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Onça-parda prenha é flagrada no Parque das Neblinas; veja vídeo

Vista pela primeira vez em período de gestação no local, espécie ameaçada encontra na reserva condições favoráveis para a reprodução

O DiárioPublicado em 15/06/2021 às 09:16Atualizado há 2 meses

As armadilhas fotográficas instaladas no Parque das Neblinas, reserva ambiental gerida pelo Instituto Ecofuturo, registraram pela primeira vez uma onça-parda (Puma concolor) prenha. O flagra da espécie em período de gestação é inédito na área, mas o animal já apareceu outras vezes na frente das lentes do Parque: passeando com filhotes, vocalizando, marcando território, arranhando árvores, entre outros registros.

O mamífero, que é o segundo maior felino das Américas, é classificado como vulnerável (VU). Apesar de estar presente em todos os biomas, sua população encontra-se bastante reduzida: na Mata Atlântica, estima-se que haja apenas 1 mil indivíduos, segundo dados do ICMBio. As principais ameaças são a caça ilegal, a destruição de habitat e a ocupação humana desordenada. Por já ter populações naturalmente baixas e uma reprodução lenta, a perda de indivíduos causa grande impacto na sobrevivência da espécie.

A reprodução das suçuaranas, como também são conhecidas, acontece em média a cada dois anos, e o período de gestação varia aproximadamente entre 80 e 100 dias, podendo dar à luz a até seis crias de uma única vez, embora o mais comum sejam apenas dois.  Ao nascer, os filhotes possuem manchas escuras que se mantém até o início da vida adulta.

Além disso, são animais muito ágeis – conseguem saltar de alturas de até cinco metros – e, diferente de outros grandes felinos, como a onça-pintada, eles não esturram ou urram, sua vocalização está mais próxima a um miado.

“A onça-parda precisa de um amplo território para habitar. No Parque das Neblinas temos sete mil hectares de Mata Atlântica em diferentes estágios de regeneração. Confirmar a presença da espécie prenha é um indicativo de que seguimos pelo caminho correto nos trabalhos de restauração e conservação da área, pois além de ser um local próprio para sua circulação, é também um ambiente adequado para sua reprodução”, afirma Paulo Groke, Diretor Superintendente do Instituto Ecofuturo. 

O registro foi possível a partir da gestão de 15 câmeras implantadas na reserva, um importante recurso para o registro e monitoramento da biodiversidade no Parque e, também, para contribuir com ações de fiscalização e conservação da área. Outros animais também já foram flagrados no local, como o gambá-de-orelha-preta, o gato-mourisco e a anta. A instalação e manuseio dos equipamentos são feitos pela equipe de guarda-parques do Ecofuturo. 

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