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Morre Geraldo Ferrugem, mais uma vitima mogiana da Covid

Comerciante aposentado estava internado na Santa Casa, onde a mulher dele, Elena, permanece em estado grave

Eliane José
24/03/2021 às 15:21.
Atualizado em 25/03/2021 às 08:10

Geraldo Lopes e Helena faleceram após complicações do coronavírus (Arquivo Pessoal)

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Morre Geraldo Ferrugem, mais uma vitima mogiana da Covid

Comerciante aposentado estava internado na Santa Casa, onde a mulher dele, Elena, permanece em estado grave

Eliane José
24/03/2021 às 15:21.
Atualizado em 25/03/2021 às 08:10

Geraldo Lopes e Helena faleceram após complicações do coronavírus (Arquivo Pessoal)

Aos 77 anos, o comerciante e ex-locutor de rodeio Geraldo Lopes, o Geraldo Ferrugem, foi vencido pela gravidade das complicações provocadas pela Covid-19. Ele faleceu hoje, após permanecer internado desde a semana passada na Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes, que como outras unidades de saúde enfrenta, o pior momento da pandemia. Na cidade, todos os leitos destinados à Covid continuam ocupados.

Era um dos moradores mais antigos do bairro do Rodeio, onde manteve um tradicional comércio de ferro-velho, na avenida Dr. Lothar Waldemar Hoehne, e hoje funciona uma oficina mecânica, tocada por um de seus filhos.

Há seis anos, Geraldo contou suas histórias a O Diário, na Entrevista de Domingo. Para homenageá-lo, o texto foi republicado, na íntegra. Leia mais.

Articulado e bom de conversa, Geraldo Ferrugem, nasceu na bela e mineira Manhumirim. Chegou a Mogi das Cruzes em 1963, como contou à jornalista Carla Olivo, em uma das nossas Entrevistas de Domingo, publicada em 2015

Verdadeiro “leão” para o trabalho e com tino comercial, fez de tudo: vendeu verdura e leite, de porta em porta, trabalhou como garçom nos restaurantes Galeto, em Braz Cubas, Cantina Mogiana e no Hotel e Restaurante Estância dos Reis, onde afivelou amizades duradouras com caciques da política mogiana como Waldemar Costa Filho, Sebastião Cascardo e Junji Abe. Quando digo que fazia de um tudo: fazia mesmo. Foi locutor de rodeios, bailes e festas, atuou nos bastidores da política como cabo eleitoral. Todas essas experiências moldaram um sujeito peculiar. Agora no outono particular, entretia interlocutores com saborosas histórias pessoais, de vida e dos lugares por onde passou.

Há alguns anos, brigava com as limitações impostas por complicações em dois episódios de Acidente Vascular Cerebral. Sem perder o pique, bengala em mão, mantinha a rotina de pequenas caminhadas para um dedo de prosa com os amigos da vizinhança. Evangélico, era um conhecedor dedicado da Bíblia.

Só foi detido mesmo com o surgimento da pandemia, que o segurou em casa. Na semana passada, foi diagnosticado com a Covid-19 e internado na Santa Casa até se conseguir, com custo e muitos pedidos de oração, um leito de terapia semi-intensiva. 

A mulher dele, Elena, está internada em estado grave, e outros três integrantes da família se recuperam da doença em hospitais da cidade.

Não haverá velório, em cumprimento ao protocolo vigente por causa da pandemia. Mas, o cortejo fúnebre será aberto ao público, a partir das 11 horas, no trajeto entre o Velório Cristo Redentor e o Cemitério São Salvador. O sepultamento será restrito.

Geraldo Ferrugem deixa a mulher, Elena; os filhos, Paulo Rogério, Roberto César e Claudia Helena, os netos Thaís, Thatiana, Thales, Thalisson, Thamiris, Felipe, Matheus, Samuel e Gabriel, e a bisneta recém-nascida, Laura, que não conhecerá, pessoalmente, o avô contador de histórias.

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