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POLÍTICA

Moro mantém suspense sobre candidatura e defende volta da Lava Jato em visita a Mogi

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça falou sobre política, segurança, democracia e problemas com a polarização da disputa à presidência

Silvia Chimello
13/05/2022 às 18:54.
Atualizado em 14/05/2022 às 07:40

O ex-juiz federal foi recebido por apoiadores, lideranças e vereadores na Câmara de Mogi (Eisner Soares)

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POLÍTICA

Moro mantém suspense sobre candidatura e defende volta da Lava Jato em visita a Mogi

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça falou sobre política, segurança, democracia e problemas com a polarização da disputa à presidência

Silvia Chimello
13/05/2022 às 18:54.
Atualizado em 14/05/2022 às 07:40

O ex-juiz federal foi recebido por apoiadores, lideranças e vereadores na Câmara de Mogi (Eisner Soares)

Mesmo com sinais de que deve se lançar na disputa por uma vaga no Senado Federal, o ex-juiz federal e ex-ministro da Segurança Pública, Sergio Moro, em sua primeira visita à Mogi das Cruzes, nesta sexta-feira (13), preferiu manter o suspense sobre sua provável candidatura pelo União Brasil nas eleições deste ano. Ele disse que uma de suas bandeiras é a volta da Operação Lava Jato e explicou que quer circular pelo Estado para conhecer a realidade e as demandas de cada região, e conversar sobre o que as pessoas querem para o Brasil.

“Ainda não está definida a minha candidatura pelo partido, mas devemos decidir isso nas próximas semanas. Não estou com tanta pressa. O importante é a gente circular para ouvir as pessoas e o que elas têm para dizer, que tipo de país elas querem e saber das dificuldades de cada região”, declarou o ex-juiz.

Segundo ele, a polarização na política que envolve a disputa presidencial no País, em torno dos nomes do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Lula (PT) acabam atrapalhando esse debate sobre os problemas reais das pessoas em diversos setores, como saúde, educação, segurança pública, entre outros.

Ele defende a união de partidos de centro para equilibrar esse debate, e chegou a ser cogitado com uma provável terceira via, mas diz que não se arrepende de ter trocado o Podemos pelo União Brasil e desistido da disputa pela presidência do Brasil.

“A minha avaliação é de que era preciso recuar um pouco para poder prosseguir com mais força lá para frente. E para romper a polarização seria importante a gente ter a união desde centro. Infelizmente apesar de todas as suas qualidades, o Podemos estava ficando alijado nesse debate. E o União Brasil estava capitaneado esse debate, então a gente fez esse movimento esperando construir algo maior. Vamos ver como a gente consegue evoluir nos próximos meses”, avaliou.

O ex-juiz não acredita também que a desistência de tentar disputar as eleições presidenciais possam ajudar Bolsonaro, que poderia receber os votos dos eleitores dos simpatizantes de Moro, mais à direita.  Na visão dele, “a grande questão é que se a gente não tiver uma união no centro, acaba ficando isolado dentro de um partido, e o resultado para romper essa polarização não viria. Então foi um movimento necessário”.

Ao ser questionado pela reportagem de O Diário sobre o segundo turno e de quem seria o voto dele se a disputa ficar entre Lula e Bolsonaro, Moro disse: “Não penso nessa hipótese agora, o pesadelo a gente tem que esperar acontecer para depois comentar”, brincou.

 Recepção

Simpático, acessível e sorridente, Moro chegou à Câmara de Mogi das Cruzes, pouco antes das 15 horas, junto com os companheiros de partidos - ex-deputado Luiz Carlos Gondim e o deputado federal Junior Bozzella-, onde foi recepcionado por seus apoiadores, vereadores e pelo presidente da Casa, Marcos Furlan (PODE).

Ele contou que durante as visitas ao Alto Tietê nos últimos dias para conhecer Itaquaquecetuba, Arujá, Santa Isabel e Mogi, conversou com as lideranças locais sobre demandas na cidade e identificou problemas na área de saúde, que precisa de mais investimentos para se recuperar dos problemas da pandemia. Citou ainda necessidade de ampliar a discussão sobre um plano para recuperar a Educação.

 Lava Jato

A volta da Operação Lava Jato e a continuidade das ações de combate á corrupção no Brasil foram outro tema abordado. O ex-ministro argumenta que decidiu entrar para a vida pública para levantar essa bandeira.

“A gente tem que discutir sim como melhorar a vida das pessoas e fazer o pais a voltar a crescer com emprego e diminuição à desigualdade. Mas, se a gente não construir mais em uma premissa de que o governo tem que ser honesto e íntegro, que tem que ter como foco as pessoas e não os políticos, a gente não vai chegar a lugar nenhum. O que a gente está vendo é por exemplo, que a bandeira anticorrupção foi abandonada, e a ética está sendo jogada no lixo. Encontrei espaço dentro do União Brasil para levantar essa bandeira e é isso que eu vou fazer, mesmo que seja uma voz brigando no deserto".

 Sistema Carcerário

Uma outra proposta discutida por Sergio Moro é a possibilidade de privatização  do sistema carcerário. Ele explica que tem uma visão pragmática sobre essa política e acha que o importante é que funcione. “Não importa a cor do gato, desde que ele pegue o rato. Então se a privatização funciona, temos que seguir por esse caminho”.

Em relação ao sistema carcerário, ele observa que quando estava no Ministério da Justiça pôde estudar bem essa questão e constatou que há sistemas públicos que funcionam bem, mas existe também a possibilidade de algumas experiências específicas, de privatização dos presídios.

“Muitos dos crimes são sugestionados dentro dos presídios. Se os presídios não servem nem para neutralizar a capacidade dos presos de cometer crimes, tem algo muito errado nisso. Quando vai ver o detalhe vê que faltam planejamento, organização, investimento e é isso que temos que fazer ponto a ponto”, comentou.

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