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RAIO-X DAS CONSULTAS

Mogianos podem esperar até 85 dias por consulta com clínico-geral em Jundiapeba

Sem filas na maior parte dos postos de saúde, em Mogi a média de tempo para consulta é de uma semana; distrito foge à regra, com maior demanda

Carla Olivo
29/05/2022 às 17:04.
Atualizado em 29/05/2022 às 17:05

ATENDIMENTO Em algumas unidades básicas de saúde de Mogi das Cruzes, há disponibilidade para agendamento de consultas em até dois dias, dependendo da localização e da especialidade (Arquivo O Diário)

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RAIO-X DAS CONSULTAS

Mogianos podem esperar até 85 dias por consulta com clínico-geral em Jundiapeba

Sem filas na maior parte dos postos de saúde, em Mogi a média de tempo para consulta é de uma semana; distrito foge à regra, com maior demanda

Carla Olivo
29/05/2022 às 17:04.
Atualizado em 29/05/2022 às 17:05

ATENDIMENTO Em algumas unidades básicas de saúde de Mogi das Cruzes, há disponibilidade para agendamento de consultas em até dois dias, dependendo da localização e da especialidade (Arquivo O Diário)

Um levantamento solicitado por O Diário à Secretaria Municipal de Saúde mostra uma sensível redução na espera por consulta na maioria dos postos da rede básica da cidade - de um a dois dias após o agendamento - e um grande desafio: a demora que pode ser de até 85 dias para se sentar em frente a um clínico geral, situação enfrentada por moradores do distrito de Jundiapeba.

A diminuição da fila havia sido destacada pelo secretário municipal de Saúde, Zeno Morrone Júnior, em audiência pública na Câmara Municipal, mas segue cobrada por moradores de regiões periféricas. 

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Isso tem um motivo: apesar de as vagas existirem, um morador de um determinado bairro precisa ser atendido próximo de casa, como prevê o protocolo de territorialização do Sistema Único de Saúde (SUS), previsto pelo Ministério da Saúde, no qual o município deve ofertar consultas, exames e demais procedimentos médicos de Atenção Primária de acordo com o endereço residencial do paciente.

O relatório semanal elaborado nesta terça-feira (24) pela Secretaria Municipal de Saúde, com informações das 19 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para consultas de rotina e, portanto, sem necessidade de urgência ou emergência, aponta um total de 3.427 solicitações de consultas - queda de 78,64% em relação a agosto de 2021, quando a fila de espera era de 16.050 pedidos (9.765 de ginecologia; 5.666 - clínica médica -; e 619 - pediatria).

Segundo a pasta, o tempo médio de espera por consultas na cidade é de 7 dias (ginecologia), 9 (clínica médica) e 19 (pediatria), sendo que a maioria dos postos de saúde se mantém sem espera para marcação de consultas. 
No entanto, em Jundiapeba, que concentra a maior demanda do sistema municipal, com 1.332 solicitações em espera para clínica médica, o paciente pode aguardar até 85 dias por atendimento na especialidade. No local, há ainda outros 776 pedidos para ginecologia e 596 de pediatria, com tempo de espera superior a 30 dias.

“É importante lembrar que são consultas para tratamentos eletivos, ou seja, consultas de rotina e não casos urgentes. Urgências e emergências devem ser direcionadas às UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e unidades 24 horas”, explica a nota enviada a este jornal.

O relatório mostra que, para ginecologia, das 19 unidades de atendimento, 17 estão sem espera e com vagas para consultas em até dois dias (Alto do Ipiranga e Sabaúna). O único posto de saúde com fila de espera para esta especialidade é o de Jundiapeba, onde estão registrados 776 pedidos de consultas.

Já para consultas de clínica médica, 16 das 19 unidades estão sem espera e com vagas em até três dias (Vila Moraes). No caso da pediatria, não há espera em 13 dos 19 postos e disponibilidade em até dois dias nos postos do Jardim Ivete, Sabaúna, Vila Natal, Vila Nova Aparecida e Vila Suíssa. 
Vale lembrar que a UBS do Jardim Santa Tereza está com o atendimento suspenso por conta de obras no local e, excepcionalmente para pediatria, o Sistema Integrado de Saúde (SIS) 160 está liberado, desde abril, para agendamento, na data mais próxima e em qualquer unidade, independentemente do local de residência do paciente. A mudança ocorreu para desafogar o Pró-Criança, no Mogilar, e oferecer alternativas para casos leves.

 Jundiapeba

Por conta dos altos índices de demanda em Jundiapeba, a secretaria aponta medidas, como mutirões de consultas na Unica (Unidade de Atendimento Ambulatorial) de Jundiapeba, e o incremento de incremento da UPA 24 horas com a contratação de dois pediatras para atendimentos de urgência e emergência das crianças, para diminuir a espera dos pacientes. “Além disso, foi inaugurado o novo Programa de Estratégia Saúde da Família no bairro, com capacidade de atendimento para até 16 mil pessoas e equipes formadas por 48 profissionais. Com essa medida, a expectativa é pela redução no tempo de espera e otimização dos atendimentos de saúde no bairro”, explica.

 Mais atendimentos e faltas ao compromisso

ELIANE JOSÉ

Já marcado pelo recuo dos casos de Covid-19, o primeiro quadrimestre deste ano apontou, na rede municipal de saúde, a volta da procura por consultas e de situações antigas, como a falta ao compromisso, que atingiu 21% dos agendamentos do Sistema Integrado de Saúde (SIS). Foram realizadas, segundo os dados entregues pela Prefeitura à Câmara de Mogi,  em prestação de contas obrigatória, 124 mil consultas, nas áreas de clínica médica, ginecologia e obstetrícia e pediatria. No período, foram 26.465 faltas. 

Já na rede de assistência à saúde da família, que mantém médicos e enfermeiros à disposição da comunidade de bairros - um sistema que será ainda mais ampliado para cumprir a política nacional de saúde pública, foram 33,6 mil consultas e 313 mil  visitas, nos quatro meses.

A espera por consulta apresentada pelo secretário de Saúde, Zeno Morrone Júnior, tomou por base agosto de 2021 - quando a situação da Covid permitiu certa regularidade no atendimento na rede básica. Naquele mês, 16 mil consultas estavam represadas, um número que atingiu a casa dos 4 mil, em 17 de maio último (veja dados atualizados nesta página).

Desse total, a clínica que exigiu mais cuidado foi a de pediatria - onde a fila era de 619 crianças, em agosto de 2021, e chegou a 1,5 mil em maio - o que refletiu alta de casos de gripe, em meados do quadrimestre, segundo análise da pasta A abertura de consultas em postos e da ala infantil no Hospital de Braz Cubas foram medidas adotadas para melhorar o quesito, alvo de reclamações. 

Mudança notada foi a redução dos óbitos constatados em casa, pelo Samu - em janeiro, esse número foi de 86, passando para 59, 59 e 62 nos meses seguintes.

Na Santa Casa de Misericórdia nasceram 1.560 bebês, sendo 1.238 mogianos. 

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