Entrar
Perfil
Habitação

Moradores contam mais de 210 famílias na ocupação da Vila São Francisco

Ocupantes fazem cadastro e estimam que número de famílias pode chegar a 250; Prefeitura diz que, de acordo com o último levantamento, 150 unidades estavam ocupadas

Larissa Rodrigues
04/08/2022 às 11:34.
Atualizado em 04/08/2022 às 11:56

Após o levantamento do número de famílias, será feita a contagem de todas as pessoas que moram na ocupação (Crédito: Mariana Acioli)

Olá, quer continuar navegando no site de forma ilimitada?

E ainda ter acesso ao jornal digital flip e contar com outros benefícios, como o Clube Diário?

Já é assinante O Diário Exclusivo?
Habitação

Moradores contam mais de 210 famílias na ocupação da Vila São Francisco

Ocupantes fazem cadastro e estimam que número de famílias pode chegar a 250; Prefeitura diz que, de acordo com o último levantamento, 150 unidades estavam ocupadas

Larissa Rodrigues
04/08/2022 às 11:34.
Atualizado em 04/08/2022 às 11:56

Após o levantamento do número de famílias, será feita a contagem de todas as pessoas que moram na ocupação (Crédito: Mariana Acioli)

Os moradores da ocupação da Vila São Francisco estão, atualmente, fazendo um levantamento refente ao número de habitantes do local. Inicialmente, uma pessoa de cada família está sendo cadastrada para que eles possam saber quantas são as famílias que ainda moram por lá. Depois, todas as pessoas serão registradas. Por enquanto, 213 famílias já foram cadastradas, mas a estimativa é que esse número chegue aos 250. Segundo a Prefeitura, no último levantamento que foi realizado, 150 unidades estavam ocupadas.

Como a área está congelada – o que impede a construção de novos barracos – a Justiça determinou, em maio deste ano, a demolição de novas construções. Desde então, algumas ações já foram realizadas pela Administração Municipal e, em junho, teve início a demolição de barracos inabitados.

Logo depois disso, imagens começaram a circular na internet, mostrando o secretário municipal de Segurança Pública, o delegado Toriel Sardinha, retirando a arma da cintura durante a operação. Ele afirmou que o ato não colocou a vida das pessoas em risco.  Mas, isso ainda tem repercutindo entre os ocupantes.

“Depois daquela ação truculenta da Prefeitura, os moradores ainda seguem bastante traumatizados. A gente vive em uma guerra com o poder público, porque nem mesmo os eletrodomésticos os moradores podem consertar, porque não têm como sair ou entrar com uma geladeira no local. Mas, ainda assim a ocupação continua crescendo e temos pessoas até mesmo da Angola e da Venezuela morando aqui”, diz Filipe Ferreira Silva, que é o morador responsável por fazer o cadastro das famílias.

A reclamação sobre os eletrodomésticos se dá por conta dos tubos de concreto que fecham a entrada do local. E, segundo Luiz Ricardo Alves, outro morador e líder da ocupação, isso também atrapalha no momento que os moradores precisam de atendimento médico, já que a ambulância não consegue passar. Os tubos foram colocados na entrada com o objetivo de tentar evitar que novos barracos fossem construídos por lá e, consequentemente, o aumento da ocupação.

“A dificuldade nossa está sendo também na limpeza, porque as famílias estão morando há um ano e meio e os guardas não deixam as pessoas limparem o quintal e cortar o mato. Nós vivemos sem saneamento, sem moradia e vigiado pela polícia 24 horas, uma coisa que nunca vi em nenhuma outra ocupação do país”, afirma Luiz Ricardo.

Prefeitura

A Prefeitura ressaltou que a área ocupada na Vila São Francisco está congelada pela Justiça e que, portanto. a construção de novos barracos está proibida. Além de lembrar que a área é totalmente imprópria e insegura para fins de moradia, razão pela qual segue defendendo a desocupação voluntária do local.

“Neste âmbito, é responsabilidade e prerrogativa do município, com apoio de decisão judicial, monitorar a área de forma contínua e agir para impedir novas ocupações. Desde que a ação de desfazimento de unidades inacabadas e desocupadas foi realizada, também com respaldo judicial, a segurança no local foi reforçada e a Prefeitura tem atuado sempre que necessário, com o intuito de cumprir seu papel”, reitera a nota enviada pela Administração Municipal.

A Secretaria de Educação diz já esteve na área para identificar crianças fora da escola e ofertar encaminhamento para matrículas na rede municipal. Havendo necessidade, a Pasta ressalta que está à disposição.

A equipe do Mogi Conecta também já atuou no local sob a forma de mutirão, elaborando, captando e encaminhando currículos para aqueles que buscam colocação no mercado de trabalho. Assim como a Educação, o programa segue à disposição para os interessados.

Conteúdo de marcaVantagens de ser um assinanteVeicule sua marca conosco
O Diário de Mogi© Copyright 2022É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por