenção já estava sendo providenciada.

Mas avisou também que “por conta da complexidade dos danos e da necessidade do trabalho em conjunto com a concessionária EDP”, não havia previsão da retomada dos serviços no local.

Para casos de emergência e urgência – informou a Secretaria –, o Samu deve ser acionado pelo telefone 192.

Rotina

Apesar de a Prefeitura Municipal informar que a maioria dos postos é dotada de câmeras de vídeo conectadas à central de monitoramento da cidade, os abusos continuam acontecendo com grande frequência, especialmente durante os finais de semana. Mas já começa a causar surpresa a ousadia dos marginais que, por exemplo, atacaram o PSF do bairro Chácaras Guanabara em plena madrugada de sexta-feira, dia em que deveria haver expediente diurno no local.

Para se ter uma ideia do destemor dos bandidos, somente no final de semana que passou, três unidades de Saúde foram vítimas de invasões e vandalismo. Sem contar que há três semanas, um posto de saúde de Braz Cubas foi invadido em duas noites seguidas.

No Jardim Planalto, os bandidos quebraram telhas e ingressaram no interior da unidade, quebrando equipamentos, como o ar-condicionado, em busca de fiação ou alguma peça que tenha algum valor para ser comercializada no mercado negro.

Já no Posto de Saúde do bairro Santa Tereza, os marginais quebraram os condensadores de ar e também o suporte usado para o trabalho de dentistas no atendimento à população.

Enquanto isso, na Vila da Prata, foram levados cavaletes de água, o que deixou o posto sem abastecimento e obrigado a suspender o atendimento a inúmeros serviços, como coletas de materiais para exames.

A Prefeitura, que dispõe da Guarda Municipal para cuidar dos patrimônios públicos a ela vinculados, pede que a população ajude, comunicando sobre vandalismos e invasões para ajudar a identificar os autores, evitando, dessa forma, novos prejuízos.

Embora seja praticamente impossível a colocação de um guarda em cada unidade de saúde ou prédio público da cidade, é certo que alguma providência precisa ser tomada, se possível com a ajuda da tecnologia, para que tanto a Polícia Militar quanto a Guarda Municipal possam ser informadas desses furtos no momento em que eles estiverem acontecendo, possibilitando uma rápida ação e a consequente prisão dos marginais. Uma outra alternativa, na opinião de especialistas, é tentar coibir a receptação desses materiais com fiscalização intensa sobre depósitos de ferro velho ou desmanches.

A Prefeitura tenta obter ajuda da comunidade que, no final da linha, acaba sendo a grande prejudicada, já que após cada invasão e furto, a unidade fica desativada por algum tempo, até que reparos sejam feitos, o que também representa um custo extra para os cofres do município.

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