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Ônibus de Mogi podem entrar em greve na próxima semana

O sindicato da categoria esclarece que a decisão sobre a paralisação das atividades no município deve ser tomada após a reunião na próxima quinta-feira (2) com representantes das empresas de ônibus, para tentar negociar o pedido de reajuste de 16,6% nos salários

O Diário
29/11/2021 às 19:24.
Atualizado em 29/11/2021 às 19:43

Trabalhadores ameaçam parar atividades se não tiverem aumento nos salários (Arquivo/O Diário)

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Ônibus de Mogi podem entrar em greve na próxima semana

O sindicato da categoria esclarece que a decisão sobre a paralisação das atividades no município deve ser tomada após a reunião na próxima quinta-feira (2) com representantes das empresas de ônibus, para tentar negociar o pedido de reajuste de 16,6% nos salários

O Diário
29/11/2021 às 19:24.
Atualizado em 29/11/2021 às 19:43

Trabalhadores ameaçam parar atividades se não tiverem aumento nos salários (Arquivo/O Diário)

O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Mogi das Cruzes informa que deverá se reunir na próxima quinta-feira (2) com representantes das empresas de ônibus que operam os serviços de transporte coletivo na cidade para negociar o reajuste de salário da categoria.

O presidente da entidade, Félix Barros, explica que os trabalhadores reivindicam reajuste de 16,6%, mas alega que as empresas têm demonstrado resistência em atender à reivindicação e já teriam dito que não pretendem rever os salários.

Mesmo assim, o sindicalista disse que está na expectativa de chegar a um consenso com as empresas. Porém, adianta que se isso não ocorrer, a cidade pode ter problemas com transportes públicos, porque existe o risco de ser deflagrado um movimento de paralisação no município a partir da próxima semana.

Os trabalhadores dos transportes estão sem reajustes nos vencimentos desde o início da pandemia, como explica Barros, que esperava um reconhecimento dos donos das concessionárias pelo esforço da categoria em manter os serviços mesmo durante os períodos mais críticos da crise sanitária.

“Estamos enfrentando problemas com a defasagem dos salários, especialmente agora que tudo aumentou de preço. Tivemos aumento do gás, do combustível, alimentos, da água e da luz. Os salários precisam acompanhar para que as pessoas consigam sobreviver”, argumenta.

O sindicalista também explicou que não vai concordar se as empresas vincularem o aumento de salários ao reajuste de tarifas de ônibus que as concessionárias tentam negociar com a Prefeitura. Barros entende que a população não pode ficar com o bônus.

Caso as negociações não cheguem a um consenso, o Sindicato, segundo ele, planeja começar uma greve de forma gradual até se tornar uma paralisação geral a partir da próxima semana.

A reportagem de O Diário encaminhou demanda pedindo um posicionamento para as empresas concessionárias dos serviços em Mogi - CS Brasil e Princesa do Norte -, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

  

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