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LIXO CLANDESTINO

Mogi registra 20 pontos clandestinos de lixo em diversas regiões da cidade

Prefeitura tenta conscientizar a população sobre a necessidade de abandonar essa prática que provoca enchentes e alagamentos, com a obstrução do sistema de drenagem

Silvia Chimello
19/01/2021 às 15:13.
Atualizado em 20/01/2021 às 11:15

Um dos pontos de lixo clandestino mapeados pela Prefeitura fica na estrada da Volta Fria, (Eisner Soares / O Diário)

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LIXO CLANDESTINO

Mogi registra 20 pontos clandestinos de lixo em diversas regiões da cidade

Prefeitura tenta conscientizar a população sobre a necessidade de abandonar essa prática que provoca enchentes e alagamentos, com a obstrução do sistema de drenagem

Silvia Chimello
19/01/2021 às 15:13.
Atualizado em 20/01/2021 às 11:15

Um dos pontos de lixo clandestino mapeados pela Prefeitura fica na estrada da Volta Fria, (Eisner Soares / O Diário)

Mogi das Cruzes tem aproximadamente 20 pontos viciados de descarte irregular de lixo espalhados pela cidade, segundo dados divulgados pela prefeitura, que tenta conscientizar a população sobre a necessidade de colaborar, abandonar a prática e denunciar as pessoas que insistem nessa prática para que a administração municipal possa punir os infratores.

Entre os locais mais problemáticos estão a Avenida Prefeito Maurílio de Souza Leite Filho, no Parque Olímpico; as margens da avenida Júlio Simões, em Braz Cubas; trechos do distrito de Jundiapeba, como a via de acesso ao bairro da Volta Fria a partir da rotatória da Via Perimetral.

No Cocuera, por exemplo, a situação é crítica na Estrada Ritsuji Kayasima, onde uma grande quantidade de entulhos se acumula. No final de semana, ao ser questionada por O Diário sobre a realização de serviços no local, a Prefeitura informou que no final de semana as equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos iriam fazer a limpeza e a retirada do material descartado irregularmente na via.

A situação é crítica na Estrada Ritsuji Kayasima, em Cocuera, onde os entulhos se acumulam (Eisner Soares / O Diário)

Na tarde desta segunda-feira (18), no entanto, a reportagem voltou ao local e constatou que de fato as equipes estiveram na estrada do Cocuera e juntaram vários montes de entulhos, mas ainda não fizeram a retirada do material descartado irregularmente na Ritsuji Kayasima.

O descarte irregular de resíduos sólidos é um problema que vem desafiando os gestores públicos há décadas. A Prefeitura esclarece que tem equipes encarregadas diariamente da manutenção da cidade, incluindo a retirada de lixo, mas lembra que “esse trabalho só surtirá os efeitos desejados com a colaboração da comunidade, ao abandonar a prática e também denunciando sempre que testemunhar alguém praticando algo dessa natureza, gratuitamente, pelo telefone 153”.

A pasta de Serviços Urbanos – que nesta nova gestão Caio Cunha (PODE) mudará de nome para Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e passará a incorporar Obras – explica que o “trabalho é feito de forma permanente”, e que realiza também serviços para evitar que os pontos clandestinos.

Somado aos serviços de coleta regular de lixo, o Município promove também coleta seletiva (Recicla Mogi), Operação Cata-Tranqueira e mantém os Ecopontos, destinados exatamente para o descarte correto de materiais recicláveis e inservíveis.

 Saldo

Atualmente a cidade coleta por mês entre 10 mil e 11 mil toneladas de lixo úmido. A Prefeitura informa que houve um ligeiro aumento no volume de resíduos sólidos início do período da quarentena, de aproximadamente 4%, porcentagem considerada baixa diante das circunstâncias.

A pequena elevação, de acordo com a Pasta de Serviços Urbanos, aconteceu por causa do crescimento na geração e resíduos domésticos. Porém, a prefeitura alega que nesse mesmo período houve diminuição na geração por parte de estabelecimentos comerciais, que permaneceram fechados ou com horário de funcionamento reduzido durante a quarentena.

Nos últimos meses houve também mudanças na coleta seletiva na pandemia, período em que o trabalho dos catadores foi suspenso na Usina de Triagem da Vila São Francisco, espaço usado para a reciclagem, que passa por um processo de reforma e ampliação.

A seleção do material atualmente vem sendo realizado por catadores que foram deslocados para os três ecopontos da cidade do Jardim Armênia, Jundiapeba e Parque Olímpico, locais onde recebem os materiais e realizam a separação, dando continuidade ao processo de reciclagem. A cidade recicla hoje cerca de 5% do lixo coletado.

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