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LUTO

Morre, aos 69 anos, o arquiteto Selmo Roberto

Ele estava em sua casa, na madrugada deste domingo (13), quando passou mal e morreu, deixando esposa e três filhos

Darwin Valente
13/02/2022 às 14:53.
Atualizado em 13/02/2022 às 19:31

Durante praticamente toda sua vida, Selmo atuou como arquiteto em Mogi das Cruzes e região. (Foto: reprodução / TV Diário)

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LUTO

Morre, aos 69 anos, o arquiteto Selmo Roberto

Ele estava em sua casa, na madrugada deste domingo (13), quando passou mal e morreu, deixando esposa e três filhos

Darwin Valente
13/02/2022 às 14:53.
Atualizado em 13/02/2022 às 19:31

Durante praticamente toda sua vida, Selmo atuou como arquiteto em Mogi das Cruzes e região. (Foto: reprodução / TV Diário)

Será cremado nesta segunda-feira (14), pela manhã, no Crematório Primaveras, em Guarulhos, o corpo do arquiteto Selmo Roberto Santos, que faleceu aos 69 anos, na madrugada deste domingo (13), após passar mal, enquanto assistia televisão em sua residência. O velório acontecerá até às 20 horas deste domingo, no Velório Cristo Redentor, em Mogi. Selmo deixa os filhos Henrique, Marcelo e Gustavo (atualmente na Austrália) e a esposa Maria do Carmo Reipert.

Durante praticamente toda sua vida, atuou como arquiteto em Mogi das Cruzes e região. Nos últimos tempos, já aposentado, participava ativamente das atividades da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Mogi e também atuou junto ao Conselho Municipal de Preservação Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico de Mogi das Cruzes (Comphap), onde chegou a presidente.

Coração 

No final de janeiro passado, Selmo havia deixado o cargo de presidente do Comphap para realizar uma série de exames no Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo,pois, segundo revelou a este jornal, vinha sentindo alguns problemas de saúde.

Ao concluir a primeira bateria de exames, no entanto, os médicos do Hospital Beneficência que o acompanhavam, não permitiram que ele retornasse à sua casa, em Mogi das Cruzes. Decidiram interná-lo naquele momento por notarem que as condições de seu sistema vascular estavam seriamente comprometidas em razão de graves obstruções.

A solução encontrada por eles foi a implantação de três stents (pequenos tubos expansíveis usados para restauração do fluxo sanguíneo em artérias coronárias obstruídas). Com isso, ele passou a conviver com oito stents no peito, já que havia recebido outros cinco em outras oportunidades anteriores.

No dia 1º de fevereiro, ele conversou durante um longo tempo com este repórter, garantindo que, apesar de ainda se encontrar internado na Unidade de Terapia Intensiva do hospital, estava se sentindo muito bem.

Naquele mesmo dia, no final da tarde, ele voltou a fazer contato com o repórter para dizer, com grande otimismo, que já havia recebido alta da UTI e estava indo para um quarto do Hospital Beneficência, onde pretendia ficar, até receber a alta definitiva para retornar à sua casa em Mogi.

Suas condições eram tão boas, que ele fez questão de alongar a conversa, falando da transferência da presidência do Comphap para a também arquiteta Ana Sandim, e fazendo referências a questões que estiveram em evidência durante o seu período à frente do conselho, como o caso do Casarão dos Duque. 

Dias depois, Selmo deixou o hospital e retorno para sua casa, em Mogi

Não houve mais outras informações sobre ele, além da notícia dada pela irmã, Silvana Franco,neste domingo pela manhã, numa rede social, informando sobre o falecimento de Selmo.

Segundo Silvana, o arquiteto vinha passando muito bem e na noite de sábado e madrugada de domingo estava na sala de sua casa vendo tevê, quando, de surpresa deu um soluço e passou a sofrer convulsões. O Samu foi acionado, mas ao chegar à residência, o arquiteto não apresentava mais sinais vitais, tudo indicando, pelo seu histórico, que tenha sofrido um infarto fulminante.

Memória

O arquiteto Paulo Pinhal, que atuou ao lado de Selmo na Associação de Engenheiros e Arquitetos e também no Comphap, postou o seguinte comentário numa rede social a respeito do falecimento do amigo:

“A sua passagem por aqui deixou muitos frutos: a luta para a implantação da Inspetoria do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) junto a Associação de Engenheiros e Arquitetos, que hoje é uma realidade; a nossa luta pela preservação dos patrimônios históricos da cidade, onde conseguimos salvar um pouco de nossa história, e relembramos o seu empenho no processo do Casarão dos Duque, onde até ameaça sofreu.

Estou triste com sua partida, pois você sempre foi coerente em suas ações e com grande determinação para as soluções. Ainda tinha muito a contribuir, tanto para os profissionais, bem como para a cidade.

Desejo para a sua esposa Maria do Carmo e filhos, muita luz neste momento e gratidão a eles por ter dividido você com todos nós. Muita luz em sua jornada”.

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