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Paciente diz que esperou 10 horas no Hospital Municipal; fundação nega atraso

Amanda relata que chegou ao local às 15h50 e perto da 1h30 decidiu ir para casa. Gestor da unidade admite alta demanda, mas refuta reclamação sobre espera

Larissa RodriguesPublicado em 04/01/2022 às 13:10Atualizado há 12 dias
Paciente procurou HMMC com sintomas da Covid-19 e não conseguiu atendimento  / Eisner Soares / O Diário
Paciente procurou HMMC com sintomas da Covid-19 e não conseguiu atendimento / Eisner Soares / O Diário

Nesta segunda-feira (3), Amanda Carolina dos Santos, de 31 anos, procurou o Hospital Municipal com sintomas como dor de cabeça, dor no corpo e no olho. Também apresentava tosse, congestionamento nasal e falta de olfato e paladar. Mesmo com as duas doses da vacina tomadas, ela suspeitou que poderia estar com Covid-19. Na unidade, entretanto, não conseguiu a informação, já que chegou lá por volta das 15h50 e foi embora 1h30 sem receber atendimento, segundo afirma.

Uma prima, que também aguardava atendimento, disse que o nome de Amanda foi chamado somente 3h30. Por meio da assessoria de Imprensa, a Fundação ABC afirma que a maior espera por atendimento naquele dia foi de 2 horas e 9 minutos.

“Eu estava com canseira, fadigada, não estava mais aguentando. Quando minha prima chegou, ainda dei uma cochilada na cadeira e quando acordei, já estava de madrugada e nada de me chamarem. Eu estava bem mal, já não aguentava mais esperar e decidi voltar para casa”, contou Amanda.

Para ter certeza se estava com a doença procurou, nesta terça (4), um laboratório particular fez o exame, que deu positivo. Agora, Amanda explica que vai procurar pela UPA do Rodeio, já com o exame em mãos, para ver quais devem ser os medicamentos que precisa utilizar.

No Hospital Municipal ela diz que chegou a chamar a polícia – que não foi até o local – e a reclamar com as recepcionistas, que nada podiam fazer, já que apenas um médico estava atendendo toda a demanda que chegava à unidade.

Resposta

Em resposta sobre a reclamação feita por Amanda, por meio da assessoria de Imprensa, a Fundação ABC admitiu a alta de procura por consultas, mas afirma que o maior tempo de espera, após a classificação da situação do paciente, foi de 2 horas e 9 minutos.

Veja, a seguir, a resposta da Fundação ABC, responsável pela gestão do Hospital Municipal de Braz Cubas, que é referência para os casos de Covid:

"Em atenção ao pedido de informação do Diário de Mogi, a Fundação do ABC esclarece que não procede a informação de que apenas um médico estaria atendendo ontem (04/01/2022) no pronto atendimento do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes. Durante todo o dia a unidade contou com 04 médicos e, no período noturno, foram 03 médicos à disposição da população.

Em relação ao tempo de espera, o Hospital Municipal de Mogi das Cruzes registra desde dezembro aumento atípico da procura por atendimentos em função de casos de síndrome gripal, o que tem gerado maior espera para os casos classificados como azuis e verdes – ou seja, aqueles de baixa complexidade. Contudo, mesmo com o aumento da demanda, o tempo de espera permanece dentro dos limites estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Já os casos amarelos e vermelhos, em função da maior gravidade, têm atendimento imediato.

No pico da pandemia de Covid-19, o recorde de atendimentos diários do Hospital foi de 215 pacientes, em março de 2021. Ontem, 04/01/2022, foram atendidos 312 pacientes, ou seja, quase 50% a mais do que no período mais crítico da Covid-19. Foram muitos casos de emergência, inclusive pediátricas, que são classificados como vermelhos e têm prioridade.

Sobre o tempo de espera, a média de ontem foi de 30 minutos entre a retirada da senha e a classificação de risco. A partir da classificação de risco, o tempo médio para passar com o médico nos casos azuis e verdes foi de 02h09. Dessa maneira, não procede a informação de que a espera por atendimento médico no Hospital teria sido de 12 horas";

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