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LANÇAMENTO

Padre Alessandro diz o que há no livro "Aceita que Dói Menos"

O livro aborda temas controversos, como a questão da morte, traição, amizade, entre outros.

Darwin Valente Publicado em 26/11/2021 às 15:24Atualizado há 2 meses
Foto: divulgação / Dora Santos / Igreja na Mídia
Foto: divulgação / Dora Santos / Igreja na Mídia

Ainda que seu título - “Aceita que Dói Menos” - aparente uma lição de subserviência e concordância, o novo livro do padre Alessandro Campos é, na verdade, um desafio: “Já pensou que várias de nossas dores da alma podem ser resolvidas com a aceitação? Muitas vezes, o primeiro passo para a cura é justamente acreditar que existe um problema para que ele possa ser resolvido”, diz o religioso ao longo das 150 páginas do livro que a Editora Globo lançou oficialmente, na última quarta-feira, no cinema do Mogi Shopping.

No reencontro com muitas de suas fiéis seguidoras - e também seguidores -, o padre rezou, cantou e explicou o real sentido de parte dos 30 temas incluídos por ele no livro, que trata de questões polêmicas, como o relacionamento entre as pessoas. Alessandro é direto, mesmo quando sua pregação esbarra em questões como a indissolubilidade do casamento.

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“Ouço muita gente reclamando de casamento mal feito. E eu respondo: se não não está bom, por que estão juntos? Ou  você toma uma decisão e muda de vida, ou aceita o sofrimento”.

Mas padre, isso não é contrariar o que manda a Igreja?

“Matrimônio é um sacramento. Agora, porque se uniu na Igreja, isso dá direito ao homem de espancar a mulher todos os dias? Só porque casou na Igreja? Alguma coisa está errada. É preciso achar o erro e consertar. Mas você não é obrigado a aguentar. Tem de mudar, fazer diferente. Deus te criou livre. O sofrimento cada um aceita, se quiser”, diz  o religioso, que aconselha: “Quem estiver com vocês  que aprenda a amar e ser amado. E não usar e ser usado. Se a pessoa não te ama, não tem respeito, mete o pé no traseiro dele. Bota para correr o miserável... vá ser feliz”, disse ele, no cinema, arrancando aplausos gerais do público.

O livro aborda ainda outros temas controversos, como a questão da morte, traição, amizade, entre outros.

Caminho de Santiago

Apesar de não tratar do assunto, o livro foi elaborado durante a primeira etapa do Caminho de Santiago de Compostela, percorrido pelo padre  no mês de outubro passado. 

Cobrado insistentemente pela Editora Globo, o padre que “tinha o livro na cabeça”, decidiu passar suas ideias para o celular durante quase 24 horas de trabalho ininterrupto, num quarto hotel, em Los Arcos, na Espanha. 

Na verdade, o padre teria ditando, capítulo a capítulo, para  um de seus acompanhantes, que os digitava no celular e enviava para a sede da editora, no Rio, via internet.

“Eu escrevo meus livros com as experiências do dia a dia. Como sofro de deficit de atenção (memória curta), gosto de anotar certas lições que me vêm à cabeça, nos momentos mais inesperados, num pedaço de papel, com uma caneta. Não sou adepto de modernidades. Esses conteúdos vão ficando guardados. Quando estou na missa ou na TV, me lembro disso e aplico nos meus sermões e conversas com as pessoas. É com eles que faço meus livros”, revela padre Alessandro, durante uma conversa com o repórter, na sala da casa de sua mãe, no Alto do Ipiranga, em Mogi.

O sacerdote já começou a colocar em prática um jeito de fazer com que as pessoas entendam melhor e discutam o conteúdo de seus livro. Por meio de seu programa, às terças-feiras, na Rede Vida,  e em lives realizadas diariamente, a partir de 21 horas, o padre vai abordando cada capítulo do seu livro junto com suas milhares de seguidoras que o acompanham pelas redes sociais.

A cada dia, um novo capítulo, até o início do próximo ano, quando virá a obra que contará as esperadas histórias do Caminho de Compostela.

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